terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Guardiões da Galáxia | "Se Os Vingadores são os Beatles, nós somos os Rolling Stones", diz diretor

"Se Os Vingadores são os Beatles, então os Guardiões da Galáxia são os Rolling Stones". Essa foi a declaração por James Gunn, diretor do novo filme da Marvel, na última edição da revista Empire.

Em uma breve entrevista, o diretor fala ainda sobre a união da equipe, que acontece   dentro de uma prisão, logo após Peter Quill (Chris Pratt) ser capturado. "Nossos personagens são, a princípio, vilões. Eles não acreditam que são individualmente bons   e ao longo do filme eles descobrirão que são heróis", comentou.

Pratt, o protagonista, também falou sobre o tom do filme, o comparando com outras ficções espaciais. "Não é tão pé-no-chão quanto Heróis Fora de Órbita, mas também não é tão fantástico e espacial quanto Star Wars. Acho que uma mistura do melhor desses dois filmes; e mais um pouco", contou.

No longa, Bradley Cooper dublará o Rocket Raccoon e Vin Diesel o alien Groot; Zoë Saldana é Gamora e Dave Bautista faz o guerreiro Drax. No elenco também estão Benicio Del Toro (Colecionador), Karen Gillan(Nebula), Michael Rooker (Yondu), Lee Pace (Ronan, o Acusador), Djimon Hounsou(Korath),Glenn Close (Nova Prime), John C. Reilly (Rhomann Dey), entre outros.

James Gunn escreveu o roteiro de Guardiões da Galáxia e dirige o longa, que estreia em agosto de 2014.

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O Hobbit e Django Livre / Filmes são os mais pirateados de 2013

Após mostrar as séries mais pirateadas do ano, é a hora do site TorrentFreak  revelar a lista dos filmes mais baixados de 2013. O líder do ranking é O Hobbit - Uma Jornada Inesperada, que teve o download realizado mais de oito milhões de vezes.

Django Livre, último filme de Quentin Tarantino, vem logo atrás em segundo lugar, seguido por Velozes e Furiosos 6 e Homem de Ferro 3 - o único filme baseado em quadrinhos do ranking. Veja a lista completa abaixo:


O Hobbit - Uma Jornada Inesperada - 8,4 milhões
Django Livre - 8,1 milhões
Velozes e Furiosos 6 - 7,9 milhões
Homem de Ferro 3 - 7,6 milhões
O Lado Bom da Vida - 7,5 milhões
Além da Escuridão - Star Trek - 7,4 milhões
Caça aos Gângsters - 7,2 milhões
Truque de Mestre - 7 milhões
Se Beber, Não Case! 3 - 6,9 milhões
Guerra Mundial Z -6,7 milhões

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The Last of Us / Jogo pode aparecer no PlayStation 4

Após dizer que The Last of Us não apareceria no PlayStation 4, a Naughty Dog  começa a dar esperanças sobre uma adaptação para o novo console. Em uma sessão de perguntas sobre o game no PlayStation Blog, a empresa disse "nós veremos" quando perguntada sobre o port.

"Nós estamos preparando a nossa engine para o PS4, enquanto trabalhamos no próximo projetode Uncharted", escreveu Eric Monacelli, estrategista de comunidades da desenvolvedora. "Veremos o que o futuro nos trás", completou.

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Experiência #1 | Homem-Aranha

Nessa primeira experiência,vamos falar sobre o que eu e a maioria dos nerds achamos sobre o popular herói das histórias Marvel criado por Stan Lee e Steve Ditko em 1962,o Homem-Aranha.

Introdução

Homem-Aranha é um personagem fictício e o de maior sucesso da Marvel Comics. É um dos mais importantes e populares super-heróis das histórias em quadrinhos, séries animadas, filmes, jogos e outras formas de mídia. Suas revistas estão entre as mais vendidas do gênero no mundo há décadas. É a identidade secreta de Peter Parker. Foi criado por um dos mais bem-sucedido criadores moderno de histórias em quadrinhos, Stan Lee, com seu grande parceiro Steve Ditko. Na época do início da publicação de Homem-Aranha no começo da década de 1960, os heróis seguiam um padrão mais ou menos uniforme de rigidez moral e retidão, tanto em suas vidas normais quanto quando travestidos em seus alter-egos. O Homem-Aranha, contudo, foi o primeiro herói a ganhar dinheiro com o uso de seus poderes: Peter Parker vende fotos agindo como o herói para o Clarim Diário. Seus motivos, porém, são altruístas: ele ajuda a tia viúva e idosa a pagar as contas, principalmente com os remédios. É, portanto, um dos super-heróis mais humanizados das histórias em quadrinhos, o que o levou a um sucesso estrondoso e a uma competição direta de popularidade com ícones do nível de Superman e Batman.

Minha Opinião

Foi preciso apenas uma mostra de ciências,um adolescente tímido de nome Peter Parker e uma aranha muito azarada para surgir um dos maiores heróis do mundo.O inseto foi acidentalmente irradiado durante uma experiência e picou a mão de Peter Parker.A picada transformou o adolescente,dando-lhe poderes fantásticos,que se revelaram pela primeira vez quando ele ia para casa : Peter saltou pra sair da frente de um carro descontrolado e grudou na parede de um prédio próximo. Atordoado pela íncrivel proeza,rapidamente ficou claro que a picada o havia tornado mais do que humano e lhe dado a força proporcional de uma aranha,bem como a habilidade de escalar paredes. Não apenas isso: ele também adquiriu um tipo de sexto sentido,o sentido de aranha, para avisá-lo de perigos iminentes.

História

Órfão quando pequeno, Peter Benjamin Parker foi morar junto com seus tios Benjamin e May Parker em Forest Hills, Queens, na cidade de Nova York. O menino cresceu e se tornou um adolescente tímido, mas extremamente inteligente. Era muito desajeitado com as garotas e não tinha muitos amigos. Aos 15 anos, durante uma demonstração de equipamentos que manipulavam radiação, Parker foi picado por uma aranha de uma espécie cujo veneno, em situações normais, é inofensivo ao ser humano. Porém, ela havia sido exposta à radioatividade do aparelho e por isso a picada provocou impressionantes mutações na genética, metabolismo e biologia do organismo do jovem Peter. Na versão ultimate (ou Marvel Millenium, como é mais conhecida no Brasil) e no filme de 2002, Peter é picado por uma aranha geneticamente alterada.
Peter descobre sobre seus poderes quando quase é atropelado por um carro. Seu sentido de aranha o alerta do perigo e por puro reflexo ele salta e se fixa na parede de um prédio. Ainda assustado, ele escala esse prédio e amassa uma chaminé de aço como se fosse de papel. A cena em que um menino o vê escalando a parede ficou imortalizada em todas as HQ's que contaram a sua história, menos no cinema e na edição Ultimate Marvel.
Parker fica muito empolgado com seus novos poderes e, no início, pensa somente em como ganhar dinheiro com eles. Levado por esses pensamentos individualistas, não faz o mínimo esforço para impedir a fuga de um ladrão, que logo depois viria a matar seu tio Ben. Quando descobre que o assassino do tio é o bandido que poderia ter detido sem dificuldades, se vê tomado por um sentimento de culpa que traz uma dura lição: "Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades". A partir de então, começa a utilizar seus poderes para combater o crime na cidade de Nova York, criando seu próprio disfarce e fazendo suas próprias roupas.

Galeria de Honra: Os criadores do Homem-Aranha

Introdução

Nos quadrinhos, é praticamente impossível encontrar um personagem cujas histórias tenham sido escritas ou desenhadas, por toda sua vida, pelo mesmo criador ou equipe de criadores. E, quando se trata do Homem-Aranha, todo quadrinhista que se preze já escreveu ou desenhou uma aventura aracnídea.
A lista abaixo tenta mostrar, em ordem cronológica, quais os principais nomes que deram suas interpretações do herói ou que simbolizam alguma era de seus quarenta e cinco anos de história. Encontra-se aqui desde a criação, quando Stan Lee definiu e manteve o perfil do Aracnídeo, passando pelos momentos negros dos anos 80 e 90, a revolução causada por Todd McFarlane, até os nomes que definem o herói para o novo milênio.

Escola Clássica
STAN LEE 

Fundador do Universo Marvel, criou, na década de 60 não só o Homem-Aranha, mas também Quarteto Fantástico, Hulk, X-Men, Homem-de-Ferro, Thor e tantos outros que sobrevivem até hoje. Além da primeira aventura do aracnídeo, na revista Amazing Fantasy, escreveu e editou as 100 primeiras edições da primeira série própria do herói, Amazing Spider-Man, e ainda teve um dedo nas histórias até 1973. Desde então, participou somente de projetos especiais, como o casamento em 1987, a recente (indicada ao Eisner de 2007) "Stan Lee Meets Spider-Man" e nas tiras de jornal do personagem.
Com Steve Ditko, definiu Peter Parker como o herói mais sofrido das HQs, e acompanhou, ao lado de outros artistas, as transformações sociais e culturais de uma década de imapacto na história americana, os anos 60. Sem falar na criação de todos coadjuvantes - Tia May, Tio Ben, Mary Jane, Gwen Stacy, Harry Osborn, Flash Thompson, J. Jonah Jameson, Betty Brant - e de toda a galeria de vilões do personagem - Doutor Octopus, Homem-Areia, Lagarto, Electro, Mysterio, Kraven, Duende Verde...
Principais histórias: todas as histórias do Aranha por Lee são obrigatórias.

STEVE DITKO 
Steve Ditko
Jack Kirby, o desenhista que acompanhou Stan Lee na maioria das criações Marvel dos anos 60, fez o primeiro esboço do Homem-Aranha e de seu uniforme. No entanto, foi Steve Ditko quem decidiu que o personagem não deveria ter o mesmo porte físico dos demais heróis, criando assim o franzino Peter Parker.
Ditko foi desenhista de Amazing Spider-Man de 1962 a 1966, e, desde então, atendeu raríssimas vezes a convites para novos trabalhos com o personagem. Recluso e anti-social, o artista também se recusa a dar entrevistas e teve raras aparições públicas.
Principais histórias: é a fase clássica do personagem, portanto obrigatória para quem quer conhecer o aracnídeo. O ponto alto de Lee/Ditko é "If This Be My Destiny...", Amazing #30, quando o Aranha encontra forças em todos os seus amigos para levantar toneladas de maquinário.

JOHN ROMITA 
Considerado o desenhista que definiu o visual do Homem-Aranha na segunda metade dos anos 60, substituiu Steve Ditko em Amazing Spider-Man e permaneceu na revista até 1973. Romita veio do universo dos quadrinhos de romance da década de 50, e tinha um estilo mais realista, o que garantiu a Peter Parker um elenco privilegiado de lindas namoradas. Voltou diversas vezes a desenhar aventuras do Aranha, inclusive as tiras para jornais no fim da década de 70, e foi diretor de arte da Marvel até a década de 90. Sua maior produção, porém, é o filho John Romita Jr., que seguiu os passos do pai.
Principais histórias: "Spider-Man No More!", Amazing #50, onde o Aranha desiste da carreira e joga o uniforme no lixo, é a edição emblemática da era Romita. Mas toda página dele com Gwen Stacy ou Mary Jane vale ouro.

GERRY CONWAY 
Aos 19 anos de idade, substituiu Stan Lee nos roteiros de Amazing Spider-Man. Na revista de 1972 a 1975, escreveu tanto tragédias, como a morte de Gwen Stacy, quanto comédias, como o casamento de Tia May com Doutor Octopus. Teve participação importante na criação de Marvel Team-Up (1972) e The Spectacular Spider-Man (1976), respectivamente segunda e terceira séries mensais do Aranha, e foi o responsável pelo primeiro cross-over da história: Superman vs. Spider-Man, de 1976.
Retornou ao aracnídeo em 1988, escrevendo por três anos, ao mesmo tempo, Spectacular e Web of Spider-Man (quarta série do personagem), das quais saiu para começar carreira na televisão.
Principais histórias: "O Dia em que Gwen Stacy Morreu", a primeira aparição do Justiceiro, Harry Osborn assumindo o lugar do Duende Verde, entre várias outras.

GIL KANE 
Nome de destaque na indústria de quadrinhos norte-americana, a contribuição de Gil Kane para os gibis do Aranha foi breve, porém relevante. Alternando com John Romita e depois tornando-se desenhista oficial, ilustrou algumas edições de Amazing Spider-Man no início da década de 70 e de Marvel Team-Up.
Kane manteve um currículo respeitável, circulando pelas editoras norte-americanas ou publicando títulos independentes até falecer.
Principais histórias: "O Dia em que Gwen Stacy Morreu" é de autoria de Kane, e marca a história do personagem até hoje.

ROSS ANDRU 
Foi o desenhista regular de Amazing Spider-Man durante boa parte da década de 70 (73-78), tendo trabalhado em diversas histórias memoráveis da personagem com um estilo bastante próximo de seus predecessores John Romita e Gil Kane. Superman vs. Spider-Man foi desenhada por ele em 1976.
Principais histórias: Superman vs. Spider-Man e Aranha contra Duende Verde-Harry Osborn (Amazing #135-137).

LEN WEIN
Substituto de Gerry Conway, Wein foi o primeiro escritor do aracnídeo a vir de uma carreira consolidada nos quadrinhos, marcada pelas suas criações para a linha de terror da DC e pelo posto de editor-chefe da Marvel de 74 a 75. Assumiu Amazing e Marvel Team-Up depois disso, iniciando uma era em que o Aranha passa a ser mais super-herói do que herói conturbado.
Sucederam-no Marv Wolfman e Denny O’Neil, que levaram o herói aos anos 80 num período sem grandes destaques para a vida aracnídea.

Os Anos 80

SAL BUSCEMA 
Irmão de um dos grandes ilustradores dos quadrinhos, John Buscema, Sal foi arte-finalista e desenhista tapa-buraco da Marvel no início dos anos 70. Com um estilo que marcou diversos personagens da editora, desenhou o Aranha em Marvel Team-Up, Amazing Spider-Man, nas 20 edições iniciais (1976-1978) de Spectacular Spider-Man e, posteriormente, em mais de 100 edições consecutivas desta última, de 1988 a 1996. Hoje trabalha esporadicamente como arte-finalista.
Principais histórias: "A Criança Interior", Spectacular #178-184, de 1991, onde Buscema consegue adaptar seu estilo clássico à narrativa quebrada de J.M. DeMatteis.

BILL MANTLO
Entrando no universo do herói em meados da década de 70, escreveu diversas histórias para Marvel Team-Up e Spectacular Spider-Man. Na última, foi o escritor regular de 1981 a 1984, dedicando-se à retratação do submundo corrupto de Nova Iorque (com destaque para a questão das drogas e do crime organizado) e desenvolvendo a personagem Gata Negra como coadjuvante e namorada do Aranha.
Principais histórias: Spectacular #75, quando a Gata Negra quase morre nas mãos do Doutor Octopus para salvar o Aranha.

ALLEN MILGROM
Com um estilo mais sujo e pesado que o de quadrinhistas precedentes, é conhecido como o parceiro de Bill Mantlo nas histórias do Aranha do início da década de 80 em Spectacular Spider-Man. Também foi escritor da mesma por um curto período, após o qual deixou o Cabeça-de-Teia. Hoje trabalha esporadicamente como arte-finalista.

ROGER STERN 
Considerado por muitos o sucessor legítimo de Stan Lee, teve o primeiro contato com o Aranha em Spectacular Spider-Man de 1980 a 1981. Mas seu trabalho de destaque veio logo depois, quando mudou-se para Amazing Spider-Man. Trouxe de volta o Peter Parker atarefado com trabalho, universidade e heroísmo, criou o grande vilão Duende Macabro e fez uma Mary Jane muito mais interessante retornar à vida do herói. Após sair de Amazing em 1984, retornou ao aracnídeo apenas para projetos especiais.
Principais histórias: "O Menino que Colecionava Homem-Aranha" é um dos momentos mais tocantes na história do aracnídeo, mas Stern merece todos os elogios pelo mistério em torno da identidade do Duende Macabro, mantido por anos.

JOHN ROMITA JR. 
Filho de John Romita, iniciou seu trabalho como desenhista de quadrinhos justamente com o Aranha, em fins da década de 70. Com um estilo mais próximo do desenvolvido pelo pai, desenhou Amazing Spider-Man de 1980 a 1983, trabalhando ao lado de Roger Stern. Após desenvolver um estilo mais pessoal em outros trabalhos, voltou ao Aranha em 1995 e continuou com o personagem até 2004, trabalhando ao lado dos escritores Howard Mackie e J.M. Straczynski.
Se não é o artista que mais desenhou páginas do Homem-Aranha na história, certamente é o mais querido pelos leitores.
Principais histórias: toda a fase Stern/Romita Jr. é excelente para quem quer conhecer o melhor do Aranha. Anos depois, o artista também foi o responsável por Amazing (vol. 2) #36, a edição em homenagem ao 11 de setembro.

TOM DeFALCO 
Passou por diversas séries da Marvel, incluindo Marvel Team-Up, antes de se tornar escritor regular de Amazing Spider-Man em 1984. Ficou até 1987, quase sempre ao lado do desenhista Ron Frenz, neste meio tempo desenvolvendo a saga do uniforme negro. Assumiu a editoria-chefe da Marvel também em 1987, na qual ficou até 1994. Voltou ao aracnídeo em 1995 (em Amazing e por um breve período em Spectacular Spider-Man). Deixou-o novamente em 1998, e na mesma época iniciou a série Spider-Girl, passada num futuro alternativo onde a heroína é filha de Peter Parker. DeFalco continua com sua Garota-Aranha até hoje.
Principais histórias: as edições em que Mary Jane revela que sempre soube que Peter era o Aranha e conta sua conturbada infância (Amazing #257-259) são as melhores de DeFalco. E foram as histórias que deram
o pontapé inicial para o casamento dos dois, poucos anos depois.


PETER DAVID 
David é mais conhecido pela crítica como o escritor que ressuscitou as histórias do Incrível Hulk. No entanto, seu estilo contrastante, de grandes tragédias combinadas a comédia, também trouxe roteiros divertidos para Spectacular Spider-Man de 1985 a 1988. De 1992 a 1996, trabalhou também com a versão da personagem para o universo futurista da linha Marvel 2099 em Spider-Man 2099, a qual escreveu por quase toda sua duração.
O escritor retornou ao Aranha em 2005, para lançar a nova série Friendly Neighborhood Spider-Man, a qual continua escrevendo.
Principais histórias: "A Morte de Jean DeWolff", uma das grandes aventura do aracnídeo nos anos 80, é um dos primeiros roteiros de David. As primeiras edições de Homem-Aranha 2099 também valem a pena.


J.M. DEMATTEIS 
Após algumas edições de Marvel Team-Up no início dos anos 80, criou em 1987 a que é, para muitos, a melhor história do Homem-Aranha: "A última caçada de Kraven", reflexo do momento dark dos quadrinhos influenciado por Cavaleiro das Trevas e Watchmen.
Após trabalhos pessoais e com outros personagens, desenvolvendo um estilo que alterna entre o terror psicológico e a comédia pastelão, DeMatteis voltou ao Aranha em 1991 e só o deixou em 1998, rodiziando entre Spectacular Spider-Man e Amazing Spider-Man.
Principais histórias: "A Última Caçada de Kraven" e a morte da Tia May (uma das mortes, pelo menos) em Amazing #400.

A Era McFarlane :

TODD McFARLANE 
Vindo de pouquíssimos trabalhos na Marvel e na DC, assumiu os desenhos de Amazing Spider-Man em 1988 com um estilo que definiu o Aranha para a década seguinte e levou as vendas da revista a alturas nunca antes vistas.
Em 1991, McFarlane ganhou uma série própria com o Aranha, Spider-Man, que escrevia e desenhava. A primeira edição foi a HQ mais vendida nos Estados Unidos até então. Pouco mais de um ano depois, o desenhista reuniu outros desenhistas que estavam liderando este boom dos quadrinhos Marvel da época, e juntos fundaram a Image Comics, fugindo dos esquemas contratuais e da falta de liberdade criativa da Marvel.
Principais histórias: a introdução de Venom (Amazing #300) e a luta do Aranha contra o Hulk (Amazing #328) são boas histórias, em contraste com o trabalho solo de McFarlane em Spider-Man, totalmente dispensável.

DAVID MICHELINIE 
Conhecido pelos roteiros com altas doses de aventura, David Michelinie entrou em Amazing Spider-Man em 1987, depois de escrever o personagem em Marvel Team-Up e Web of Spider-Man. A partir do ano seguinte, seu estilo garantiu o sucesso de Todd McFarlane e definiu, em parte, as histórias do Aranha pós-casamento e para toda a década de 90. Permaneceu em Amazing até 1994, por quase 100 edições.

ERIK LARSEN
Sucedeu McFarlane duas vezes: primeiro nos desenhos de Amazing Spider-Man, em 1989, e depois no roteiro e desenho de Spider-Man, em 1991. Seguiu os passos de seu predecessor com um estilo detalhista e cheio de energia, o que lhe garantiu lugar no boom de desenhistas-astros da Marvel no início dos anos 90. Como não podia deixar de ser, acompanhou todos em 1992 na criação da Image Comics.
Principais histórias: "O Retorno do Sexteto Sinistro", Amazing #334-339.

MARK BAGLEY 
O ilustrador que substituiu Todd McFarlane e Erik Larsen em Amazing Spider-Man teve a difícil tarefa de tentar, ao máximo, garantir um estilo que lembrasse o de seus predecessores. Bagley utilizou elementos destes, mas construiu um estilo próprio que foi a imagem mais recorrente do Aranha em meados da década de 90 - inclusive nos vários produtos licenciados do herói.
Foi desenhista de Amazing de 1991 a 1996, e hoje trabalha na versão do personagem para o universo Marvel Ultimate.
Principais histórias: Bagley foi assolado por péssimos roteiristas durante sua estadia com o Aranha "normal". Suas histórias com Brian Bendis em Ultimate Spider-Man são decididamente mais recomendáveis.

Os Anos 90 :

HOWARD MACKIE 
O escritor que mais trabalhou com o Aranha na década de 90, Mackie entrou no universo da personagem em 1992 e só o deixou em 2001. Aplicou seu estilo dark em passagens por Web of Spider-Man e Spider-Man, e liderou um período arrasado pela crítica, que envolveu a criação do vilão Carnificina (utilizado à exaustão na década de 90), a interligação das quatro séries mensais do Aranha (Amazing, Spectacular, Spider-Man e Web), a interminável Saga do Clone (que levou quase três anos) e o relançamento do personagem em 1998.
Com o relançamento, Mackie tornou-se o único escritor das renumeradas Peter Parker: Spider-Man e Amazing Spider-Man por um ano e meio. Deixou a primeira em 2000 e a segunda em 2001. Nunca mais deu as caras nos quadrinhos da Marvel ou de qualquer editora.
Principais histórias: "Carnifica Máxima" e toda a "Saga do Clone" marcam os pontos mais baixos da era Mackie no Aranha.

KURT BUSIEK 
Apesar de ter trabalhado com o Aranha nos anos 80, Kurt Busiek foi reconhecido pela crítica somente ao escrever Marvels (em 1993), mini-série com uma visão nostálgica sobre o universo Marvel, enfocando, em um dos capítulos, uma das grandes histórias do Aranha: a morte de Gwen Stacy.
Depois de Marvels, Busiek foi convidado a lançar Untold Tales of Spider-Man, série que contava sob nova perspectiva as aventuras do aracnídeo na década de 60. O título durou dois anos, com grande sucesso de crítica.

JOHN BYRNE 
Uma das figuras mais importantes dos quadrinhos americanos desde a década de 70, já desenhava o Homem-Aranha no início de sua carreira, em Marvel Team-Up. Após duas décadas e dezenas de projetos, seu recente envolvimento com o Aranha aconteceu na reformulação das séries do herói em 1998, quando co-escreveu com Howard Mackie o "fim" do personagem, e na mini-série Chapter One, onde recontou a origem e as primeiras aventuras do Aracnídeo. Byrne também co-escreveu e desenhou Amazing Spider-Man de 1998 a 2000.

Século XXI:

BRIAN BENDIS 
Vindo dos quadrinhos independentes, o escritor Brian Michael Bendis recebeu a tarefa de recriar o Homem-Aranha na linha Ultimate Marvel, onde os personagens da editora são desenvolvidos no contexto do século XXI.
Com um estilo cinematográfico e diálogos marcantes, Bendis tem surpreendido os leitores com sua interpretação do Peter Parker adolescente nas séries Ultimate Spider-Man, que serviu de base inclusive para os filmes do Aranha.
Bendis e Mark Bagley recentemente quebraram o recorde de dupla com maior número de edições consecutivas com o Aranha, após 107 edições de Ultimate Spider-Man.

PAUL JENKINS
Após merecer o apoio da crítica com uma história na série Webspinners, Jenkins assumiu os roteiros de Peter Parker: Spider-Man em 2000. Com um estilo focado no psicológico dos personagens, tenta ressuscitar os elementos de humor nas histórias do Aranha, ao mesmo tempo em que explora os demônios pessoais de Peter Parker aos quase trinta anos de idade.
Esta abordagem, porém, foi ficando gasta e Jenkins encerrou sua passagem com duras críticas dos leitores, em 2005, já na nova série Spectacular Spider-Man (vol. 2).

J. MICHAEL STRACZYNSKI 
 Criador da série de TV Babylon V, J.M. Straczynski entrou no mundo dos quadrinhos no início do século. Seu trabalho em Amazing Spider-Man começou em 2001, e baseia-se em colocar o Aranha diante de acontecimentos inéditos e fortes, como a origem mística de seus poderes, Tia May descobrindo a identidade secreta ou mesmo a edição em que o Aranha testemunha o atentado de 11 de setembro aos Estados Unidos.
Suas histórias dobraram as vendas da revista. Mas a relação com leitores e crítica sofreu um baque quando Straczynski invetou filhos mutantes de um relacionamento espúrio entre Gwen Stacy e o Duende Verde Norman Osborn. Sua relação com a crítica e público só vem decaindo desde então, e ele já anunciou que deixa o Aranha no segundo semestre deste ano.
ROBERTO AGUIRRE-SACASSA 
Um dos últimos escritores a entrar no universo do Aranha, Sacassa comanda a série Sensational Spider-Man (vol. 2), onde desenvolve histórias "secundárias" do herói, focadas menos em sua vida pessoal e mais no uso de seus principais vilões.

MARK MILLAR 
Millar vem mexendo com o mercado de quadrinhos norte-americano desde o fim dos anos 90, com Authority, Supremos e outras criações. Sua passagem pelo Aranha mereceu o lançamento de uma nova aracno-série, Spider-Man (vol. 2), dentro da linha mais "ousada" da Marvel, Marvel Knights. Sua história durou apenas um ano, mas mexeu com todos coadjuvantes e a maioria dos vilões do personagem.
Millar também mexeu com a história do Aranha ao mostrar uma versão alternativa da adolescência da Tia May na mini Trouble e, principalmente, ao escrever a edição da saga Civil War em que Peter Parker revela sua identidade secreta ao mundo.

Mulheres especiais na vida do Homem-Aranha

Introdução

Logo no início das suas histórias, Peter apaixonou-se por Betty Brant, secretária de seu chefe, J. Jonah Jameson. Na edição #25 conheceu sua futura esposa Mary Jane Watson, a qual teria se tornado nova namorada de Peter, o que não ocorreu graças ao desentendimento de Stan Lee e Dikto, sobre sua beleza. Enquanto não houve resolução, os autores decidiram colocar uma nova personagem chamada Gwen Stacy para ser o novo par do herói. Ela estudava com ele na mesma faculdade, onde também eram alunos Harry Osborn e Flash Thompson. Após a saída de Dikto, Stan Lee consegue concluir sua vontade de incluir Mary Jane, passando o trabalho de fazer uma morte honrosa da personagem para o novo roteirista Gerry Connway que concluiu a história de Gwen pelas mãos do vilão Duende Verde.
Outra garota que também iria "perseguir" Parker era Felícia Hardy, mais conhecida como a Gata Negra. Ela, que originariamente levou uma vida de crimes, viria a se apaixonar pelo Homem-Aranha, apesar de ser sua inimiga. Isso ajudou a reformar-se, passando de vilã a heroína.
Após os eventos de Um Novo Dia, Peter, novamente solteiro, acaba atraindo novos interesses amorosos, tais como Carlie Cooper, uma legista, Michele Gonzalez, irmã de seu colega de quarto e Norah Winters, colega de trabalho no Linha de Frente, o novo jornal onde trabalha.

May Parker
Tia de Peter, May criou-o desde pequeno, depois que seus pais morreram. Primeiro, com a ajuda do marido, Ben; depois, sozinha, quando ficou viúva.

May sempre teve um papel fundamental na vida do sobrinho. Foi ela quem, depois de muito custo, apresentou o tímido rapaz à Mary Jane Watson, sua futura nora. Forte de espírito, a velhinha sempre teve saúde frágil. Não raro, sofria ataques cardíacos, ou coisa que o valha. Já viúva, teve dois namorados: o rabugento Nathan Lubensky e Willie Lumpkin, ex-carteiro do Quarteto Fantástico. Nathan foi morto em um conflito envolvendo o Aranha e o Abutre, e Willie desapareceu depois de algum tempo.

A tia May sempre foi o esteio de Peter, seu porto seguro. Graças ao senso de responsabilidade da bondosa senhora e de seu marido, o jovem acolheu a carreira de Homem-Aranha. Antes de se casar com Mary Jane Watson, era ao se lembrar de May que ele reunia forças para superar as mais difíceis situações. Inúmeras vezes, quando tudo parecia perdido, o Homem-Aranha indagava-se como a anciã ficaria sem seu sobrinho, como reagiria se descobrisse que ele era a ameaça mascarada denunciada pelo Clarim Diário. Então, a irrefreável vontade de lutar voltava, fazendo nosso herói superar aquele obstáculo ou derrotar o inimigo. O padrão-ouro destas aventuras é Se este for o meu destino, historia em três partes que representou o auge da fase do desenhista Steve Ditko. Foi publicada, pela última vez no Brasil, em Spider-Man Collection 7 e 8, da editora Abril.

Durante a Saga do Clone May foi dada como morta, mas, pouco depois, reapareceu viva e - dadas as circunstâncias - saudável. Depois do casamento de Peter, a importância de May na vida do aracnídeo diminuiu, mas continua bastante presente.

Betty Brant
Betty Brant foi a primeira namorada de Peter Parker.
Os dois conheceram-se no Clarim Diário. Na época, ela era secretária de editor J. J. Jameson. Apesar de mais velha, logo se apaixonou por Peter. No entanto, nem tudo foram rosas. Além de ciumenta, Betty achava que o rapaz aventurava-se demais. Comparava-o a alguém que ela conhecia cujo nome jamais revelava. Isso impedia que seu namorado a ajudasse. Não tardou muito para que os leitores soubessem que as más recordações da jovem tinham a ver com Gordon, alguém que dificultou muito sua vida.

Amigo de Bennett Brant, o irmão de Betty, Gordon levou-o a se envolver em apostas arriscadas. Na tentativa de saldar as dívidas, Bennett pediu dinheiro emprestado a Blackie Gaxton e não pagou. O mafioso procurou-o em sua casa, mas só encontrou sua mãe. Assustada, a Sra. Brant mandou-o embora, o que irritou o bandido. Ele a agrediu, deixando-a paraplégica.

Com medo de Gaxton e tendo que pagar contas hospitalares, Betty assumiu o lugar da mãe como secretária de J. J. Jameson, o editor mais ranzinza do mundo. Mais tarde, contraiu empréstimos com agiotas, envolveu-se com Octopus e com os Executores.

O tempo tratou de afastar Peter e Betty, deixando o terreno livre para um repórter do Clarim, Ned Leeds. Ele se casou com a moça, mas o matrimônio não durou muito. Ned foi assassinado e levantaram-se suspeitas de que fosse o Duende Macabro. O estado emocional de Betty foi muito abalado. Com a ajuda de Peter, ela se recuperou e tornou-se jornalista do Clarim. Com impressionante determinação, desmascarou a farsa que vinculava seu falecido ao supervilão.

Liz Allen
Linda e popular.
Eis os adjetivos que melhor descreviam Liz Allen, aluna do colégio Midtown na época em que Peter Parker ainda era o magrelo CDF, ridicularizado por seus colegas de classe. O tímido garoto, porém, sentia-se atraído por ela, confirmando a teoria de que os opostos se atraem. Infelizmente, Liz não lhe dava a mínima. Afinal, era namorada de Flash Thompson, o popular capitão do time de futebol americano da escola.

Quando Peter ganhou seus poderes, Liz passou a vê-lo com outros olhos; e aproveitou-se dele para provocar ciúmes em Flash. Mais tarde, ela promoveu sua aproximação da turma da qual também fariam parte Harry Osborn, Mary Jane Watson e Gwen Stacy.

Com o tempo, a paixonite adolescente de Peter desapareceu. Restou apenas uma grande amizade. Liz casou-se com Harry Osborn e passou por maus bocados, principalmente quando a psicose do marido se manifestava e ele assumia a identidade do Duende Verde. A pobre moça ainda culpa, em parte, o Homem-Aranha por muitas de suas agruras matrimoniais. Por outro lado, reconhece que, sem a proteção do herói, talvez ela e o filho tivessem tido um destino mais sombrio nas mãos de seu sogro, Norman.

Depois da morte de Harry, Liz manteve-se no controle das Indústrias Osborn até que o patriarca da família voltasse do túmulo. Atualmente, a maior preocupação de Liz é manter seu filho longe da influência negativa do avô.

Gwen Stacy
Para muitos, a personagem mais querida de todo o elenco de coadjuvantes do Homem-Aranha.

Gwen era a namorada de Peter Parker - e, talvez de todos os seus leitores - durante o início da década de setenta. Meiga, gentil e carinhosa, Gwen até hoje faz falta.

Como tudo na vida de Peter, o namoro dos dois não foi um mar de rosas, mas teve seus bons momentos. A ruína começou quando o capitão George Stacy, pai de Gwen, morreu acidentalmente numa luta entre o Aranha e o Dr. Octopus. Gwen, a princípio, culpava o Aranha pela morte do pai, o que deixava Peter numa situação difícil ao defender a inocência do Aranha.

Quando tudo parecia estar se endireitando, o Duende Verde (Norman Osborn), que conhecia a identidade do Aranha, enlouqueceu de novo e seqüestrou Gwen. Durante o conflito, que se deu sobre a ponte George Washington, o vilão jogou a moça lá de cima. O Aranha tentou deter a queda com sua teia, mas o pescoço de Gwen quebrou-se e ela morreu. A cena da ponte no filme do Homem-Aranha é uma referência explícita a essa história.

Sua morte repercutiu como uma bomba na vida do Homem-Aranha e das pessoas ao redor dele. Pela primeira vez desde que foi picado pela aranha radioativa, Peter Parker desejou tirar uma vida; no caso, a de Norman Osborn. Ao fim da luta, o Duende morreu, porém não pelas mãos de nosso astro.

Outro que se abalou muito foi o professor Miles Warren, secretamente, o Chacal. Ele era apaixonado por Gwen e fez vários clones dela.

Depois de muito tempo de luto, Peter reencontrou, em Mary Jane, o amor que perdera. No entanto, jamais deixou de sentir falta de Gwen, prato cheio para os escritores que, vez por outra, oferecem histórias não contadas de quando ela ainda vivia.

Debra Debby Whitman
 Debby era assistente do Professor Sloan, na Universidade Empire State, onde Peter estudava, e apaixonou-se por ele. No entanto, o sentimento não foi correspondido, uma vez que seu colega vivia preocupado com suas notas e a falta crônica de dinheiro. A certa altura, a jovem começou a ter estranhos sonhos nos quais via Peter como o Homem-Aranha. A psicose era reforçada pela vitalidade acima do comum do rapaz e de suas fotos serem as melhores do herói aracnídeo.

Quando o estado mental de Debby agravou-se, Peter decidiu lhe revelar sua identidade secreta. A psicologia reversa surtiu resultado e Debby convenceu-se de que ele jamais poderia ser o Escalador de Paredes. Pouco depois, partiu de Nova Iorque e não tornou mais a aparecer.


Mary Jane Watson
Esposa de Peter, ela demorou para entrar na vida do herói.

No início, May Parker e Anna Watson queriam desesperadamente que seus sobrinhos se conhecessem. Assim, as duas viviam marcando encontros entre os dois. Peter, no entanto, sempre dava um jeito de escapar. Temia que Mary Jane não fosse atraente. Quando o menino não conseguia se safar, era ela quem ficava doente ou coisa do gênero. Meses de fugas nada heróicas depois, ele não teve escolha e conheceu a garota. Só então percebeu como havia marcado bobeira. A sobrinha de Anna Watson era uma linda deusa de cabelos ruivos.

Mary Jane sempre foi estabanada, animada, ousada e independente; pelo menos na faceta que revelava ao mundo. No íntimo, porém, guardava mágoas de uma infância sofrida, sob o jugo de um pai repressor e ausente; um covarde que, no momento de maior dificuldade, abandonou a família. MJ reprimiu, então, as recordações dolorosas, buscando levar uma vida mais empolgante.

Na turma da faculdade, ela era a cabeça de vento. Foi namorada de Harry Osborn e, mais tarde, de Peter Parker.

Modelo profissional, esteve ausente um longo período, viajando pelo mundo. De volta a Nova Iorque, reaproximou-se de Peter, revelando, inclusive, que conhecia sua dupla identidade. Não tardou e ele a pediu em casamento pela segunda vez. Como antes, ela não aceitou. Porém, a recusa não durou muito, e os dois finalmente se casaram.

Mary Jane teve uma filha com Peter Parker durante a A saga do clone. A menina, no entanto, foi seqüestrada por Norman Osborn antes mesmo que seus pais pudessem vê-la. Para o casal, a pequena May Parker nasceu sem vida. Por muitos meses, a própria Mary Jane foi dada como morta.

Brian Michael Bendis, em seu Ultimate Spider-Man, uma revisão anos 2000 do mito do Homem-Aranha, trouxe aos leitores uma versão bem diferente de Mary Jane. A menina linda e estabanada da versão clássica de Stan Lee cedeu lugar a uma garota estudiosa e solitária. No Universo Ultimate, Peter e MJ estudam no mesmo colegial e se conhecem desde a infância.

Felícia Hardy
Filha do ladrão conhecido como o Gatuno. Após a morte do pai, Felícia abraçou sua carreira e tornou-se a Gata Negra.

Um plágio da Mulher-Gato? No princípio, sim. Com o passar dos anos, porém, a personagem diferenciou-se bastante da inimiga de Batman.

Ela e o Aranha entraram em conflito diversas vezes, mas o tempo desenvolveu, entre eles, um sentimento novo, que a levou a se regenerar e se tornar parceira do herói. Ele, inclusive, revelou-lhe sua identidade. No entanto, quando quase morreu nas mãos do Dr. Octopus, o Aranha desfez a parceria. Teve medo de que, sem poderes, a jovem fosse alvo fácil dos supervilões. Frustrada, buscou ajuda onde pôde até ser auxiliada, sem saber, pelo Rei do Crime. Graças ao criminoso, adquiriu o dom de provocar azar em quem a atacasse. Voltou, então, a atuar ao lado de seu colega de aventuras. O romance, porém, não durou, uma vez que, vez por outra, ela cometesse pequenos furtos.

A situação entre ambos agravou-se quando ficou evidente que Felícia não só trazia má sorte a quem a ameaçasse, mas àqueles que se acercassem dela. Com a ajuda do Dr. Estranho, o mal pôde ser desfeito, mas ela perdeu os poderes.

Mais uma vez, Felícia desapareceu. Ao dar as caras de novo, descobriu seu antigo amor casado. Tentou causar ciúmes, namorando Flash Thompson, mas isso não durou.

Hoje, abandonou a carreira de criminosa e tornou-se mercenária. Muito raramente, revive a parceria com o Homem-Aranha.

Mulher-Aranha (Charlotte Witter)
Charlotte Witter, quarta Mulher-Aranha, é um personagem ficcional, uma super vilã no Universo Marvel. Ela apareceu primeiramente em Amazing Spider-Man (vol. 2) # 6.
História
Charlotte Witter era uma desenhista de moda (e neta da psíquica Madame Teia) que se interessou também em negócios do Mercado Negro. Aquelas transações conduziram-lhe trabalhar para o Dr. Octopus. Com a manipulação genética, Dr. Octopus mudou ela em um híbrido de humano/aranha. Deu-lhe a habilidade de absorver os poderes das Mulheres-Aranha precedentes no retorno para ela que concorda destruir o Homem-Aranha. Controlou e roubou os poderes de Jessica Drew, Julia Carpenter, Mattie Franklin, e Madame Teia. Durante uma batalha climática, Mattie reabsorveu todos aqueles poderes, saindo de Charlotte. Em seu último encontro, pareceu que os poderes de Charlotte tinha começado a retornar. Não sendo o bastante, Charlotte foi derrotada por Mattie e institucionalizada. Está atualmente em um coma na mansão de sua avó.
Poderes e Habilidades
Charlotte Witter teve a força sobre humana, a velocidade, a agilidade, a habilidade aderir às paredes, as "explosões bio-elétricas Venom", "teias psíquicas", os pés psíquicos que saiam dela para trás, habilidade de
voar, poderes extra-sensoriais da aranha, os flashes, telepatia, precognição, e detecção psiônica.



A Garota-Aranha
 Anos atrás, a Marvel expandiu suas fronteiras e iniciou um projeto chamado Marvel Comics 2, ou, simplesmente, MC2. A idéia era apresentar um futuro alternativo, no qual uma nova geração continuaria o legado dos heróis de hoje. Assim, filhos assumiriam a identidade de seus pais e adolescentes de hoje tomariam as rédeas de grupos clássicos.

O Quarteto Fantástico, por exemplo, tornou-se um Quinteto, formado por um Tocha Humana, mais velho, um Coisa sem braço, o cérebro de Reed Richards dentro do robô Herbie, a alienígena Lyja Storm e Franklin Richards, o filho mutante de Reed e Sue.

Wolverine e Psylocke casaram-se e tiveram uma filha com uma mescla dos poderes do pai e da mãe. Adotou o nome de Wild Thing.

Os Vingadores, coordenados pelo agora supercomputador Visão, acolheram novos membros como Nova e Speedball (oriundos dos Novos Guerreiros), Jubileu (X-Men, Geração X), Choque (Thunderbolts) e uma nova versão do Fanático.

O Demolidor também ganhou seu herdeiro na forma do Destruidor. E, é claro, MC2 gerou uma tradução futura do maior herói da Marvel: a Garota-Aranha.

A heroína fez sua estréia em What if... 105. Na história, o escritor Tom DeFalco brincou com a possibilidade de May Parker, a filha de Peter e Mary Jane, dada como morta durante A saga do Clone tivesse sobrevivido. Mutante, pouco depois da puberdade ela desenvolveu os poderes herdados do pai. Seu primeiro desafio foi enfrentar o novo Duende Verde. Norman Harry Osborn, filho de Harry Osborn e Liz Allen, assumiu a identidade do vilão e decidiu se vingar de Peter Parker.

Peter, no entanto, havia muito deixara de ser o Homem-Aranha, desde seu derradeiro confronto com o Duende original. O vilão morrera, mas o herói perdera uma perna, encerrando sua carreira.

Temendo pela vida do pai, May decidiu agir e vestiu o uniforme usado por Ben Reilly quando este assumiu a identidade do Homem-Aranha.

A resposta dos leitores à simpática heroína foi muito boa. Por isso, quando a Marvel descontinuou MC2, ela foi a única a manter seu título. Esse sucesso todo deveu-se a Tom DeFalco, que trouxe de volta ao Universo Marvel o herói (no caso, heroína) adolescente descobrindo seus poderes.

Recentemente, a Garota-Aranha foi alvo de polêmica. Apesar de sua significativa popularidade, a Marvel, por mais de uma vez, ameaçou cancelar sua revista. Quando do primeiro anúncio, os apelos dos leitores garantiram a sobrevida do título, com o preço de capa aumentado de 2,25 para 2,50 dólares. Mais tarde, o editor Joe Quesada voltou a anunciar o cancelamento. Spider-Girl 50 seria o último número. Os fãs mais uma vez se mobilizaram e Joe propôs manter a revista reajustando seu preço para 2,75 dólares. Aí, foi a vez de Peter David sair em defesa do título. Na verdade, o escritor estava defendendo Captain Marvel, a revista que roteiriza. Como Spider-Girl, e Black Panther, o gibi também corria o risco de ser descontinuado. Até o presente momento, as ações de David garantiram nova sobrevida às publicações e evitou o reajuste.

A Simbiose Negra

Vilões e heróis do Universo Marvel foram levados a um planeta distante, o mundo de uma entidade imortal conhecida como Beyonder. Lá, Peter teve contato com uma máquina, que consertaria seu uniforme danificado, assim ele conseguiu a primeira versão do seu uniforme negro.
Ao voltar à Terra, este novo "uniforme" ampliava a força do Aranha em 100%, possuía a habilidade de produzir a própria teia e podia se mover de acordo com a vontade de Peter, fosse para sair de seu corpo, para abrir um espaço para a boca na máscara, ou para simular outro tipo de vestimenta. Por outro lado, exigia um esforço físico maior do que que Peter já estava habituado, pois, para aumentar a força do hospedeiro, o simbionte forçava-o a produzir uma quantidade maior de adrenalina, o que tornava-o mais agressivo, além de exauri-lo quase que completamente. Outro motivo pelo qual Peter ficava cansado é que, depois de um tempo, o uniforme envolvia o corpo de Peter enquanto este dormia e utilizava-o para se balançar pela cidade vestido de Homem-Aranha. Por conta de tudo isso, foi ficando cada vez mais difícil para o Homem-Aranha tirar o uniforme negro. Assim, Peter visitou o Sr. Fantástico que, depois de fazer vários exames, constatou que o uniforme era, na verdade, um parasita alienígena que estava de simbiose com Peter. Parker, então, tentou se livrar da roupa, sem sucesso. Reed Richards, então, utilizou sua arma sônica para forçar o fim da simbiose. Usando uma contenção especial, Richards conseguiu prender o simbionte, libertando o Homem-Aranha de seu tormento.
No entanto, em decorrência de um blecaute na cidade, a contenção falhou e o parasita, se utilizando de memórias de seu ex-hospedeiro, se escondeu no armário de Peter e tomou conta de seu corpo. O Aranha, então, lutando contra o simbionte que tenta segurá-lo, segue para o edifício Baxter, enfrentando os Abutres no caminho. Antes de chegar lá, no entanto, Peter consegue chegar numa Igreja com sinos tocando, e fica lá até o uniforme sair de seu corpo, pois sabe que o som é a fraqueza do parasita. Peter, porém, desmaia devido ao barulho e o simbionte, tendo absorvido um pouco da essência de Peter Parker durante o periodo de simbiose, arrasta o inconsciente Peter para fora da Igreja antes de partir.
Abandonado, o ex-simbionte de Peter Parker acha um novo hospedeiro: Eddie Brock, um repórter demitido de um jornal concorrente do Clarim Diário, por causa de uma falsa notícia que publicou: Brock publicou a confissão de um indivíduo que se declarava o criminoso Devorador de Pecados e a notícia foi um sucesso para o seu jornal. Porém, pouco tempo depois, o Homem-Aranha havia capturado o verdadeiro criminoso e ficou comprovado que Brock apenas havia publicado histórias imaginárias de um louco. Seu jornal foi ridicularizado e Brock despedido, o que o levou a nutrir ódio e desejo de vingança contra o herói aracnídeo. Unindo-se ao simbionte, Eddie descobre a identidade do Homem-Aranha e vai à sua caça. Nasce o Venom. O confronto entre os dois terminou na mesma igreja onde o Homem-Aranha se livrou do simbionte: Venom tentou esmagar o herói com o pêndulo do sino gigante da igreja, mas o Homem-Aranha se libertou e conseguiu lançar Venom do topo da catedral até o chão, o deixando inconsciente com a enorme queda. Este foi o primeiro encontro de muitos outros que viriam pela frente. Estas histórias foram recentemente republicadas em HA Grandes Desafios nº 1 - O Ataque de Venom pela Editora Panini e o episódio dos sinos aparece no filme "Homem-Aranha 3" e no Jogo Spider-Man 3 baseado no Filme Homem-Aranha 3,e nas séries animadas O Espetacular Homem-Aranha (episódios 10, 11, 12 e 13 da primeira temporada) e Homem-Aranha: A Série Animada (episódios 7, 8 e 9 da primeira temporada).

A Saga do Clone

Esta "saga" (Saga do Clone) odiada por uns e amada por outros fãs tem início na época em que Gwen Stacy estava viva ainda. Durante as aulas de biologia, o professor Warren tira algumas amostras de sangue de Peter e Gwen. Com isto, ele cria clones dos mesmos. Atordoado por um assassinato que cometeu por "acidente", o professor Warren passou a ser o vilão conhecido como Chacal.
Gwen Stacy é morta pelo Duende Verde (na história "A Noite em que Gwen Stacy Morreu" - republicado recentemente pela Editora Panini em HA Grandes Desafios nº 5) e a culpa cai para cima do Homem-Aranha. O professor fica muito triste com isso e, então, O Chacal entra em ação para vingar a morte da garota.
Amazing Fantasy # 15 (agosto 1962). Capa da revista que primeiro introduziu o personagem de ficção. Era uma porta de entrada para o sucesso comercial para o super-herói e inspirou o lançamento de The Amazing Spider-Man Comics. Arte de capa por Jack Kirby (desenhista) e Steve Ditko (tintas).
Numa emboscada, ele faz o clone do Aranha lutar contra o verdadeiro Peter Parker. Nesta luta, um dos "Aranhas" vence e coloca o corpo do outro na chaminé da fábrica onde estavam. Chegando na porta de seu apartamento ele vê Mary Jane. Nesta hora, ele cai na real e percebe que é dela que ele realmente gosta - e este sentimento não poderia ser de nenhum clone! Está confirmado que o "Aranha" que venceu é o verdadeiro Peter Parker.
Cinco anos se passam e Tia May fica muito doente. O clone vencido volta após estes 5 anos de isolamento, assumindo o nome de Benjamin Reilly, mais conhecido como Ben Reilly (o nome fora forjado de "Benjamin", ou "Ben" Parker - tio de Peter -, e May "Reilly" - nome de solteira da tia May), para ver como está a saúde de May Parker. Ele assume, também, o codinome Aranha Escarlate (contra sua vontade... ele odiou este nome de batismo).
Aparece também, com o intuito de complicar a vida de Peter Parker, o clone mal-sucedido chamado apenas de Kaine.
Depois de um exame de DNA feito pelo Dr. Seward Trainer (que ajudou Ben Reilly nos 5 anos que ficou fora), acreditou-se que Ben Reilly seria, na verdade, o verdadeiro Peter Parker. O "Peter Parker" que estava casado com Mary Jane (e estava esperando uma filha) era o clone(!). Após a luta, o clone teria assumido a identidade do verdadeiro Peter, enquanto este último teria ficado sem rumo e se isolado, se autodenominando Benjamin "Ben" Reilly.
Peter Parker perde seus poderes (em "HA - Aventura Final" - especial - Abril) e, depois, segue até Portland com Mary Jane para viverem lá enquanto que em NY, Ben Reilly assume o novo uniforme do Homem-Aranha (em A Teia do Aranha nº 100 - Abril). Alguns meses depois, Peter volta para NY a chamado de J.Jonah Jameson para trabalhar no Clarim Diário.
Neste meio tempo, uma ossada com a máscara do Homem-Aranha foi achada perto da chaminé da fábrica (onde ficava o laboratório secreto do Chacal) para confudir a todos. Tudo não passava de mais um clone de Peter Parker. Um detalhe cruel criado pelo Chacal (e o Duende Verde) para arruinar as vidas de Peter Parker e Ben Reilly!
O Duende Verde volta a NY e revela, então, toda a história aos dois (em "A Teia do Aranha nº 110" - Abril). Na verdade, Ben Reilly é realmente o clone e Peter sempre foi o Peter Parker. O exame de DNA foi forjado pelo Dr. Trainer - que trabalhava para Norman Osborn a mando dos "demônios Scrier"! Ben Reilly foi morto pelo Duende Verde (da mesma forma que o Duende foi "supostamente" morto pelo seu jato) e se desintregou nos braços de Peter (que já havia recuperado seus poderes).
Em 2009 a Marvel informou uma nova publicação da saga como ela deveria realmente ter sido publicada. Segundo Tom DeFalco (editor original da saga), "Esta saga deveria ter terminado muito antes e de maneira diferente do que realmente ocorreu."

Guerra Civil


Durante os acontecimentos decorrentes da Guerra Civil, Parker ficou dividido entre os dois lados, mas no começo teve que escolher um. Ele já havia sido comunicado pelo Homem de Ferro que tal momento poderia ocorrer. Isso fez com que Stark tentasse persuadir Peter para que, na hora que explodisse a guerra, o Homem-Aranha ficasse do lado da Iniciativa.
E foi assim que Peter entrou de cabeça na guerra na qual os heróis ficaram divididos. Em uma entrevista coletiva, ele decidiu mostrar sua cara para todos. Retirou sua máscara e disse "Meu nome é Peter Parker e eu sou o Homem-Aranha desde os quinze anos".1 Isso fez com que JJ Jameson, que estava assistindo, desmaiasse e caísse para trás. Depois disso, Jameson decidiu acabar com Peter, processando-o por ter mentido anos a fio a respeito de sua identidade (Peter trabalhava como fotógrafo do Clarim Diário, jornal de Jameson, e ganhava dinheiro tirando fotos de si mesmo em ação, como o Aranha).
Peter soube do abuso do lado favorável à Lei de Registro de Super-Humanos (encabeçado pelo Homem de Ferro), que não respeitava os direitos dos heróis não-registrados que eram capturados (eles eram deixados de forma desumana, com os poderes anulados e sendo torturados pelos carcereiros e demais presidiários, numa prisão construída na Zona Negativa, área no universo de onde é praticamente impossível sair), e decidiu se posicionar contra Stark, passando ao lado do grupo contrário à Lei (liderado pelo Capitão América). Entretanto, tal feito resultou em conseqüências cruéis, tanto para os heróis da resistência contra a Lei (a morte do Golias, antes da rendição do Capitão América, e do próprio Capitão, enquanto ele estava na detenção), quanto para a vida de Peter e sua família: ele, sua esposa e sua tia passaram a viver como fugitivos, sendo perseguidos pela S.H.I.E.L.D., pela Iniciativa (ambas as organizações sob o comando do Homem de Ferro) e por antigos inimigos, que agora sabiam sua identidade secreta. O mais trágico evento ocorrido após o mundo saber que Peter Parker é o Aranha foi a tentativa de matar o herói, que vitimou sua tia May Parker, gravemente ferida por um tiro de fuzil: o crime foi cometido por um assassino profissional contratado pelo Rei do Crime (Wilson Fisk). Parker, furioso, invadiu a prisão onde Fisk estava cumprindo pena e espancou-o perante os outros presos, deixando o gângster gravemente ferido, tanto fisicamente, quanto no seu orgulho. Antes de sair, o então anti-herói jurou voltar à cadeia para matar o Rei do Crime, se a tia May não sobrevivesse. E deixou um recado para todos os bandidos: que jamais ousassem se aproximar da sua família, para não terem a mesma (má) sorte...

Um Dia a Mais

Com a tia May gravemente ferida, a falta de dinheiro para mantê-la no hospital e poucas chances de que ela sobreviva, Peter vai atrás do Homem de Ferro, dizendo que isso não era culpa apenas de Peter, mas também de Stark, e pede que o Vingador Dourado o ajude. Este diz que nada pode fazer, pois isso afetaria sua imagem... mas ao chegar em sua mansão, Stark manda Jarvis, o mordomo dos Vingadores, entregar um cheque a Peter Parker, custeando as despesas hospitalares que ele teve até aquele momento. Entretanto, o herói já não acredita que a medicina possa salvar a vida de sua tia: ela precisa de um feito sobrenatural. Com tal pensamento fixo na mente, o Aranha pede ajuda a Stephen Strange, o Dr. Estranho, que, numa tentativa de auxiliar o jovem herói, invoca as Mãos da Morte, para que Peter possa viajar a vários lugares e tempos diferentes ao mesmo tempo e, dessa forma, possa falar com várias pessoas, visando a encontrar uma cura; mas, todos lhe respondem que não podem ajudá-lo. Chateado, Peter tenta, mais uma vez, invocar as Mãos da Morte e acaba voltando no exato momento em que tudo aconteceu. Tenta, então, impedir o franco-atirador, mas descobre que pode apenas assistir a tudo, porque ninguém ali de onde ele estava poderia ser tocado por ele, nem mesmo ouvi-lo. Desesperado, tenta fazer com que o seu "eu interior" sinta algo, mas não consegue porque é impedido por entidades (os Necrófagos), que servem para impedir que o passado seja mudado. Peter acaba revivendo a cena em que a tia May leva o tiro e é salvo pelo Doutor Estranho, que aconselha-o a se despedir de May Parker. Frustrado, Peter segue seu caminho e, num beco, dá de cara com uma garotinha que diz que pode ajudar a tia May, mas logo depois desaparece. Depois, o herói encontra dois estranhos homens: um deles leva Parker a uma esquina, onde uma mulher misteriosa aguardava pelo Cavaleiro das Teias. Então, surge Mephisto, propondo um pacto para salvar a vida da tia May. Peter, então, recusa-se a fazer qualquer trato sem que Mary Jane saiba: o Aranha vai ao encontro da sua amada, encontrando-a num diálogo com o demônio, que propõe ao casal o seguinte acordo: eles teriam um dia a mais para decidir entre o fim do seu casamento e a morte de May Parker. O prazo seria de 24 horas. O casal passa todo o tempo juntos, abraçados, tentando manterem-se unidos até Mephisto chegar. Quando chega o momento, eles aceitam, e Mephisto revela que a garotinha que ele usou para chamar a atenção de Peter era na verdade a filha que agora eles nunca mais teriam. Mephisto realiza, então, o pacto, através do qual a tia May vive como se nada tivesse acontecido. Além disso, todos os que sabiam que Peter Parker é o Homem-Aranha, tanto aliados quanto inimigos, vivem como se não o soubessem... com exceção de Mary Jane!
Nesse recomeço do universo do Aranha, Peter Parker vive como se ninguém (ou quase ninguém) soubesse que ele é o Aranha, tem contato com ex-amigos (inclusive dados como mortos, a exemplo de Harry Osborn), como se eles ainda fossem amigos... e, também, vive como se ele e Mary Jane nunca tivessem se casado! Afinal, devido à magia empregada, eles não se lembram do pacto feito com o demônio Mephisto na noite em que May Parker morreria, por causa de complicações decorrentes do tiro que era para matar Peter Parker - este atentado foi uma das conseqüências da identidade do herói ter sido revelada, enquanto ele e o Homem de Ferro eram aliados na Guerra Civil.
O fatídico pacto com Mephisto foi o seguinte: Peter e MJ aceitaram o acordo e May sobreviveu, como se nada tivesse acontecido... mas o casamento nunca aconteceu: ninguém se lembraria dele. Mary Jane impõs ao demônio o restabelecimento do sigilo da identidade civil do herói, dando-lhe em troca a possibilidade de reencontrar sua filha (que fora raptada, anos atrás, por capangas de Norman Osborn após o parto, depois resgatada por Kaine, em sua última aparição; devido às circunstâncias, e ao desconhecimento da existência de Kaine após o fim da Saga do Clone, o casal foi levado a crer que sua filha havia morrido).
A estranha mulher de vermelho desaparece com o demônio, sem revelar o que seria na vida do herói, levando consigo o magnata infeliz e o CDF gorducho, duas possibilidades de existência para Peter se ele não fosse o Homem-Aranha. Pacto feito, nova realidade engendrada: Peter acorda na casa de sua tia May e vai a uma festa-surpresa organizada por um amigo que era dado como morto, tanto para o herói aracnídeo como para todos os amigos em comum: Harry Osborn! E Mary Jane, muito triste ao ver Parker, vai embora da festa sem falar com ninguém.

Um Novo Dia

Peter Parker, agora desempregado, consegue de volta o emprego no Clarim Diário que, no entanto foi vendido para Dexter Bennett e, com isso, começa a trabalhar como paparazzi, algo que nem May e Harry aprovaram. Bennet decide mandar Peter para tirar fotos da companheira de Bob Carr, porem, não esperava a intervenção da vilã garota de papel, uma fã de Bob Carr que matava as companheiras dele por ciúmes, depois de ter derrotado a garota de papel, sua câmera automática conseguiu tirar as fotos, cumprido o serviço, Peter decide desistir do ramo de paparazzi após ver que havia perdido o respeito de seus amigos principalmente Harry, Peter destrói as fotos que mostrava o rosto da companheira de Bob Carr, sem saber que era Mary Jane, e então Bennett o demite. Peter tenta arranjar emprego mas Bennett fez com que praticamente todos os jornais da cidade não o empregassem. Harry então sugere a Peter que ele procure no Linha de Frente, jornal comandado por Ben Urich que é rival do CD (nome que o Clarim Diário passou a ter após ter sido vendido para Bennett). Com isso, Peter se torna o novo fotógrafo do Linha de Frente.
Mas as coisas não melhoram muito, principalmente porque Norman Osborn agora se tornou diretor da H.A.M.M.E.R., organização que substituiu a S.H.I.E.L.D.. Norman faz a sua versão dos Vingadores (os Vingadores Sombrios). Ele dá a Mac Gargan uma medicação que fez com que o simbionte alienígena voltasse ao seu tamanho original (ao tamanho que estava quando Peter era o hospedeiro do simbionte), então Mac se torna o Homem-Aranha Sombrio. Já que os Vingadores de Norman tinham o seu Homem-Aranha, Peter revelou sua identidade para os membros dos Novos Vingadores, pois, assim, eles teriam mais confiança nele.
Homem-Aranha e o Quarteto Fantástico viajam para o Macroverso; porém, com a mudança que Mephisto fez, eles não sabiam quem estava por trás da máscara. Peter revela a sua identidade para eles ao final da aventura. E novamente com as coisas piorando para o seu lado: Peter retorna do Macroverso e descobre que aqui na Terra se passaram dois meses e que, entre outras coisas, John Jonah Jameson se tornou o novo prefeito de Nova York. Depois de um confronto com o novo Abutre, e muitos dos cidadãos novaiorqunos odiando-o de novo, Peter percebe que sua raiva está direcionada a Norman e não a Jameson, e inicia um plano.
Com a ajuda de Sue Storm e da tecnologia de seu marido, Peter consegue capturar o Homem-Aranha Sombrio (Mac Gargan, o Venom de então), e se passa por ele para se infiltrar na Torre dos Vingadores, onde Peter descobre um plano em que Norman Osborn, para conquistar legitimidade para os seus Vingadores Sombrios, quer transformar Harry, seu filho, num novo herói: o Filho da Pátria. Peter é flagrado e derrotado por Daken (o filho de Wolverine). Harry revela o disfarce do Homem-Aranha perante os membros dos Vingadores Sombrios, ele é mantido prisioneiro e é torturado pelo Gavião Arqueiro Sombrio. Ele consegue escapar, mas, muito debilitado, é pego de novo. Por fim, o herói é salvo da morte certa nas mãos de Norman (trajado como Patriota de Ferro), por Harry, na armadura do Filho da Pátria. Como passou a saber da relação de seu pai com Lily Hollister (namorada de Harry), o filho derrota com violência o próprio pai. Peter vê a luta entre os Osborn sem poder apartá-los, até que Ameaça intervém. O Aranha, então, convence Harry a não matar Norman (e era exatamente o que Norman queria, que Harry o matasse).
A tia May se casa com John Jonah Jameson Sr., o pai de J.J.Jameson, e Peter encontra rostos conhecidos na festa de casamento. Ele enfrenta um Doutor Octopus mais mortal do que nunca e o derrota com a ajuda de Johnny Storm. Tornando-se o assistente do prefeito, Peter enfrenta o Camaleão, que dessa vez estava se passando por Peter e, devido a isso, a convivência com sua colega de quarto, Michelle González, tornou-se mais difícil (o vilão, ao passar-se por Parker, seduziu e dormiu com a moça)... Peter revela que é o Homem-Aranha, e que um bandido transmorfo havia se passado por ele, mas Michelle acha que essa foi a desculpa mais absurda que um homem poderia dar para não querer compromisso com uma mulher que havia levado para a cama! A partir daí, as coisas, que já não eram boas entre eles, só pioraram... Mary Jane Watson decide reviver a amizade entre ela e Peter, enquanto que o herói recomeça um namoro com a Gata Negra, não assumido por ambos porque Felícia Hardy não se lembra, nem quer se lembrar, de quem é o herói sem a máscara (ela crê que isso pode afastá-los de novo); por sua vez, Parker encara a situação como uma "amizade colorida", que os dois põem em prática enquanto se aventuram juntos contra inimigos em comum... mesmo sabendo que o Aranha não quer um compromisso mais sério (ele não superou o fim do relacionamento com MJ), a Gata, ciumenta, mas sem perder a ternura, exige que, enquanto ambos estiverem juntos, ele pense só nela! Mas o destino colocará Mary Jane e Peter Parker frente a frente, numa conversa que esclarecerá tudo entre ambos nesta nova realidade, de uma vez por todas. Afinal, o que ficou na lembrança de ambos é que o Homem-Aranha foi encontrado inconsciente num beco e, por isso, Mary Jane ficou no altar esperando por seu noivo, que, naquele dia, não se casou com ela!

Superior Homem-Aranha


Doutor Octopus estava morrendo. A fim de enganar a morte, ele usou suas habilidades de cientista louco e transferiu sua mente para seu maior inimigo: Peter Parker, mais conhecido como Homem-Aranha. Agora Otto Octavius está com o corpo, a mente e com os poderes de Peter, além de suas memórias. E com o corpo moribundo do Doutor Octopus, Peter tenta de tudo para reverter a transferência e tomar seu corpo novamente, porém Peter não consegue e morre. Antes de morrer, Peter fez Otto prometer que continuará o legado do Homem-Aranha. Assim, Otto entende a lição de grandes responsabilidades. Agora Doutor Octopus terá que ser o novo Homem-Aranha, um super-herói superior, ele será o Superior Homem-Aranha. Ele será um Homem-Aranha com os poderes de Peter e a genialidade de Otto. Durante o final de Superior Spider-Man#1 revela que Peter está vivo (em espírito) e diz (mesmo Otto não ouvindo e nem vendo ele) que ele vai dar um jeito de voltar ao seu corpo, porém nesse tempo que o Octopus havia dominado o corpo no Peter ele começa a tratar de forma terrível seus inimigos, agir com crueldade e em sua cabeça pensa que fez o que o Peter Parker não conseguiria fazer e pensa também estar agindo de maneira mais certa se achando superior até uma parte em que os vingadores pegam o homem aranha por perceberem que ele está sendo anormal e começam a examinar ele e procuram se realmente é ele porém não conseguem achar nada de anormal e pensam que realmente ele foi terrível e falam pra ele que está liberado por um tempo mas em vigilância. Neste ocorrido o Superior Homem-Aranha vai até o Cardíaco pegar uma máquina de um hospital subterrâneo que o Cardíaco tinha para operar pacientes mas era contra a lei por oferecer procedimentos que a maioria dos planos de saúde consideram irregulares mas com o objetivo que as pessoas daquele hospital dizem ser a solução "esperançosa" e lá o Octopus (ou Superior Homem aranha) salva uma vida com a máquina que ele queria e examina seu cérebro e descobre e vê que o Peter ainda está lá na mente dele como ele ainda suspeitava e o Octopus consegue vencer o Peter numa "batalha mental" pra conseguir deletar a memória que restava que era o espírito do Peter Parker que ainda estava no cérebro de seu corpo por isso que ele continuava vivo. Até então infelizmente o Octopus vence o Peter Parker e deleta as suas memórias fazendo com que o nosso amado Homem-Aranha seja apagado e deletado para sempre não existindo mais e agora morto quem protege a cidade é o Superior Homem-Aranha fazendo com que ele seja o novo "herói", por enquanto... mas Peter Parker voltara em uma mini serie chamada celebraçao do original homem aranha (Celebration of the Original Spider-Man), porém a mini serie apenas uma extensão do Amazing Spider-Man #700 onde as histórias contadas são as últimas aventuras de Peter como o Homem-Aranha.(carece de fontes) Aparentemente o espírito de Peter Parker continuou vivo após sua suposta "deleção", na edição Superior Spider-Man#19 Otto estava tentando recuperar as memórias apagadas de Peter, quando ele é visto saindo dos escombros onde foi deixado na batalha mental que teve com o Dr. Octopus. Em superior Spider-Man#21 Carlie Cooper (analista forense e ex-namorada de Peter) descobre a verdade sobre o Superior Homem-Aranha e decide levar as informações obtidas para os Vingadores, porém antes ela vai ao túmulo de Otto Octavius (onde Peter esta na verdade) para prestar as últimas condolências ao falecido herói quando o chão cede e o túmulo se revela vazio, antes de se perguntar aonde esta o corpo de Otto ela é raptada por um capanga do Rei Duende e as valiosas informações sobre o Homem-Aranha caem nas mãos do Duende.

Outras realidades

Universo Ultimate

Em Ultimate Spider-Man, Peter ainda é um adolescente que cursa o colegial. Mas seus problemas não são menores. Ele foi picado por uma aranha modificada geneticamente por uma droga criada por Norman Osborn e produzida pela Oscorp. A droga Oz, responsável pelo surgimento de seus futuros inimigos, Duende Verde e Duende Macabro. Após a morte de seu tio Ben, Peter se transforma no Homem-Aranha. A série apresenta uma versão diferente para as origens do herói e de grande parte dos seus vilões. Peter conta a sua namorada, Mary Jane, de sua identidade secreta além de trabalhar no Clarim Diário como web-designer e não como fotógrafo. Gwen é uma garota revoltada que, ao final da saga, namora brevemente o "Cabeça de Teia" , e ao contrário do Homem-Aranha do universo 616, Peter já namorou, além das citadas acima, a mutante Lince Negra, dos X-Men.

Homem-Aranha 2099

Há décadas, histórias sobre o futuro de super-heróis, seus filhos ou herdeiros já não são mais novidade nos quadrinhos.
Uma das superequipes mais cultuadas da DC Comics, a Legião dos Super-Heróis, estreou em abril de 1958 com três jovens inspirados no Superboy protegendo a paz universal no século 30. Batman: o cavaleiro das trevas, de Frank Miller, abalou os alicerces da arte seqüencial em 1986 ao mostrar o herói voltando à ativa após dez anos de reclusão.
Na Marvel Comics, o maior clássico do subgênero é Dias de um futuro esquecido, produzido por Chris Claremont e John Byrne para os X-Men. Hoje temos publicada a personagem Garota-Aranha, a filha de Peter Parker, num possível futuro próximo. E de 1992 até 1998, os leitores acompanharam as aventuras do Homem-Aranha e vários outros representantes de peso do Universo Marvel em 2099.
O MUNDO DE 2099
O cenário, apesar dos carros voadores e da tecnologia avançada, não era nada agradável. O mundo havia sido dominado por corporações sem escrúpulos como a Alchemax e a Stark-Fujikawa; a polícia privatizada beneficiava apenas os mais ricos, sem a menor preocupação em proteger inocentes ou fazer justiça; não restava liberdade alguma; e a única esperança residia na improvável volta de Thor, o deus do trovão.
Antes de nos aprofundarmos no que foi o futuro de um mundo de maravilhas, é pertinente falar de sua concepção. Começou com um álbum jamais terminado que vinha sendo produzido por Stan Lee e John Byrne, apresentando a personagem Ravage no futuro do Universo Marvel. O projeto expandiu-se em reuniões entre Tom DeFalco, Mark Gruenwald, Bob Harras, Ralph Macchio e Fabian Nicieza. Pouco tempo depois essa turma recrutou o ex-editor da DC, Joey Cavalieri. Em vez de um álbum, toda uma nova linha de séries mensais estrelando, além do citado Ravage, já bastante alterado em relação a seu conceito inicial, versões futuras do Homem-Aranha, do Justiceiro e do Dr. Destino. Logo depois foi a vez dos X-Men, do Incrível Hulk, do Motoqueiro Fantasma, da Geração X e do Quarteto Fantástico.
Escrita por Peter David e desenhada por Rick Leonardi, a revista do Homem-Aranha 2099 foi a melhor do pacote e deixou saudades nos fãs.
Miguel O’Hara, o aracnídeo do futuro, não ganhou seus poderes nos tempos de colégio, como seu predecessor. Além disso, nas histórias, a angústia adolescente não foi um tema explorado. Já adulto, trabalhava como chefe de um projeto de aprimoramento genético da Alchemax, inspirado nas capacidades do Homem-Aranha original.
O’Hara teve o destino drasticamente alterado após um trágico experimento que visava ampliar a força de um condenado, usado como cobaia. O saldo foi a morte desse indivíduo. Decidido a abandonar a companhia, Mig foi logrado pelo magnata Tyler Stone, que o contaminou com um alucinógeno chamado Êxtase. Uma vez ingerida, a substância tornava-se tão vital quanto oxigênio.
O’Hara parecia não ter escolha a não ser se submeter ao jogo da nefasta Alchemax. Como havia usado seu próprio código genético em algumas experiências, todavia, decidiu fazer uso do material para reestruturar sua própria estrutura molecular e assim livrar-se da dependência do êxtase. Teria funcionado, se seu superior Aaron não interferisse, misturado inadvertidamente a programação de O’Hara com os códigos do Projeto Aranha. Saído de uma câmara de visual remanescente do filme A mosca, o transformado Miguel O’Hara já revelou que seus poderes, também, não eram exatamente os mesmos de Peter Parker.
A força e a agilidade proporcionais às de uma aranha continuavam as mesmas. Daí para frente, o Aranha do futuro herdou um pouco mais de um aracnídeo genuíno. Garras retráteis brotavam de suas mãos e pés. Sua visão tornou-se mais sensível. O fluido de teia era produzido em seus ante-braços e lançado naturalmente (idéia, repare, aproveitada por Sam Raimi para a versão cinematográfica do Aranha) e nasceram ainda peçonhas capazes de inocular veneno.
Se Peter Parker pensou de início em ganhar dinheiro com seus poderes, e em combater o mal apenas após o assassinato do Tio Ben, Miguel O’Hara não teve as mesmas oportunidades e já foi obrigado, de início, a lutar por sua sobrevivência. Trajando roupa de moléculas instáveis azul com uma grande caveira aracnídea estampada na frente, tecido ultraleve colado para planar nas correntes de vento - o que viria a ser o uniforme do novo herói - o Aranha 2099 teve como primeiro desafio o superciborgue Risco, contratado da Alchemax para capturá-lo.
Tudo o que Miguel O’Hara não queria era virar super-herói. Pretendia se livrar de suas recém-adquiridas habilidades sobre-humanas o mais rápido possível. Para mostrar como sua atitude começou a mudar, é necessária uma rápida apresentação do elenco de coadjuvantes que marcou a série.
Gabriel O’Hara, o irmão de Miguel, tinha o hábito pouco saudável de se envolver com mulheres problemáticas. Quando sua namorada Kasey, uma despojada terrorista, é capturada pela Alchemax, Gabe recorre a Miguel, na cena em que apareceu, pela primeira vez, em 2099 o sagrado mantra com grande poder, vem grande responsabilidade. Para resgatá-la, o Homem-Aranha do futuro enfrenta um samurai da Stark-Fujikawa e, fuzilado pelos oficiais do Olho Público, cai no misterioso submundo, onde encontra e enfrenta o canibal Abutre.
O’Hara começava assim a se dar conta da importante responsabilidade que deveria assumir. De volta á cidade alta, descobre que seus atos estavam contagiando a povo, quase criando uma nova religião, com pessoas vestindo trajes similares ao seu, os chamados aracnitas. Quando visita sua mãe no asilo Lar Vale Feliz, relembra a relação complicada com o pai e vê o quanto ela admira o Aranha. O novo super-herói renasce, agora convicto de sua missão.
DESTAQUES DO FUTURO
A Volta dos Deuses foi o primeiro crossover a envolver todos os títulos da linha 2099. Homem-Aranha, Ravage, Justiceiro, os X-Men e Destino reuniram-se na trama que levou ao futuro Thor, Loki, Hela, Heimdall , os deuses cuja volta a população sempre aguardou, comandando a cidade flutuante de Valhalla.
Como foi revelado no decorrer da trama, tudo não passou de um plano arquitetado pelo vil Avatarr. Os deuses eram pessoas comuns geneticamente transformados e reprogramadas, e a cidade, uma ameaça de alto poder destrutivo. O vilão estava criando seus próprios heróis para dilacerar a influência positiva do Aranha e dos demais campeões da liberdade, capazes de inspirar independência individual. Desnecessário narrar o resultado da ação conjunta dos vários heróis contra o mal.
Ainda mais espetacular foi o encontro do Homem-Aranha 2099 com o original, Peter Parker, num especial de 1995.
Começa com o Aranha do presente, sem razão perceptível, em 2099, balançando-se no ar e sendo perseguido por representantes do Olho Público. Da mesma forma, Miguel O’Hara chega ao apartamento de Peter, para desespero de Mary Jane Parker. Mig vai até o prédio do Clarim Diário em busca de informação, certo de que aquele dia seria marcado por uma tragédia, que iniciaria o fim da era heróica do século 20. A cena em que ele cala a boca de J. Jonah Jameson com fluido de teia é antológica.
Em 2099, Peter Parker pondera sobre a possibilidade de passar o resto de sua vida num futuro longínquo, tendo a chance de recomeçar sua vida, mas sem Mary Jane e seus grandes amigos. Os dois aracnídeos acabam parando na desolado futuro do Duende Macabro 2211, e recebem a ajuda de um visitante inesperado.
Uma bela produção de Petar David e Rick Leonardi, recomendada a todos os fãs do Homem-Aranha, mesmo quem ainda não teve contato com sua versão futura. Foi publicada no Brasil em Homem-Aranha 2099 35, agosto de 1996.
Uma sucessão de decisões editoriais equivocadas resultou no cancelamento de toda a linha 2099, que teve suas pontas fechadas no especial Manifesto Destino. Não significa que estas maravilhosas personagens estejam definitivamente esquecidas. Recentemente, Peter David trouxe de volta o Aranha 2099 nas páginas de sua revista Capitão Marvel. Por enquanto, não há nada prometido em termos de um revival, mas a esperança persiste. O verdadeiro futuro, como devemos saber, ainda está para ser escrito.

Dinastia M

Na Dinastia M, além de sua identidade não ser secreta, Peter Parker é um dos heróis mais famosos que existem, tendo J.Jonah Jameson como seu funcionário - um assessor puxa-saco, constantemente humilhado em público. Casado com a linda Gwen Stacy, com quem tem um filho. Ele e sua família, composta pelo seus tios, Ben e May Parker, vivem felizes. O que Parker não desconfiava era que seus inimigos, Norman Osborn e J.Jonah Jameson, estavam tramando para desmascará-lo (Peter fingia ser mutante para ser aceito pela sociedade, que, sendo mutante e a maioria da população, tratava os humanos como cidadãos de segunda classe). Isso levantou a ira da população, que queria a morte do Homem-Aranha. Tempos depois, tudo foi esclarecido.
Quando Peter retomou a consciência, quis matar a Wanda e toda a sua família, pois por causa dela tinha que perder, de novo, três pessoas que ele amava e um filho que ele nunca teve.
1602
Na graphic novel 1602, a contraparte do Homem-Aranha se chama Peter Parquagh, e ele é o pajem de Sir Nicholas Fury, a contraparte de Nick Fury nessa realidade.
MC2
Em MC2, Peter treinou a filha (May "Mayday" Watson-Paker) para ser a Garota-Aranha (Spider-Girl), já que por causa de um acidente não podia mais combater o crime.

Vilões

Introdução

Principais inimigos :
O Aranha possui uma das mais vastas galerias de vilões dentro dos quadrinhos. Entre os mais relevantes, podemos citar:
Duende Verde
Doutor Octopus
Venom
Lagarto
Homem-Areia
Duende Macabro
Mystério
Shocker
Escorpião
Rei do Crime
J. Jonah Jameson (Sim, Jameson, além de prejudicar o herói em sua identidade civil e uniformizada já financiou a construção de robôs a fim de tentar matar o Aranha em antigas histórias! E foi o responsável pela criação do Escorpião na história original.)
Rino
Abutre
Electro
Kraven, o Caçador
Camaleão
Lápide
Cabeça de Martelo
Morbius
Homem-Hídrico
Carnificina

Outros inimigos :

Ameaça
Kaine
Besouro
Bumerangue
Homem-Lobo
Chacal
Corisco
Magma
Enxame
Beladona
Fortunato
Halloween
Urso
Mulher-Aranha
Arranjador
Gog
Joystick
Tarântula Negra
Consertador
Duende Cinza
Cabelo-de-Prata
Os Executores
Olho

História

Agora que você sabe o nome de todos os vilões do aranha,vamos apresentar a história de cada um:

Camaleão

Primeira Aparição: Amazing Spider-Man 1

O Camaleão foi o primeiro supervilão a aparecer nas revistas do Homem-Aranha.
Dimitri Smerdyakov é um russo que imigrou cedo para os Estados Unidos. Mestre em disfarces, logo tornou-se espião industrial a serviço de quem pagasse mais. Com sua carreira em decadência, ele decidiu também roubar obras de arte. Seu primeiro de muitos confrontos com o Aracnídeo deu-se quando ainda estava no ramo da espionagem. As sucessivas derrotas fizeram com que desenvolvesse um ódio mortal pelo herói aracnídeo.

Com o tempo, o Camaleão desenvolveu um soro que tornou sua pele maleável, podendo assumir o rosto que desejasse. Agora, de posse de um cinto computadorizado que mudava o aspecto de seus trajes, o Camaleão tornou-se um oponente ainda mais perigoso. Isto tornou-se mais evidente após suicídio de Kraven, o Caçador.

Anos antes, ainda na Rússia, Dimitri havia sido criado da família de Kraven. Com a morte deste, o insidioso criminoso elaborou um intrincado plano de vingança e descobriu a identidade do herói aracnídeo. No entanto, este conhecimento não impediu sua derrota. Hoje, seu estado mental - abalado com a morte de Kraven - a agravou-se consideravelmente.

Abutre
Primeira Aparição: Amazing Spider-Man #2

O sexagenário inventor Adrian Toomes desenvolve um aparelho eletromagnético que o permite voar. Convencido que essa descoberta o trará fama e fortuna, ele decide compartilha-la com seu sócio, o bem mais jovem empresário Gregory Bestman. Ao chegar no escritório de Bestman, porém, Toomes encontra documentos que provam que Bestman estava mantendo para si a maior parte dos lucros da empresa, enquanto pagava uma ninharia a Toomes. Pior, ao confrontar Bestman com a descoberta, Toomes descobre que Bestman usara de subterfúgios legais para afastar Toomes da sociedade e tornar-se o único dono da empresa!

Irritado com isso, Toomes decide manter sua nova invenção para si próprio. Após descobrir que o aparelho, além de permiti-lo voar, ainda lhe dá força e vigor sobre-humanos, Toomes decide embarcar em uma carreira criminosa, começando pela empresa do ex-sócio (que ele mataria anos depois). Mas sua carreira é repetidamente frustrada pelas seguidas intervenções de um certo amigo da vizinhança...

Um dos primeiros inimigos do Homem-Aranha, o Abutre também tem o mérito de ser o primeiro inimigo recorrente do aracnídeo (sua segunda aparição foi em Amazing Spider-Man #7! Muito antes da primeira aparição de maior parte dos outros inimigos clássicos do Aranha).

Cruel e impiedoso (ele matou o idoso Nathan Lubenski, ex-namorado da Tia May e amigo do próprio Abutre, e já tentou matar até mesmo a pobre velhinha!), o Abutre certamente se qualifica como um dos maiores inimigos do aracnídeo (e foi um dos fundadores do Sexteto Sinistro, participando de todas as formações da equipe de vilões), nem todos os roteiristas sabem aproveita-lo eficientemente. Os bons usam o fato dele ser o mais idoso dos inimigos do Aranha como contraponto à juventude do herói (destaque para Roger Stern, que também foi quem criou os pormenores da origem do vilão). Os maus tentam substituí-lo por versões mais jovens.

O primeiro desses jovens abutres foi Blackie Drago, que obteve de um Adrian Toomes moribundo a localização de um de seus trajes voadores. De posse do traje, ele decide iniciar sua própria carreira criminosa. Ele não duraria muito, sendo derrotado pelo Aranha e, depois, pelo próprio Adrian Toomes, que afinal não estava tão moribundo assim...

O segundo e mais estranho de todos, era o Dr. Clifton Shallot, que foi transformado em uma versão deformada do Abutre original através de biomutação (!). Ele foi curado pelo Homem-Aranha depois de sua única aparição.

A seguir apareceu um grupo de Abutres (!!!). Quatro criminosos que vestiam uma variação do traje do Abutre original e utilizavam zarabatanas como armas! Depois de serem repetidamente vencidos pelo Aranha, foram sumariamente surrados pelo Abutre original e nunca mais apareceram.

O último dos jovens abutres foi o próprio Adrian Toomes. Após descobrir que desenvolvera um câncer terminal por causa do uso repetido de seu aparelho voador, ele rouba uma máquina capaz de sugar a energia vital das pessoas e transmiti-la para si próprio (!). Uma overdose de energia vital do Homem-Aranha o cura do câncer e o rejuvenesce (deixando-o com um visual convenientemente igual ao do jovem Abutre do desenho animado do Aranha então em exibição...) por um certo tempo, até que a máquina é destruída em um novo combate com o aracnídeo e o Abutre volta a ter uma idade avançada, ainda que com boa saúde.

Como todos os vilões clássicos do Aranha, ele continua em atividade, pronto para tornar miserável a vida do nosso querido aracnídeo ou para surrar algum jovem Abutre arrivista que porventura venha a aparecer. Quem disse que não se pode ser um bom supervilão na terceira idade?

Em Gênese, John Byrne recontou a origem do Abutre da mesma forma que esta fora estabelecida por Stan Lee e, posteriormente, Roger Stern. Ele, porém, faz uma sutil alteração no uniforme do personagem (que não pegou, como todas as tentativas anteriores de se mudar o clássico uniforme do Abutre) e ligou sua primeira aparição com a do também sexagenário Consertador.

O Consertador
Primeira aparição: Amazing Spider-Man #2

Como o Abutre, Phineas Mason, o Consertador, é um dos mais idosos inimigos do Homem-Aranha. Curiosamente, em sua primeira aparição (na mesma edição que o Abutre!) ele foi mostrado como um invasor alienígena disfarçado (!), mas isso mais tarde foi revelado ser uma armação do vilão Mysterio.

Mais inteligente que a média dos vilões, o Consertador não tem o hábito de cometer crimes diretamente. Ao invés, ele sobrevive vendendo armas e apetrechos ultratecnológicos a vilões de segunda linha, como o Besouro. Isso o fez ter muito poucos embates com o Homem-Aranha, embora seja um de seus adversários mais antigos. Seu momento de glória (glória?) foi quando lançou o Aranhamóvel contra o herói...

Tendo mais afeição por máquinas do que por seres humanos, ele certa vez construiu um robô assistente de aparência humana chamado Toy, a quem tratava como um filho. Este foi destruído pelo Homem-Aranha.

Em Gênese, John Byrne tenta conciliar a primeira aparição do Consertador (como alienígena) com as revelações posteriores de que tudo teria sido uma encenação de Mysterio. O resultado final soa tão artificial quanto essa idéia pareceu quando foi revelada a primeira vez...

Dr. Octopus
Primeira aparição: Amazing Spider-Man #3

Filho de Torbet e Mary Lavínia Octavius, o franzino Otto Gunther Octavius sofria, na escola, perseguições dos valentões. Para desgosto de seu pai, era incapaz de revidar. O velho Torbet faleceu pouco antes de Otto ingressar na faculdade sem suspeitar do destino do menino.

Já formado e físico nuclear de renome, o jovem cientista desenvolveu um aparelho composto de tentáculos hidráulicos para tornar mais segura a manipulação de isótopos radiativos. Na época, apaixonou-se por Mary Alice Burke, mas o namoro não deu certo por influência da mãe de Otto. Pouco depois, durante uma discussão, Mary Octavius sofreu um ataque cardíaco. Sua morte levou o filho a mergulhar insanamente no trabalho, propiciando que, num descuido, sofresse um acidente com materiais radioativos. Como resultado, seus tentáculos passaram a responder a seus comandos telepáticos, e, devido ao trauma, o cientista tornou-se egocêntrico e megalomaníaco. Iniciou-se, então, sua carreira criminosa e uma extensa seqüência de batalhas contra o Homem-Aranha. Octopus é teve o mérito de ter sido o primeiro vilão a derrotar o herói aracnídeo.

Cansado de sucessivas derrotas, Octopus idealizou a formação do Sexteto Sinistro. No princípio, este grupo de supervilões, era composto por Elektro, Abutre, Mysterio, Kraven, Homem-Areia e o próprio Octavius, mas hoje, poucos da formação inicial permanecem nele, inclusive seu criador.

Embora mortífero e cruel, Octopus nutre um inusitado respeito pelo Homem-Aranha. Por isso, certa feita, foi ele quem salvou o herói de um vírus desenvolvido por dois outros criminoso, Abutre e Coruja. Afinal, seu valoroso adversário não poderia ser morto pela mão de outros. Coincidentemente - ou não - anos antes Octopus havia sido pensionista de May Parker e desenvolveu uma relação de afeto com a tia de Peter.

Durante A saga do Clone, Octopus foi assassinado por Kaine, um dos clones de Peter Parker. No entanto, não continuou fora de circulação muito tempo, sendo ressuscitado pela organização criminosa Tentáculo. Era a Marvel tentando neutralizar os efeitos de uma das seqüências de histórias que mais desagradaram os leitores.

Quando atualizou o surgimento de Octopus em Gênese, John Byrne ele fez o acidente que o havia transformado ser o mesmo que irradiara a aranha responsável pela alteração de Peter Parker, unindo assim as duas origens. Gênese, no entanto, é considerada uma história alternativa, não reconhecida pela cronologia oficial iniciada por Stan Lee nos anos 60.

Homem-Areia
Primeira aparição: Amazing Spider-Man #4

Flint Marko (vulgo William Baker ou Sylvester Mann) escondeu-se da polícia em uma área de testes nucleares e foi colhido por uma explosão experimental. Em vez de morrer, porém, teve o corpo fundido à areia, tornando-se maleável. Com seus novos poderes, podia quase se liquefazer ou se tornar sólido como uma rocha. Seus confrontos com o Homem-Aranha foram freqüentes, mas pouco ameaçadores. Marko só se tornava mais perigoso quando se juntava ao Sexteto Sinistro.

Certa vez, envolveu-se num confronto com o Homem-Hídrico, o que resultou numa criatura híbrida e irracional. Ambos os vilões conseguiram se separar, mas o trauma trouxe à tona a personalidade de William Baker, um homem cansado da vida criminosa e que se regenerou. Mudando seu nome para Sylvester Mann, arrumou emprego e tentou ficar longe de problemas. Infelizmente, o Dr. Octopus chantageou Baker, forçando o a se unir novamente ao Sexteto Sinistro. A derrota do grupo e a compreensão do Aranha levou o herói a recomendar ao presidente dos Estados Unidos a anistia de Baker. Isso garantiu que ele tomasse parte do Comando Selvagem de Silver Sable e mais tarde tornasse-se vingador reserva. Anos depois, foi capturado pelo Mago, o fundador do Quarteto Terrível, e teve a personalidade pervesa de Marko restituída. Com isto, o Homem-Areia voltou ao crime.

Em Gênese, John Byrne ligou Marko e Norman Osborn. Ambos seriam primos e Marko teria confrontado o Homem-Aranha pela primeira vez à pedido de Osborn. O quadrinhista também deu cabo das personalidades múltiplas. William Baker havia sido um prisioneiro que cumprira pena com Marko. Com a morte do primeiro, o criminoso pode fugir da prisão. Chegando a uma ilha usada pelo governo francês para testes nucleares, sofreu um acidente similar ao proposto por Stan Lee.

Lagarto
Primeira aparição: Amazing Spider-Man #6

Pesquisador renomado, o Dr. Curt Connors perdeu o braço direito na Guerra do Vietnã. Inconformado, passou a estudar os répteis, desenvolvendo uma fórmula que transmitiria a mamífero as capacidades regenerativas desses animais. Confiante, injetou a fórmula em si mesmo. Como resultado, seu braço foi regenerado, mas ele se transformou no réptil humanóide conhecido como Lagarto. Seu ódio aos mamíferos levou-o a criar dispositivos que os exterminasse da face da Terra, abrindo espaço para a dominação dos répteis. pteis que, segundo ele, são os verdadeiros herdeiros da Terra. Além disso, para o azar do Homem-Aranha, Curt Connors foi professor e é um dos melhores amigos de Peter Parker. Isso, e a amizade que Peter nutre por Martha e Billy Connors, respectivamente esposa e filho de Curt, faz com que o herói se preocupe muito em não ferir o Lagarto quando ambos entram em conflito. Infelizmente, o vilão não tem essa preocupação.

O Lagarto é como uma segunda personalidade de Curt, que se manifesta fisicamente em momentos de grande tensão, como acontecia com Bruce Banner e seu alter-ego, o Incrível Hulk. O Lagarto odeia Curt e tenta se livrar dele sempre que sua personalidade prevalece sobre à do cientista. Da mesma forma, Curt dedica a sua vida para se livrar da maldição que é o Lagarto. O irônico disso tudo é que, quando humano, Curt continua sofrendo do ferimento adquirido na guerra. Seu braço direito só aparece quando ele se transforma no Lagarto.

Por mais de uma vez, o Homem-Aranha e Curt Connors trabalharam em pesquisas que poderiam ajudar Curt a se livrar do Lagarto. Várias vezes ambos pensaram que haviam tido sucesso e, quando menos esperavam, Curt se transformava novamente no réptil. O Lagarto varia períodos de irracionalidade total - onde sua violência e crueldade alcançam os maiores limites possíveis - com estados onde consegue manter parte do intelecto científico de Curt, o que se manifesta em seus planos mais elaborados. O Lagarto mais irracional é mais fácil de ser manipulado e quando isso acontece, torna-se uma ameaça ainda mortal para o Homem-Aranha.

Electro
Primeira aparição: Amazing Spider-Man #9

A história de Electro não é muito diferente das dos demais inimigos clássicos do Homem-Aranha. Max Dillon é filho de Jonathan e Anita Dillon. Seu pai vivia desempregado e, quando Max tinha oito anos Jonathan abandonou a família. Max foi criado pela mãe superprotetora, que não deixava o filho alçar vôos mais altos. Quando Max quis sair de casa para cursar a universidade, talvez para estudar Engenharia Eletrônica ou Ciências foi desencorajado por Anita, que dizia que o filho não teria o QI necessário para tal coisa. Se você gosta de eletricidade, Maxwell, procure emprego na companhia elétrica, foram suas palavras. Anita morreu quando Max tinha 25 anos e trabalhava na companhia elétrica local. Seis meses depois, Dillon se casou com Norma Lyyn, secretária executiva na mesma empresa. Nessa época, Dillon havia subido na companhia e fazia parte da equipe de emergência. O casamento durou pouco e logo Norma abandonou Max.

Certo dia, um colega se encrencou no alto de um poste de luz e, como Dillon era o melhor perito da equipe de emergência, seu superior decidiu lhe pagar um extra para que o funcionário fosse resgatado. Quando lá em cima, depois de efetuar o resgate, Dillon foi atingido por um raio enquanto ainda manipulava os fios elétricos. Ao invés de morrer, Max saiu aparentemente ileso do acidente. Aparentemente apenas, pois logo depois ele descobriu que adquirira a capacidade de absorver eletricidade e usá-la em seu favor, absorvendo-a e convertendo-a em rajadas que poderia disparar contra quem quisesse. Poderia também surfar em fios elétricos, criar um escorregador de energia elétrica - semelhante ao usado muito pelo Homem de Gelo - etc... Decidiu usar suas recém-adquiridas capacidades para o crime. Quando efetuou seu primeiro assalto à banco, usou-se de eletricidade para escalar uma parede na fuga. Isso foi o suficiente para que o editor do Clarim, J. J. Jameson se convencesse de que o Electro e o Homem-Aranha eram a mesma pessoa. Para o azar de Jameson, no entanto, pouco depois desse fato o herói aracnídeo impediu que Electro levasse a cabo um plano de libertar criminosos perigosos para que trabalhassem para ele. As fotos de Peter Parker provavam que Jameson se enganara mais uma entre muitas vezes.

O Electro é um vilão do mesmo nível de Homem-Areia e Mysterio. Por mais que tente, nunca consegue ser uma ameaça extremamente perigosa para o Homem-Aranha. Isso se dá, provavelmente, pelo fato de Dillon não ser tão esperto quanto gostaria e quase sempre ser derrotado pelo herói aracnídeo de maneiras relativamente simples. Por mais de uma vez o Aranha derrotou Electro usando os poderes do vilão contra ele mesmo, juntando suas mãos e pés ou jogando-lhe água em cima, provocando um curto-circuito. Talvez por isso Electro seja uma das presenças mais constantes no Sexteto Sinistro, grupo de vilões idealizado pelo Dr. Octopus que, vez por outra, se reúne para tentar acabar de vez com o Homem-Aranha.

Apesar de ser um vilão de segundo escalão, Electro já se aproveitou de um momento em que o Homem-Aranha passava por uma crise de responsabilidade e conseguiu derrotar e humilhar o herói publicamente. Uma vitória efêmera já que logo o Aranha recuperou-se e conseguiu entregar Electro às autoridades. Nem mesmo quando passou por um processo que aumentou exponencialmente seus poderes, uma vitória completa sobre o herói aracnídeo foi possível. Os confrontos entre eles, no entanto, tem se tornado mais raros a cada dia.

Em Gênese, John Byrne ligou Max a Norman Osborn. Fora Osborn quem ajudara Dillon a criar o aparelho que controlava a eletricidade de seu corpo e planejara o assalto a banco que faria todos acreditarem que o Aranha e Electro eram a mesma pessoa. Byrne também alterou o uniforme do vilão e a idéia é que ele assumisse o novo visual permanentemente. A idéia acabou não agradando e Electro voltou ao seu antigo uniforme.

Já no universo Ultimate, o Electro fez sua primeira aparição no número 10 de Ultimate Spider-Man. Pouco se sabe sobre ele, apenas que é um dos capangas do Rei do Crime e que fizera parte dos experimentos de genética de Justin Hammer, que concederam-lhe seus poderes.

Mysterio
Primeira aparição: Amazing Spider-Man #13

Quentin Beck era um dublê que logo se interessou pela área de efeitos especiais, tornando-se um dos maiores especialistas em sua área. Quando perdeu seu emprego no cinema, ele se voltou para o crime, primeiro trabalhando com um dos membros da gangue do Consertador. Mais tarde, decidiu empregar seus talentos de uma forma mais rentável. Assim sendo, estudou detalhadamente os poderes do Homem-Aranha, no intuito de conseguir imitá-los quase à perfeição. Intento conseguido, Beck iniciou uma série de assaltos usando a identidade do Aranha. Prato cheio para J. J. Jameson, que passou a ter certeza que o Homem-Aranha era realmente uma ameaça mascarada. Para piorar a situação, o próprio Peter Parker passou a duvidar de sua sanidade, achando que havia desenvolvido uma dupla personalidade que se manifestava enquanto ele dormia.

Para completar a farsa, Quentin confeccionou um uniforme e, adotando o nome de Mysterio, apresentou-se na redação do Clarim Diário dizendo que atrairia o Aranha para uma armadilha e acabaria de uma vez por todas com a ameaça que ele representava. Mysterio ainda propôs revelar a identidade do herói para o Clarim, desde que recebesse uma compensação financeira para tanto. Até mesmo Peter Parker foi incluído no acordo, já que seria ele o responsável por registrar em fotos o triunfo de Mysterio. Para a infelicidade do editor do Clarim, no entanto, o Homem-Aranha não só derrotou Mysterio como ainda conseguiu provar sua inocência no que dizia respeito aos assaltos atribuídos a ele.

Começava aí a série de confrontos entre Mysterio e o Homem-Aranha. Os truques de Mysterio usando fumaças, cenários e manipulação mental sempre foram um incômodo para o herói aracnídeo. Mas um incômodo menor, já que o vilão não possui nenhum poder realmente perigoso e, geralmente, o Sentido de Aranha e mesmo a inteligência e percepção do herói são mais do que suficientes para frustrar os planos do vilão. Mysterio só se torna mais perigoso quando atua ao lado de seus companheiros de Sexteto Sinistro, o que o encaixa na mesma categoria de vilões como Electro e Homem-Areia.

Um dos atos mais impressionantes de Dillon foi a simulação de sua morte. Esse ato de mestre, que resultou na morte de Karen Page - namorada de Matt Murdock, o Demolidor - aconteceu num plano de vingança que à princípio seria direcionado contra o Homem-Aranha, mas acabou tendo como alvo o Demolidor. Derrotado pelo herói cego, Quentin revelou ter câncer terminal e que precisava encerrar sua vida com uma última e grandiosa trama, que o colocasse no mesmo patamar de grandes vilões, como o Dr. Destino e o Rei. Assim, decidiu imitar Kraven e, a exemplo do Caçador, deu um tiro na boca com um rifle, que, ao que tudo indicava, teria encerrado sua carreira.

Pouco depois Mysterio reapareceu, dando a entender que sua morte não passara de um grande efeito especial. Com a ajuda do Demolidor o Aranha desvendou a farsa, revelando que o novo Mysterio não era Quentin Beck e sim seu ex-assistente, Danny Berkhart. Danny, auxiliado por Maguire Beck, prima do Quentin, se passou pelo vilão morto. Com as prisões de Berkhart e Maguire, um novo Mysterio surgiu. Se ele é o original ou apenas mais uma pessoa seguindo seu legado, só o tempo dirá.

John Byrne manteve a origem de Mysterio praticamente intocada em sua Gênese. Byrne também ligou a origem de Mysterio à Norman Osborn, de forma indireta. Quando criou toda a farsa do Mysterio, Beck ainda era um empregado nos estúdios Osborn.

Duendes Verdes
 Primeira Aparição: Amazing Spider-Man #14 (Duende Norman), Amazing Spider-Man #136 (Norman).

Empresário bem sucedido e ambicioso, Norman Osborn desfez a sociedade com o professor Stromm ao descobrir que ele havia desfalcado uma certa quantia em dinheiro da empresa. Stromm era químico, Norman não. Mesmo assim, ele tentou trabalhar em algumas fórmulas do ex-sócio. O experimento explodiu, conferindo a Norman uma força acima do normal, que aumentou sua inteligência e deformou sua mente. Norman se tornara insano.

Depois do acidente, Norman criou uma série de armas e um uniforme com o objetivo de entrar para o mundo do crime. E, como primeiro desafio, tentou derrotar o Homem-Aranha. Foram incontáveis as batalhas entre os dois. O Aranha sempre vencia, mas o Duende sempre escapava. Até o dia em que Norman elaborou um plano para, primeiro desmascarar o herói e, depois, matá-lo. Nessa história Peter descobriu que o Duende era o pai de seu melhor amigo na época, Harry Osborn. O Duende o capturou e, depois de uma intensa batalha, o Aranha jogou-o sobre uma prateleira cheia de compostos químicos. O choque fez Norman perder a memória sobre sua vida como Duende Verde e o Aranha o deixou sair livre. De tempos em tempos, porém, a memória de Norman voltava e ele atacava o Aranha. Era derrotado e o herói, por amizade a Harry, fazia-o, de alguma forma, esquecer que era o vilão.

Durante anos, o processo deu resultado até que, numa crise estimulada pelo sofrimento de Harry, que nessa época se tratava de seu vício em LSD, Norman se descontrolou. Decidido a matar o herói, o Duende seqüestrou a namorada de Peter, Gwen Stacy, e a levou até ao alto da ponte George Washington, onde seria travada a derradeira luta entre eles. No desenrolar do confronto, o vilão jogou Gwen lá de cima. O Aranha tentou deter sua queda com sua teia, mas Gwen acabou quebrando o pescoço. Enfurecido, o Aranha deixou-se dominar pelo ódio e só não matou Osborn porque, em sua raiva cega, acabou hesitando e deixando o Duende escapar. Poucas horas depois, os dois antagonistas voltaram a se encontrar e novamente o ódio dominou o herói. Não fosse seu profundo senso de responsabilidade, ele teria ali cometido seu primeiro assassinato. Num momento de hesitação do herói, o Duende tentou matá-lo com seu jato. O Aranha se desviou e o Duende acabou sendo morto pela sua própria arma. Quando Norman morreu, Harry ainda se recuperava do vício. Com a morte do pai, ele acabou tendo acesso ao material do Duende e se seguiu com o legado de Norman. Apesar de não ser tão perigoso quanto o pai, ele deu bastante trabalho para o Aranha, principalmente pelo fato de, assim como Norman, saber que o herói aracnídeo e Peter Parker eram a mesma pessoa. Ao fim de um dos conflitos entre os dois, Harry também perdeu a memória de tudo ligado ao Duende Verde. E assim ficou por anos, tento, inclusive, se casado com Liz Allen. Os dois tiveram um filho, nomeado Norman Osborn em homenagem ao avô.

Depois de algum tempo, Harry lembrou-se de seu alter-ego. Além disso, teve acesso à fórmula que aumentou a força do pai. Tentou se tornar um herói, mas sua obsessão pelo Aranha voltou a ponto dele ameaçar até mesmo a vida de Mary Jane. Tendo derrotado o Aranha, ele plantou bombas no edifício onde ambos se encontravam, a fim de que os dois morressem juntos. Mary Jane e o pequeno Norman também estavam naquele prédio. Harry sabia disso e não queria que eles também morressem. Peter implorou e a sanidade voltou a Harry, que salvou os dois e, depois, o próprio Peter. Esgotado física e mentalmente, o 2º Duende Verde morreu. Parecia ser o fim do legado do Duende Verde. Apenas parecia.

Quando a Saga do Clone estava em seus momentos derradeiros, Norman Osborn ressurgiu da morte, assim como seu alter-ego, o Duende Verde. Enquanto Osborn atacava Peter Parker de forma sutil, o Duende enfrentava os dois Homens-Aranha. No confronto final, Ben Reilly acaba morrendo e, aparentemente, também o Duende. Como Norman continuava vivo, a idéia de que ele era o Duende Verde passou a ter menos crédito perante a opinião pública. Assim, ele pôde agir e manipular outros para agir por si como o vilão sem que isso abalasse sua imagem de respeitável empresário.

Para explicar seu retorno da morte, explicou-se que a mesma fórmula que havia dado-lhe os poderes do Duende Verde também concederam-lhe um fator de cura semelhante ao de Wolverine. Uma troca de cadáveres fez com que Osborn saísse da América incógnito e planejasse na Europa uma série de planos que desencadeariam toda a Saga do Clone.

Norman Osborn é, com certeza, o inimigo mais perigoso dentre todos os presentes na galeria de vilões do Homem-Aranha. O legado do Duende que começou - e continua - com Norman, afetou seu filho, que enlouqueceu em parte depois de descobrir a vida dupla do pai e, no futuro, afetará a vida de seu neto. Num futuro alternativo do Universo Marvel, Normie Osborn assumirá a máscara do Duende Verde e se tornará inimigo de May Mayday Parker, filha de Peter e MJ que herdará os poderes do pai. Outro afetado pelo Duende foi Barry Hamilton, terapeuta de Harry Osborn que, durante um curto período de tempo, assumiu a identidade do vilão.

Mas o Duende também foi um herói. Phil Urich, sobrinho do repórter do Clarim, Ben, certa vez descobriu os equipamentos do vilão e usou-os para ser um herói cuja carreira foi bem curta.

Quando foi convidado para re-escrever os primeiros anos da carreira do herói aracnídeo em Gênese, John Byrne fez com que Norman Osborn fosse o principal responsável pelos problemas enfrentados pelo Aranha. Byrne conectou Norman à maioria dos vilões enfrentados pelo Aranha, que nada mais seriam do que testes para avaliar o inimigo. Norman queria ter certeza das capacidades e fraquezas do Aranha antes dele mesmo enfrentá-lo.

Já em Ultimate Spider-Man, a nova versão do Aranha tem sua origem diretamente ligada à do Duende. Nesse caso, a aranha que picou Peter era parte de um experimento conduzido pelas Industrias Osborn. Norman acompanhou com interesse o desenrolar do caso, intrigado com o fato da aranha não ter matado Peter, e ainda, concedido-lhe aqueles poderes. Ao tentar reproduzir o experimento de forma controlada, Norman sofreu o acidente que o transformaria no Duende.

Kraven, o Caçador
Primeira aparição: Amazing Spider-Man #15

Antes de se tornar o Caçador, Sergei Kravinoff era membro de uma família abastada na antiga União Soviética. Durante uma das incontáveis revoluções que abalaram aquele país, a família Kravinoff teve que se refugiar na América. Kraven decidiu usar sua fortuna para fazer fama nos Estados Unidos e, principalmente, na África, como o maior caçador da história. O Caçador estava sempre preparado para um desafio, por isso, quando o Camaleão o convidou para ir até a selva de pedra de NY caçar sua presa mais perigosa, ou seja, o Homem-Aranha. Kraven aceitou.

Infelizmente, para o Caçador, a presa era mais perigosa ainda do que ele imaginava e, mesmo contando com a ajuda do próprio Camaleão, Kraven foi derrotado pelo herói aracnídeo. Esse, no entanto, foi apenas o primeiro de uma série de confrontos que viram a ocorrer entre os dois ao longo dos anos. Kraven nunca havia sido derrotado em uma caçada antes e assim o Aranha passou a ser seu prêmio mais cobiçado. Talvez por isso o Caçador tenha aceito uma união temporária com outros inimigos do Aranha, quando o Dr. Octopus reuniu a primeira formação do Sexteto Sinistro. Nem com a força conjunta de seis perigosos criminosos, Kraven conseguiu seu troféu.

Com o passar dos anos e a série de derrotas, Kraven começou a perceber que o principal responsável por seus fracassos com relação ao aracnídeo era mais si próprio do que do herói. Ao contrário dos demais vilões Kraven não tinha o objetivo de ficar milionário ou dominar o mundo. Ele já tinha toda a riqueza que queria - herdada do legado dos Kravinoff - e a conquista mundial não era algo que lhe atraía. Seu único objetivo era subjugar o único espécime que o derrotara. Suas alianças com o Camaleão e o Sexteto Sinistro haviam feito com que o Caçador perdesse sua Honra e, por isso, perdesse as batalhas com o Aranha.

Kraven decidiu que poderia conseguir sua redenção se conseguisse derrotar o aracnídeo de forma honrosa. Assim sendo, conseguiu atrair o herói aracnídeo para uma armadilha, cujo objetivo primordial era derrotar o herói, usurpar seu nome e ser mais eficiente do que ele. Kraven, mais impiedoso do que o habitual, conseguiu aprisionar o Aranha e, aplicando-lhe um poderoso sedativo, fez com que o herói ficasse desacordado por duas semanas. Kraven enterrou o Aranha no cemitério da mansão Kravinoff e partiu para as ruas. Durante o período em que o Aranha ficou desacordado, Kraven confeccionou uma cópia do uniforme do herói e, usando-se de poções que permitiam-no simular os poderes do Aranha, saiu combatendo o crime à sua maneira.

Quando o efeito do sedativo passou e o Aranha escapou da tumba onde se encontrava - literalmente - foi atrás do Caçador. O combate acabou não acontecendo, pois Kraven já tinha tudo planejado e criou uma distração que impedisse o Aranha de enfrentá-lo. Com seus objetivos conseguidos, ou seja, a recuperação de sua honra e a derrota do herói aracnídeo, Kraven cometeu suicídio. (Mais detalhes em A Última Caçada de Kraven)

Kraven morreu, mas seu legado não acabou. O Caçador teve dois filhos e todos os dois acabaram seguindo os passos do pai depois de sua morte. O primeiro deles, filho legítimo de Kraven, foi Vladimir Kravinoff, o Caçador Sinistro. Vladimir teve acesso ao diário do pai e concluiu que o Homem-Aranha havia sido o responsável por sua morte. Assim sendo, partiu para a América com o intuito de conseguir o que seu pai não pôde, ou seja, a morte do herói. Vlad, no entanto, não tinha nem as capacidades físicas nem a inteligência do pai e não deu muito trabalho ao Aranha na única vez que se confrontaram. Um segundo confronto não chegou a acontecer pois ele acabou sendo assassinado por Kaine.

O segundo filho de Kraven a aparecer na vida do Aranha foi Alyosha Kravinoff. Diferente do irmão, Alyosha havia sido criado na África e pouco conhecia o pai. Quando confrontou o Aranha pela primeira vez, ele queria apenas entender o que havia feito com que o Caçador se tornasse instável a ponto de cometer suicídio. Alyosha chegou mesmo a combater a feiticeira Calypso ao lado do Aranha. Parecia que ele seguiria um caminho diferente de seu irmão, mas, tempos depois, Alyosha voltou a atacar o aracnídeo. Seus propósitos com relação ao herói permanecem obscuros.

Além de seus filhos, Calypso, ex-amante de Kraven, uma feiticeira vodu, tentou assassinar o Aranha, em vingança ao que ele supostamente teria feito ao Caçador. Segundo Calypso, foram as sucessivas derrotas que levaram seu amante ao suicídio, portanto, a culpa por sua morte era única exclusivamente do aracnídeo. Suas tentativas, no entanto, resultaram em fracasso.

Kraven, o Caçador, também teve sua origem revisitada na Gênese de John Byrne. John praticamente conservou a origem criada por Stan Lee, sendo Kraven o único a não ter conexões com Norman Osborn.

Escorpião
Primeira Aparição: Amazing Spider-Man #20

Quando o Homem-Aranha fez suas primeiras aparições públicas, uma coisa já intrigava o editor do Clarim Diário, J.J. Jameson: como é que aquele colegial franzino, Peter Parker, conseguia sempre tirar as melhores fotografias do herói em ação? Intrigado, J. J. contratou um detetive particular, Mac Gargan, para seguir o garoto e descobrir o segredo. A motivação de Jameson logo passou, quando ele soube do trabalho de Farley Stillwell, um cientista que trabalhava com mutações em animais. Oferecendo uma quantia de dinheiro considerável a ambos, Jameson convenceu Gargan a ser uma cobaia para Stillwell. A idéia era que Stillwell usasse seu soro experimental para conceder a Gargan uma força superior à do Homem-Aranha. Com isso, Gargan poderia derrotar e desmascarar o herói. Stillwell usou material genético de um escorpião e Mac Gargan passou a força e agilidade proporcionais à desse aracnídeo. Vestido com um traje que incluía uma cauda com ferrão controlados mentalmente por Gargan, o Escorpião estava pronto para o herói aracnídeo.

O Escorpião foi à caça do Aranha e derrotou o herói em seu primeiro embate, deixando o Aranha inconsciente, mas vivo. Involuntariamente, já que o poder subiu à cabeça de Gargan. Isso, aliado ao fato de sua mente ter sido danificada durante os experimentos de Stillwell, tornaram Gargan insano, a ponto dele passar a sentir ódio não só do cientista, como também de Jameson. Além, é claro, do Homem-Aranha. Ele assassinou Stillwell e só não conseguiu seu intento com relação à Jameson porque foi impedido pelo Homem-Aranha.

O Escorpião é o típico vilão clássico que, além do constante desejo de vingança contra Jameson - por tê-lo transformado numa aberração - e contra o Aranha - devido às constantes derrotas - é bastante ambicioso. O Escorpião seria um assaltante de segunda, não fossem os super poderes. Isso o tornou um supervilão de segunda. A exemplo do Electro, o Escorpião não tem um intelecto muito privilegiado, até porque é quase insano, e só leva vantagem nos confrontos com o Aranha devido à sua superforça, que chega a ser maior do que a do herói aracnídeo. Ao longo da história os confrontos entre os dois nunca chegaram a trazer muitas conseqüências para o Aranha.

Depois de anos entrando e saindo da prisão, um pouco de sanidade parecia ter voltado à mente de Gargan e ele resolveu se aposentar como o Escorpião. Seria a famosa mais um último trabalho e eu paro. Ele estava empenhado mesmo em esquecer seu ódio contra o Aranha e Jameson em troca de um pouco de paz. A resolução, porém, durou pouco e o Escorpião voltou à ativa, mais forte e perigoso.

Rei do Crime
Primeira Aparição: Amazing Spider-Man #50

Apesar de ser um tradicional inimigo do Demolidor, o Rei do Crime fez sua primeira aparição nos quadrinhos em Amazing Spider-Man # 50. Wilson Fisk começou sua vida de crime aos 12 anos, quando cometeu seu primeiro assassinato. Aos poucos, graças a seu físico avantajado, seu tino para negócios e, principalmente, sua frieza, Fisk foi galgando degraus cada vez mais altos em sua carreira criminosa, até ter o controle sobre praticamente todas as atividades criminosas que ocorriam na costa leste dos Estados Unidos. A influência do Rei chegava mesmo à organizações criminosas fora do país. Inteligente como poucos, Fisk criou uma intrincada rede do crime, de forma que seu nome nunca poderia ser ligado à nenhum dos atos ilícitos perpetrados em seu nome. Ao contrário, Fisk se estabeleceu no mundo dos negócios como um empresário honesto, famoso por seus atos filantrópicos. Reunir provas de que essa imagem de empresário era apenas uma fachada era tarefa das mais difíceis.

O Rei do Crime causou alguns danos na vida do herói aracnídeo, mas nada tão grave. Foi graças ao Rei que a Gata Negra ganhou o poder de causar azar em qualquer um que tentasse atacá-la, capacidade essa, mais tarde apagada por um encanto do Dr. Estranho, que foi um dos principais responsáveis pelo fim do romance entre ela e o Homem-Aranha. Pelo fato de ter uma posição de comando no submundo, especialmente em NY, o Rei sempre acaba entrando em conflito com os heróis da cidade, dentre eles o Homem-Aranha e o Justiceiro. No entanto, o inimigo mais constante do Rei é justamente o Demolidor. Wilson Fisk chegou a descobrir a identidade secreta do herói, acabando com sua vida pessoal e profissional, num processo que levaria o herói à loucura e, possivelmente, ao suicídio.

A força de vontade do Demolidor, porém, superava qualquer expectativa do Rei e o herói conseguiu se recuperar de todo o trauma causado por Fisk. Tempos depois, o Demolidor conseguiu reunir uma série de provas que ligavam o Rei à rede de crime e corrupção comandada por ele. Julgado e condenado, Fisk acabou tornando-se um foragido da Lei, ficando desaparecido durante um bom tempo. O golpe fora mais pesado do que Fisk poderia imaginar e ele demorou um longo tempo para se recuperar. Pouco a pouco, valendo-se da obstinação que sempre caracterizou-lhe, o Rei conseguiu voltar à sua antiga posição na Sociedade e no crime, inclusive rebatendo as acusações das quais havia sido acusado. Novamente, Wilson Fisk é visto como um filantropo pelo resto da Sociedade, e um comandante impiedoso pelos criminosos que comanda.

Wilson Fisk é casado com Vanessa Fisk e tem um filho, Richard que, durante muito tempo assumiu a identidade do criminoso conhecido como O Rosa.

O Rei é outro dos vilões clássicos do Aranha que já fez sua estréia no Universo Ultimate, em Ultimate Spider-Man #10 como o poderoso chefe criminoso que sempre foi.

Morbius
Primeira Aparição: Amazing Spider-Man #101

Morbius tem uma certa importância na história dos quadrinhos pelo fato de ser o primeiro personagem vampírico original a ser introduzido no Universo Marvel após a revisão do Código de Censura, que havia sido imposto em 1954 e que praticamente acabara com as histórias de terror nas grandes editoras. O Código estabelecido pela Comics Code Association, que era uma espécie de órgão que controlava a censura nos quadrinhos, foi criado depois do lançamento do livro Seduction Of The Innocent, do psicólogo alemão Frederic Wertham. Em sua obra, Wertham citava os quadrinhos como o principal responsável pelo crescimento da delinqüência juvenil da Europa nos anos 50. Isso fez com que o Congresso americano tentasse intervir na indústria dos quadrinhos. Para evitar que isso ocorresse, foi criada a CCA, com o objetivo de auto-regular o setor.

Voltando aos quadrinhos, Michael Morbius era um biólogo fantástico, ganhador do Prêmio Nobel na área, que sofria de uma rara doença sanguínea. Empenhado em encontrar uma cura, ele começou a se tratar usando um soro desenvolvido a partir do sangue de morcegos vampiros e também através de eletrochoques. Finalmente, conseguiu a cura, mas a um preço alto: Morbius se tornou um vampiro, desenvolvendo presas e uma enorme força. Morbius passou a depender do consumo de sangue para sobreviver. Logo ele entrou em conflito com o Homem-Aranha.

Ao longo dos anos, ele se defrontou com personagens como o Tocha Humana, o Lagarto, os X-Men, dentre outros. O curioso é que, em muitas de suas histórias solo, Morbius confrontava-se com vilões piores do que ele. Com o tempo, ele passou a se alimentar apenas de criminosos. Na década de 70 Morbius teve importante participação em revistas como Vampire Tales e Fear, além de aparecer na Marvel Two-on-One na qual chegou a se confrontar com o Homem-Coisa (personagem obscuro da Marvel, que guarda semelhanças com o Monstro do Pântano, da DC) e com Blade, o Caçador de Vampiros.

Em 1980, na Spectacular Spider-Man nº 38, Morbius conseguiu sugar um pouco do sangue radioativo do Aranha. Foi atingido por um raio que drenou-lhe os poderes e acabou curado ao desenvolver um soro que devolveu-lhe o aspecto humano. Foi a julgamento por seus crimes e acabou absolvido pela alegação de insanidade temporária, ficando desaparecido por alguns anos. Sua volta ocorreu em 1989 junto com boa parte dos personagens sobrenaturais do universo Marvel. Durante seu período de exílio, foi morar em Nova Orleans onde encontrou uma mulher chamada Marie Leveau, que mantinha-se jovem bebendo sangue de vampiros. Como todos os vampiros haviam desaparecido, graças ao efeito da Fórmula Montesi - um feitiço executado pelo Dr. Estranho que havia banido todos os vampiros do Universo Marvel - ela aplicou um tratamento de choque em Morbius, não matando-o, mas fazendo com que seus poderes vampíricos retornassem. Com isso, Morbius voltou ao Universo Marvel. Aliou-se à heróis como o Motoqueiro Fantasma, Johnny Blaze, Blade, Venom e o próprio Homem-Aranha na Saga A Ascensão dos Filhos da Meia-Noite. Depois disso, ainda fez parte da Saga Carnificina Total, novamente ao lado do Cabeça da Teia, Venom , Mulher-Gato, Manto, Adaga, entre outros. Foi pouco depois disso que Morbius estrelou um título solo, Morbius, Living Vampire, parte do selo da Marvel conhecido como The Midnight Suns, há muito extinto.

Diferente de vilões como o Dr. Octopus ou o Duende Verde, Morbius não tem sonhos de conquista ou uma obsessão ferrenha pelo Homem-Aranha. Sua vida gira em torno da busca por uma cura para a sua doença. O Aranha e ele acabaram desenvolvendo uma relação semelhante à que o herói mantém com Curt Connors, o Lagarto, ou seja, sempre que possível, ambos estabelecem uma trégua e trabalham juntos numa possível cura para Morbius. Isso não impede, obviamente, que o Aranha procure deter o vampiro sempre que ele se descontrola.

Chacal
Primeira Aparição: Amazing Spider-Man #129

Muito antes de o mundo ser apresentado à ovelha Dolly, o primeiro clone da história, o Professor Miles Warren já havia desenvolvido, em segredo o processo de clonagem humana. Miles era professor de genética na Universidade Empire State e foi lá que conheceu Peter Parker e se apaixonou por sua namorada, Gwen Stacy.

Especialista em genética, durante anos Miles trabalhou como assistente do Alto Evolucionário, um cientista que deseja acelerar de forma artificial a evolução humana, para que a espécie atinja todo o seu potencial evolucionário antes do previsto. Trabalhando sem o conhecimento do Alto Evolucionário em um espécime, Warren criou um chacal com aparência humanóide. O chacal manifestou uma dupla personalidade e teve que ser contido após matar diversos animais das fazendas próximas à Wundagore, lar do Alto Evolucionário. Quando soube de tudo, o Evolucionário baniu Warren, que decidiu conduzir suas experiências de forma a criar seres humanos perfeitos. Warren arrebanhou alguns dos Novos Homens (nome dado pelo Evolucionário à suas criações meio humanas, meio animais) consigo e passou a alternar seu tempo entre eles e o mundo dos homens. Tempos depois, o Professor se casou e teve dois filhos. Porém, sua obsessão pelo trabalho fez com que sua mulher o abandonasse. Mais tarde, o chacal mutado por Warren conseguiu fugir de sua contenção e passou a espionar a família do professor. Sentindo uma tremenda inveja de seu criador, ele acabou por assassinar a família de Warren.

Nessa época, Miles já ministrava aulas na UES e acabou apaixonando-se por Gwen Stacy. Quando ela morreu, ele enlouqueceu, mergulhando num processo ininterrupto de trabalho, visando descobrir uma forma de recriá-la. Foi quando desenvolveu seu processo de clonagem. Além de Gwen, Warren criou um clone de Peter Parker. No processo, ele descobriu que Peter era o Homem-Aranha e que a morte de Gwen fora culpa indireta do herói aracnídeo. O professor fez com que o Aranha original e o clone lutassem e, no fim do conflito, o clone aparentemente encontrou seu fim. Nessa época, Warren usava uma fantasia de chacal para desenvolver suas atividades ilícitas, talvez uma bizarra homenagem ao animal que ele evoluíra anos antes.

Muito tempo depois o clone do Homem-Aranha reapareceu. Ele não havia sido morto no conflito com o Aranha original. Bem Reilly, nome adotado pelo clone, havia apenas se afastado de Peter. Em seu rastro veio Kaine, o primeiro clone criado pelo Chacal e que havia sido desprezado por ele devido às anomalias genéticas que apresentou. Nesse ínterim, Warren também retornou. No tempo que ficara desaparecido, ele passara por um processo de reestruturação genética que lhe conferira um aspecto muito semelhante ao de um chacal humano. Até mesmo um dos clones de Gwen Stacy reapareceu na série de histórias que ficou conhecida como A Saga do Clone.

O Chacal aparentemente morreu durante a Saga do Clone, quando caiu de um prédio. Aparentemente, já que os inimigos do Homem-Aranha, de uma forma ou de outra acabam voltando do túmulo.

Duende Macabro
Primeira Aparição: Amazing Spider-Man #238

Ned Leeds era um repórter do Clarim Diário, amigo de Peter Parker e marido de Betty Brant que acidentalmente descobriu um dos vários esconderijos do falecido Duende Verde. Fascinado com o poder daquelas armas, ele se apoderou delas e fez para si um traje baseado no do seu antecessor. E decidiu iniciar sua carreira de crimes, sob o nome de Duende Macabro. E, para seguir a tradição dos Duendes Verdes, logo entrou em conflito com o Homem-Aranha. Muitos foram os conflitos entre os dois. O Duende sempre era derrotado, mas conseguia escapar antes de ser preso. Depois de algum tempo, ele teve acesso à fórmula que conferia superforça a sus antecessores. Isso fez com que Ned fosse levado a crer que poderia eliminar de uma vez por todas o incomodo que era o herói aracnídeo. A formula não adiantou muito e suas derrotas continuaram, até que Ned foi morto na Alemanha por assassinos do mercenário conhecido como o Estrangeiro.

Jason Phillip Macendale era o mercenário conhecido como Halloween, um vilão de segunda categoria que, quando soube da morte do Duende Macabro, decidiu assumir a sua identidade. E seguiu o caminho de seu antecessor. Macendale também não possuía superforça e por isso também acabava não trazendo muita dificuldade para o Homem-Aranha. Durante o evento conhecido como Inferno, que repercutiu em todo o Universo Marvel, Macendale fez um acordo com um demônio, que lhe daria superforça em troca de sua alma. Feito o acordo Macendale ganhou força e novos poderes, mas seu rosto passou a ter o aspecto de sua máscara. Além disso, ele se tornou insano, achando ser um enviado de Deus para eliminar os pecadores da Terra. E o maior deles seria justamente o Homem-Aranha. Os novos poderes fizeram Macendale ficar mais perigoso, mas ainda assim não representava tanto perigo para o Homem-Aranha. Nem mesmo quando substituiu o falecido Kraven quando o Dr. Octopus o convidou para fazer parte de uma das versões do Sexteto Sinistro.

Certa vez, o demônio e Macendale lutavam pelo controle de seu corpo, alternando-se no domínio dele, até que o demônio conseguiu se libertar, originando o Duende Demoníaco. Livre do demônio, Macendale perdeu os poderes e a força, que recuperou graças à uma fórmula desenvolvida pelo filho de Kraven, Vladimir. Com isso em mãos, matou o Demoníaco e passou a seguir novamente sua carreira de mercenário e criminoso.

Durante muitos anos, essa foi a verdade a respeito do Duende Macabro. No entanto, quando Roger Stern voltou ao título do aracnídeo em 1996, viu que a personagem que criara tinha trilhado caminhos muito diferentes dos que ele havia planejado para o Duende. Pior ainda, havia certas incongruências em sua cronologia. Assim sendo, ele resolveu contar a verdadeira história do Duende.

J.J.Jameson havia colocado Ned Leeds em uma investigação sobre uma guerra de Corporações, onde estavam envolvidos pesos pesados como a Corporação Osborn, a Brand, uma subsidiária da Roxxon - empresa que teve grande importância no Universo Marvel nos aos 80 - e a Kingsley International, uma empresa do ramo da moda para o qual Mary Jane já havia trabalhado. As investigações de Leeds o levaram ao Duende Macabro. Depois de uma das lutas do Aranha com o vilão, Ned seguiu-o, descobrindo seu esconderijo e, capturado pelo Duende, confessou que o estava investigando.

O Duende concluiu que poderia usar aquele repórter em seu favor. Assim, realizou uma lavagem cerebral em Ned, de forma que ele passou a acreditar que era o Duende Macabro. E ambos passaram a se alternar na Identidade do vilão.

O Duende passou a aplicar diversas drogas para manter Ned sob seu controle. Isso aliado à lavagem cerebral deixaram Ned mentalmente instável. Tanto que ele incriminou Flash Thompson de ser o Duende, ao armar uma cilada para o garoto, onde a polícia o encontrava vestido como o criminoso e foi, aos poucos, acabando com seu casamento com Betty Brant. Quando o verdadeiro Macabro viu que Ned estava se tornando inútil ele permitiu que o repórter tivesse acesso às informações que procurava sobre a guerra de corporações. E Ned acabou indo para Berlim com Peter Parker. Enquanto isso, o verdadeiro Macabro espalhou para todo o submundo que o Duende Macabro e Ned Leeds eram a mesma pessoa.

O plano deu certo do Duende deu certo. Comandos pós-hipnóticos fizeram Ned vestir o traje de vilão na Alemanha e ele foi assassinado pelos homens do Estrangeiro. E o verdadeiro Duende sumiu de cena, deixando Macendale em seu lugar, sem que Macendale soubesse de sua existência, é claro.

Quando Macendale foi preso pela última vez, ficou na cadeia tempo suficiente para ser julgado e condenado. Nesse momento, a guerra das corporações foi revelada e o Duende Macabro ressurgiu, assassinando Macendale na cadeia. Foi quando tornou-se evidente a ligação dele com Roderick Kingsley, da Kingsley International. Também nessa época, Betty Brant, que passara de secretária de Jameson a repórter do Clarim, estava empenhada em limpar o nome de Ned, provando que ele nunca havia cometido os crimes dos quais havia sido acusado por Macendale logo após seu julgamento. Para isso, ela contou com a ajuda de Flash Thompson, MJ, Peter Parker e, é claro, do Homem-Aranha.

Betty provocou o vilão na tv, fazendo-se ser capturada por ele. Como todo vilão vaidoso, o Macabro contou para ela quase toda sua história antes de matá-la. Daniel Kingsley, irmão de Roderick, chegou a tempo de atrapalhá-lo e o Homem-Aranha apareceu. Ambos travaram uma grande luta, onde, finalmente, o Homem-Aranha conseguira desmascarar o Duende.

Daniel confessou ainda a Betty que o irmão havia pago um criminoso para roubar o equipamento do Duende Verde (provavelmente com a fórmula da superforça) e que havia usado também Samuel Donovan para se passar por ele. Donovan havia sido o primeiro Duende Macabro a ser desmascarado pelo Homem-Aranha.

Venom
Primeira Aparição: Amazing Spider-Man #299

Ao fim da saga conhecida como Guerras Secretas, o Homem-Aranha trouxe do planeta onde ocorreu o evento um estranho uniforme sapiente, que era capaz de ler os pensamentos do herói, se transformar em qualquer tipo de roupa, gerar suas próprias teias, dentre outras coisas. Era o controverso uniforme negro. Intrigado, o Sr. Fantástico decidiu examinar o uniforme e descobriu que este era um simbionte que pretendia se unir definitivamente ao Aranha. Com a ajuda de Reed, o herói se livrou da criatura que foi confinada no edifício Baxter. Mais tarde, o uniforme fugiu e foi atrás de Peter novamente. A luta pelo controle do corpo de Peter Parker se deu em uma igreja e, graças ao barulho dos sinos - já que Reed descobrira que a criatura era extremamente vulnerável a sons altos - ele conseguiu se livrar do simbionte.

Eddie Brock era um repórter respeitável até que publicou em seu jornal, o Globo Diário, um furo de reportagem acusando Emil Gregg de ser o Devorador de Pecados, um assassino serial que havia assassinado a capitã Jean DeWolff, uma amiga do herói aracnídeo. A reportagem seria um sucesso se, no entanto, horas depois o Homem-Aranha não tivesse capturado o verdadeiro Devorador. O Globo foi ridicularizado e Eddie demitido. Sem perspectivas de vida e com um ódio tremendo do Aranha o corroendo, Eddie passou um bom tempo amargurado, sentindo vergonha de si próprio e, ao mesmo tempo, injustiçado. Afinal, ele era um bom jornalista, havia apenas cometido um erro de avaliação. Quando a autopiedade e o ódio pelo Aranha ultrapassaram seus limites, ele decidiu que deveria acabar com sua vida. Antes, porém, deveria andar de igreja em igreja pedindo perdão a Deus pelo que estava prestes a fazer. Eddie era um católico fervoroso e o suicídio é um pecado mortal para eles.

Quando passava pela Catedral da Virgem Maria, uma sombra - que na verdade era o uniforme simbionte fugindo dos sinos - tomou-o. O ódio de Brock mesclado à dor da rejeição do simbionte criaram Venom. Com um aspecto assustador, força descomunal e poderes similares aos do Homem-Aranha, além do fato de poder enganar o Sentido de Aranha do herói, Venom se tornou o mais perigoso inimigo do Aranha desde o desaparecimento do Duende Verde. Para complicar as coisas, Eddie e o simbionte passaram a dividir seus pensamentos. Logo, Eddie teve acesso a grande parte dos segredos do herói, conhecendo inclusive sua identidade.

Venom possui uma motivação bem diferente dos demais inimigos presentes na galeria de vilões do Homem-Aranha. Seu objetivo é puro e simples: Matar o Homem-Aranha. Ele não quer poder, não quer dinheiro, nada. Apenas matar o herói. E, ao contrário dos outros, Venom também não espalhou os segredos do Aranha quando pôde. Em sua mente distorcida, Venom acreditava que, assim que o segredo do aracnídeo fosse divulgado, muitas pessoas viriam atrás do herói e Eddie queria-o apenas para si. O simbionte, por outro lado, também só queria Peter, mas por outras razões. Peter Parker havia sido o hospedeiro mais perfeito que ele tivera e ele ansiava por dominá-lo novamente.

Venom e o Aranha travaram incontáveis batalhas, sempre com o Aranha escapando ou derrotando o vilão com muitas dificuldades. Essas lutas fizeram com que a popularidade de Venom alcançasse níveis nunca antes atingidos por um vilão do Aranha. Isso, aliado ao fato de seu visual ser quase similar ao do Aranha quando ele usava o uniforme preto que, apesar de encontrar alguma resistência entre os mais conservadores, obteve uma resposta boa entre os fãs, fez com que a Marvel decidisse explorar ao máximo possível a imagem do vilão. Para isso, no entanto, eram necessários alguns ajustes.

O Venom dos quadrinhos deixou de lado seu ódio em relação ao aracnídeo, o mesmo ocorrendo com o simbionte, que se ligara profundamente à Brock. Com isso, seu papel mudou, e ele passou de um vilão insano à anti-herói, ou seja, um herói violento, que não hesitava em matar. Algo similar ao Justiceiro ou Wolverine. Logo ele ganharia um título solo e combateria o crime sozinho ou ao lado de um relutante Homem-Aranha. Sua súbita conversão para o lado dos mocinhos não convenceu a Justiça americana, que conseguiu que Venom fosse preso e condenado. Ele poderia ser separado do simbionte e preso ou trabalhar como agente secreto em troca de alívio em sua sentença. Eddie escolheu a segunda opção. Por um pequeno período de tempo, Venom se tornou um agente federal com permissão para matar. Quando se tornou novamente instável, o governo decidiu que uma lavagem cerebral poderia colocar Eddie de novo na linha. O processo fez a mente de Eddie regressar ao período em que era um vilão determinado a matar o Homem-Aranha. No entanto, graças à ela, ele esqueceu de muitas coisas de seu passado, dentre elas, a identidade e outros segredos do Homem-Aranha.

A superexposição de Venom na mídia foi o principal responsável pela sua queda meteórica. Quando a Marvel percebeu que ele poderia trazer muitos lucros ela fez os ajustes descritos acima, deu ao personagem um título solo, elaborou cada vez mais sagas onde Venom e o Aranha apareciam junto e, ainda, criou um vilão similar à ele, fruto de outro simbionte: Carnificina. Fora dos quadrinhos, Venom ganhou uma série de action-figures e foi coadjuvante do Aranha em jogos da Capcom e da Sega, como Maximum Carnage e Separation Anxiety. Isso fez com que os principais atrativos do personagem se perdessem e seu potencial quase se esgotasse. Lição aprendida, Venom voltou a ser o vilão que os fãs do Aranha adoram odiar.

Carnificina
Primeira Aparição: Amazing Spider-Man #360

O Carnificina pode ser considerado quase como um filho de Venom.

Cletus Kasady era um perigoso assassino serial, até ser preso e passar a cumprir pena na Ilha Ryker. Lá, dividia sua cela com Eddie Brock, nessa época separado de seu simbionte. Quando o simbionte invadiu a cela e resgatou Ed, deixou para trás uma gota de si, que, na verdade, era uma cria, uma espécie de filho. Essa gota entrou em contato com Kasady e, quando se desenvolveu, fez com que ambos se tornassem o Carnificina.

Imediatamente, Cletus fugiu e começou uma série de assassinatos que fizeram com que o Homem-Aranha fosse ao seu encalço e pedisse a ajuda de Venom - que nessa época ainda odiava o aracnídeo, mas também se considerava um protetor dos inocentes. Juntos, os dois conseguiram deter Cletus. No entanto, essa foi apenas o primeiro de muitos confrontos que viriam a acontecer entre os três.

O Carnificina tem um aspecto que lembra uma mescla entre os visuais do Homem-Aranha e de Venom. Ele foi criado quando a Marvel percebeu o quão poderia lucrar com Venom, ainda mais se criassem um inimigo que fosse comum entre ele e o Homem-Aranha. O simbionte de Cletus é mais poderoso do que o de Venom. Isso aliado à insanidade de Cletus - cujo único objetivo é matar o maior número de pessoas possível - fez dele um dos inimigos mais perigosos do Aranha. Sua imagem foi explorada ao máximo pela Marvel e Kasady foi o vilão responsável por originar Maximum Carnage, mini-série co-estrelada por uma série de vilões do terceiro time da Marvel, como Shriek, Carniça, Duende Demoníaco e uma versão alienígena do Homem-Aranha. Para combatê-los,o Aranha contou com a ajuda de uma série de personagens das mais diferentes categorias: Capitão América, Punho de Ferro, Deathlock, Manto e Adaga, Gata Negra, Morbius e, obviamente, Venom. Action-figures e um jogo para Super Nintendo e Mega Drive foram lançados na época.

A exemplo do que aconteceu com Venom, logo o apelo em torno do Carnificina foi diminuindo. Atualmente, apesar de ser um vilão extremamente perigoso, ele integra o segundo time de vilões do Homem-Aranha, ao lado de personagens como Mysterio e Electro.

Kaine
Primeira Aparição: Web Of Spider-Man #119

Kaine é o resultado da primeira tentativa do professor Miles Warren, o Chacal, de clonar Peter Parker. Justamente por isso, Kaine é o patinho feio da família dos clones de Parker. Afinal, diferente de Bem Reilly e seus pares, Kaine é o único deles que sofreu da doença degenerativa que afetava as primeiras cobaias de Miles. Os primeiros exemplares clonados por Warren se degeneravam e morriam logo, devido a uma falha estrutural em sua cadeia genética. Kaine foi o primeiro a ter sucesso como clone, já que superou em muito a expectativa de vida daqueles que vieram antes dele. Apesar disso, ele sofreu de uma variação da doença degenerativa. Ao invés de matá-lo, a doença deformou sua face e seu corpo. Além disso, ela fez com que os poderes presentes no DNA alterado de Peter Parker sofressem uma mutação. Kaine tem agilidade e força superiores às de uma pessoa comum. Mas o sentido de aranha e os poderes de aderir a qualquer superfície foram substituídos pela capacidade de deformar suas vítimas com um toque, que ficou conhecido como A Marca de Kaine.

Kaine foi deixado de lado por seu criador quando apresentou a doença degenerativa. Miles preferiu fazer uma nova tentativa de clonar Peter Parker do que tentar salvar Kaine. O sucesso logo foi alcançado pelo professor e um clone praticamente perfeito foi gerado. Esse clone foi o que confrontou o Homem-Aranha e aparentemente morrera quando uma bomba encerrou a luta entre eles. O clone, no entanto, não havia morrido e, pensando ser o verdadeiro Peter Parker, tentou retomar sua vida. Ao chegar em casa, porém, ele percebeu que era na verdade nada mais do que uma cópia de Peter. Assim, arrumou suas malas e partiu, assumindo o nome de Ben Reilly.

Ben Reilly acreditava ser ele o clone - como veio a ser provado muito tempo depois, ao fim da Saga do Clone - e Peter o original. Kaine acreditava no oposto e por isso passou a perseguir Ben onde quer que ele fosse. Em sua mente, sua vida só teria um propósito se ele tornasse a vida de Ben um inferno, como a sua. Afinal, não tivesse Warren clonado-o à partir das células originais de Ben, ele não teria sido desprezado por seu criador. Por outro lado, ele considerava Peter - que acreditava ser o clone - quase como um irmão e faria tudo para protegê-lo. Assim, quando Ben Reilly soube que a Tia May estava às portas da morte e foi para NY prestar suas últimas homenagens, Kaine foi atrás dele. Lá chegando, o clone degenerado passou a ter visões precognitivas onde via Mary Jane, esposa de Peter, sendo assassinada. Como a face do assassino nunca aparecia de forma clara, Kaine passou a perseguir os inimigos do Homem-Aranha. Ele acabou entrando em conflito com o Abutre, Electro, Mysterio, seu pai, o Chacal, além de ter assassinado o Dr. Octopus (que mais tarde voltou dos mortos) e Vladimir Kravinnof, o Caçador Sinistro. Pouco depois o próprio Kaine foi supostamente morto pelo Aracnocida, um dos incontáveis clones de Peter Parker criado pelo Chacal.

Quando a Saga do Clone chegou ao fim, com a morte de Bem Reilly, cujo cadáver decompôs-se instantaneamente, provando assim que ele era o clone, Kaine estava sumido. Ele era um dos poucos a saber que a filha de Peter e MJ não nascera morta. A pequena May foi seqüestrada pela ordem dos Scriers a mando de Norman Osborn e Kaine fez da busca por ela sua busca pessoal.

Besouro
Primeira aparição: Strange Tales #123

Abner Jenkins era um simples mecânico-chefe de uma fábrica cuja principal ambição era ter o mesmo reconhecimento que os engenheiros da empresa. Frustrado nisso, ele resolve usar seus conhecimentos mecânicos e de pilotagem para desenvolver um traje voador que lhe dê superforça e permita iniciar uma carreira criminosa.

Se a idéia já não parece boa de início, Jenkins deveria ter desistido de vez quando, ao testar o seu traje pela primeira vez - ainda antes de ter encontrado um único super-herói sequer! - ele quase morre quando o equipamento sobrecarrega.

Ainda assim, Jenkins mostra sua principal característica - a teimosia - e insiste em se tornar um supervilão. Ele cria um uniforme horroroso, com asas de metal similares às de um besouro (e tão feias quanto um), luvas com ventosas na ponta dos dedos e um capacete em forma de balde, e sai por aí (vale mencionar que o criador do uniforme original do Besouro, o já na altura idoso artista Carl Burgos, estava muito aquém de sua melhor forma na época da criação do personagem. E nunca fora um grande artista mesmo...). Nem bem iniciou sua carreira criminosa, o Besouro foi derrotado e preso pelo Tocha Humana. Apenas a primeira de uma looooooooonga série de derrotas.

Decidido a se vingar do Tocha, o Besouro acaba inadvertidamente enfrentando ele e o Homem-Aranha (de quem se tornaria inimigo recorrente) ao mesmo tempo. Derrotado (e preso) mais uma vez, o Besouro não desiste e continua saindo por aí com seu uniforme horrendo e poderes banais (e uma pouco justificável megalomania, ainda por cima!), sendo derrotado repetidas vezes. Além de teimoso, ele se revela bastante cruel, chegando a jogar a inocente Tia May de grande altitude! A pobre senhora é salva por seu sobrinho, que logo depois manda o infeliz Besouro novamente para a cadeia.

Depois de mais uma série de derrotas, o besouro decide mudar. Compra um novo uniforme, com muito mais capacidades e um visual mais agradável (cortesia do artista John Byrne), do Consertador e faz seu ato mais vil, surrando e obrigando o ainda mais incapaz supervilão Fraude a enfrentar o Homem-Aranha contra sua vontade só para testar as capacidades do aracnídeo.

Nada disso melhora a sorte do pobre Besouro, que continua grande freqüentador da penitenciária. Decide então formar o seu próprio grupo de vilões, o Sindicato Sinistro, um grupo de bandidos ainda menos brilhantes que ele próprio! Apesar de ter integrantes bastante poderosos, a equipe nunca foi muito eficiente (não que a liderança do Besouro ajudasse...) e foi derrotada diversas vezes pelo Homem-Aranha.

Nesse meio tempo, o Besouro conquistou a simpatia do público. O vilão azarado e incompetente que nunca 7conseguiu fazer nada certo na vida protagonizou duas mini-séries do Sindicato Sinistro e uma história de um dos títulos do Homem-Aranha (em todas as quais ele foi novamente surrado pelo aracnídeo...). Isso culminou com seu ingresso na equipe de supervilões regenerados conhecida como Thunderbolts (na qual se tornou o super-herói Mach-1, desta vez com um bom uniforme criado pelo artista Mark Bagley), onde rapidamente se tornou um dos personagens mais populares. Mas até nisso ele se deu mal. Para se tornar um supergrupo honesto, os Thunderbolts (quase todos ex-matadores) tiveram de entregar a polícia seu único integrante que tinha assassinato na ficha policial... Adivinhem quem era?

Novamente em cana, Abner Jenkins continua a epítome do vilão de segunda linha: Nunca se dá bem em qualquer coisa que faça, mas nem por isso deixa de tentar!

Bumerangue
Primeira aparição: Tales to Astonish #81

Fred Myers era um arremessador de beisebol com um talento inato para arremessar objetos. Porém sua carreira esportiva foi interrompida por acusações de suborno. Sem ter o que fazer da vida, Myers acabou ingressando na organização criminosa conhecida como Império Secreto, na qual se tornou um assassino profissional, utilizando um uniforme que o permite voar e bumerangues como sua principal arma, embora seja capaz de arremessar qualquer objeto (inclusive clipes de papel!) com precisão mortal.

Digamos que você seja um vilão que utiliza bumerangues como arma, quem você escolheria como seu primeiro inimigo? O Bumerangue teve a infelicidade de escolher o Incrível Hulk...

Tendo percebido a razoável obviedade de que o Hulk estava muito acima de suas capacidades, Myers passa a enfrentar heróis menos poderosos, especialmente o Homem-Aranha. Sempre com sucesso limitado. Ele chega a se oferecer como assassino contratado para o Rei do Crime, que sabiamente rejeita a oferta.

Depois de seguidas derrotas, ele ingressa no Sindicato Sinistro, grupo de supervilões de segunda categoria chefiado pelo Besouro. Mesmo como parte de uma equipe, Bumerangue não conseguiu sucesso algum e ainda atrapalhou a maior parte das operações do Sindicato Sinistro ao passar a maior parte do tempo tentando tomar a liderança do grupo (muito embora ele fosse ainda menos qualificado para a tarefa que o Besouro...).

Com o fim do Sindicato, o Bumerangue voltou a ser assassino profissional, normalmente a serviço de agenciadores especializados como Justin Hammer. Mas ele passa a maior parte de seu tempo é na cadeia mesmo. Quando não está atrás das grades, ele ainda enfrenta o Homem-Aranha e outros super-heróis ocasionalmente, sempre sendo derrotado com enorme facilidade.

Rino
Primeira aparição: Amazing Spider-Man #41

O homem que se tornaria o Rino trabalhava originalmente para um grupo de espiões que atuava nos EUA. Ele se ofereceu como cobaia para uma experiência que aumentaria exponencialmente sua força e resistência. A experiência foi um sucesso completo e o criminoso assumiu a identidade de Rino, vestindo um traje especial (similar a um rinoceronte) que o tornava quase indestrutível. Ele retribuiu a ajuda destruindo o círculo de espiões para poder trabalhar sozinho...

Apesar de sua força descomunal, ele não era particularmente esperto e foi derrotado pelo Homem-Aranha em sua primeira aparição depois que o aracnídeo inventou um composto capaz de dissolver o traje ultra-resistente do vilão e expor o corpo (mais vulnerável) deste aos seus golpes.

Em suas aparições posteriores, o Rino começou a usar uniformes progressivamente mais resistentes (e a enfrentar heróis com níveis de poder comparáveis, como o Incrível Hulk). Até que colocou um traje tão resistente que ele próprio não conseguia mais tirar (brilhante...)! Ele se juntou então ao Sindicato Sinistro para tentar obter ajuda para remover seu uniforme (difícil dizer que ajuda exatamente mentes brilhantes como o Besouro e o Bumerangue poderiam lhe dar...). Inacreditavelmente ele consegue se livrar do uniforme que estava grudado em seu corpo (não graças à ajuda do Sindicato Sinistro!)... E logo após arranja outro uniforme similar para voltar à sua carreira de supervilão (tem gente que nunca aprende mesmo!).

Apesar de suas limitações intelectuais, o Rino é, sem dúvida, o mais poderoso dos inimigos habituais do Homem-Aranha, sendo forte e, com seu traje especial, resistente o bastante para enfrentar até mesmo o Hulk! O que já fez várias vezes antes! Ainda assim, ele nunca teve inteligência o bastante para se livrar do estigma de vilão de segunda linha (embora, diferente de seus ex-colegas do Sindicato Sinistro, ele tenha consciência dessa limitação) e é invariavelmente derrotado por qualquer super-herói que encontra. Mas ele nunca permanece preso por muito tempo...

Homem-Lobo
Primeira aparição: Amazing Spider-Man 1, Amazing Spider-Man 124

O astronauta galã John Jameson é filho de J.J. Jameson, o dono do jornal Clarim Diário, no qual trabalha Peter Parker.

O personagem foi criado por Stan Lee e Steve Ditko e sua primeira aparição (ainda inofensiva) foi em Amazing Spider-Man 1. Mais tarde, depois de uma viagem à lua, o cosmonauta é infectado por um vírus alienígena. De volta à Terra, desenvolve superforça e ganha um traje especial para controlar seu novo poder. Convencido por seu pai, eterno detrator do herói aracnídeo, John começa a caçar o Aranha e o teria matado, não fosse a intervenção do próprio J.J., que descobre que o Homem-Aranha era inocente da acusação pela qual estava sendo caçado. Ao final da história, John perde seus poderes.

Foi só em 1973, na edição Amazing Spider-Man 124, que o astronauta transformou-se, nas mãos de Gerry Conway e Gil Kane, no Homem-Lobo, um poderoso lobisomem que acaba inimigo do Homem-Aranha. Sua transformação acontece devido a uma estranha pedra lunar que gruda em seu peito e inicia a mutação de homem em lobo furioso na lua cheia. Depois de muita luta, o Aranha finalmente consegue prender a besta e - com a ajuda do Dr. Curt Connors -, livra-o da maldição.

Homem-Hídrico
Primeira aparição: Amazing Spider-Man #212

Tripulante de um navio cargueiro, Morris Morrie Bench, foi lançado acidentalmente à água junto com um gerador experimental. Ele foi salvo pelo Homem-Aranha, mas a energia do gerador misturada com o gás vulcânico diluído na água afetou a estrutura do corpo de Bench. Após o resgate, Bench começou a suar assustadoramente até se transformar completamente em líquido (!). Quando conseguiu reformar o seu corpo, ele culpou o Homem-Aranha por ter lhe transformado em uma aberração e decidiu se vingar.

Com essa origem improvável e poderes pouco criativos (ele é essencialmente uma versão líquida do Homem-Areia), o Homem-Hídrico já nasceu com o estigma de vilão de segunda categoria. Além disso, seu intelecto limitado e falta de uma motivação coerente garantem que ele seja um dos vilões menos interessantes do Homem-Aranha e eterno perdedor. Tão ridículo é o personagem que em sua primeira aparição o Homem-Aranha fez a piada de que o Homem-Hídrico deveria se juntar ao Homem-Areia para formar um lindo monte de barro e, poucos meses depois, isso realmente aconteceu!

O personagem mais tarde se juntou ao Sindicato Sinistro, onde era o menos interessante (e o menos inteligente...) do grupo! Quando o grupo se desfez ele continuou tendo aparições esporádicas, enfrentando o Homem-Aranha e o Homem-Areia, que nunca gostou de ter se misturado com ele para formar um monstro de lama...

Embora o personagem nunca tenha mostrado a que veio nas HQs, ele teve um momento de brilho no desenho animado do Homem-Aranha dos anos 90, onde teve uma aparição marcante, seus poderes (que visualmente são muito interessantes) sendo explorados com raro brilhantismo pelos animadores da série.

Corisco
Primeira Aparição: Avengers #70

Criado pelo ancião do universo conhecido como Grande Mestre como parte do Esquadrão Sinistro, um grupo de vilões baseado na Liga da Justiça (superequipe da DC Comics da qual fazem parte, entre outros, o Super-Homem e Batman!), James Sanders tem poderes (supervelocidade) e aparência similares aos do famoso Flash (personagem da DC Comics que já teve até sua própria série de TV!). Em sua primeira aparição, como Ciclone, ele enfrentou a mais poderosa superequipe da Marvel, os Vingadores! Não exatamente a origem típica de um vilão de segunda!

Mas com o tempo, o Esquadrão Sinistro se dispersou, sendo Sanders o seu último remanescente. Com sua supervelocidade reduzida, ele mudou seu codinome para Corisco e tentou iniciar uma carreira solo como supervilão, mas foi derrotado em sua primeira tentativa pelo... Homem-Sapo!

Depois dessa humilhação, a carreira do Corisco desmoronou. Sem muita capacidade para tomar decisões próprias, o Corisco ingressou no Sindicato Sinistro, onde se mostrou um dos integrantes mais eficientes (talvez por não ser tão burro quanto o resto...). Ainda assim, ele nunca consegue se dar bem, já foi derrotado várias vezes pelo Homem-Aranha. Só não tem a mesma freqüência de entrada e saída da prisão que o Besouro ou o Bumerangue porque é esperto o bastante para correr quando as coisas esquentam...

Shocker
Primeira Aparição: Amazing Spider-Man #46

Herman Schultz era apenas um arrombador barato, preso em um de seus assaltos por fazer barulho demais ao tentar arrombar um cofre. Na cadeia, ele se dedicou a criar um equipamento capaz de faze-lo arrombar cofres silenciosamente. Acabou construindo um projetor portátil de ondas sísmicas, que o permitiu escapar da cadeia (embora ele quase tenha morrido soterrado no processo...) e iniciar uma carreira de supervilão como Shocker! Nada mal para alguém sem qualquer tipo de ensino formal!

Usando um uniforme protetor capaz de absorver impactos e um vibro-shocker capaz de criar ondas sísmicas em cada braço, Shocker é muito mais mortal que a média de supervilões de segunda, tendo até derrotado o Homem-Aranha um punhado de vezes! Mas sua covardia e inabilidade nunca o permitiram usar suas capacidades no máximo de eficiência e Shocker é cliente assíduo da cadeia.

Ele chegou a ajudar o Sindicato Sinistro uma vez, mas nunca foi membro formal da equipe.

Prof. Smythe e seus robôs Esmaga-Aranha
Primeira aparição: Amazing Spider-Man #25

Um belo dia, um cientista chamado Spencer Smythe entra na redação do Clarim Diário com uma oferta irrecusável para J. Jonah Jameson. Ele usaria seu recém-construído robô Esmaga-Aranha para localizar e capturar o herói em troca de uma recompensa, Jameson hesita, mas é, ironicamente, convencido por Peter Parker, que vê no robô uma oportunidade fácil de ganhar dinheiro vendendo fotos do Homem-Aranha enfrentando o Esmaga-Aranha. Ele depois se arrependeria amargamente dessa decisão...

O primeiro Esmaga-Aranha, controlado diretamente por Jameson, chega até a capturar o aracnídeo depois de uma longa perseguição, mas o herói consegue fugir. Essa derrota não chegou a afetar Smythe que, a partir daí, começa a construir robôs ainda maiores e mais poderosos. Depois de sucessivas derrotas, Smythe fica obcecado em pegar o Homem-Aranha, a ponto de espalhar câmeras por Nova York inteira, só para perseguir o herói! No processo ele chega a descobrir a identidade secreta do herói, mas, como o Dr. Octopus antes dele, acaba acreditando que fora enganado por um impostor. Além dos robôs, ele também faz uso de um gás (cloreto de etila) capaz de enfraquecer o Homem-Aranha, no que curiosamente nunca foi imitado pelos outros inimigos do aracnídeo. Mais um inimigo do Homem-Aranha do que um criminoso, ele não era um cliente assíduo da penitenciária como a média dos inimigos do Aranha, mas também sofreu sua cota de derrotas humilhantes.

Com o tempo, ele descobre que ter passado anos trabalhando com os materiais radioativos usados nos seus Esmaga-Aranhas o deixou com câncer terminal! Totalmente enlouquecido, ele decide se vingar das duas pessoas que ele considerava responsáveis por sua desgraça: Jameson e o Aranha! Ele chega a manipular o filho de Jameson (que na época ainda era o Homem-Lobo) para tentar capturar os dois. Quando finalmente consegue, ele prende Jameson no Aranha com algemas explosivas inquebráveis, programadas para detonar em 24 horas! Tendo que trabalhar juntos pela primeira (e única) vez em suas vidas, Jameson e o Aranha conseguem se livrar das algemas. Smythe morre no processo, sem conseguir sua vingança.

Anos depois, o filho de Smythe, Alistair Alphonso Smythe, decide vingar seu pai, criando uma nova leva de robôs Esmaga-Aranha (como sempre maiores e mais poderosos que seus antecessores...). Como o pai, ele sofre seguidas derrotas (ficando paralítico depois da mais séria) e desenvolve a mesma obsessão em destruir o aracnídeo. Depois de uma prolongada estadia no hospício, ele retorna e decide criar o Esmaga-Aranha Supremo: Ele próprio, transformado em um ciborgue superpoderoso! Porém, ele é novamente derrotado pelo aracnídeo e está de volta ao asilo desde então.

Os robôs Esmaga-Aranha desenvolvidos por Alistair e seu pai eram maravilhas tecnológicas. Quase indestrutíveis, com sofisticados localizadores capazes de localizar o Homem-Aranha (ou qualquer aracnídeo) aonde quer que ele fosse, cobertos com uma substância que impedia a adesão da teia do Aranha e armados até os dentes com tentáculos (ou membros extensíveis), lâminas, armas de raios e às vezes até lançadores de teia, eles sempre foram uma grande dor de cabeça para o herói. Além dos Smythe, a Dra. Marla Madison, atual esposa de J. Jonah Jameson, chegou a construir um modelo de Esmaga-Aranha, mas depois disso ela desistiu de ajudar Jameson em sua eterna perseguição ao herói.

Magma
Primeira Aparição: Amazing Spider-Man #28

Mark Raxton, meio-irmão de Liz Allen, era sócio do cientista Spencer Smythe em vários dos seus projetos (não relacionados com os robôs Esmaga-Aranha). Os dois desenvolveram (a partir de um meteoro que haviam descoberto) uma nova liga metálica líquida que, eles esperavam, iria valer uma fortuna. Ambicioso, Raxton decidiu roubar a liga para si. Smythe tentou impedi-lo e, durante a luta, o vidro que continha a liga se quebrou e Raxton foi envolvido pelo líquido. O líquido cobriu todo o corpo de Raxton e infiltrou-se pela pele até que esta se tornasse da mesma composição que a liga. Isso transformou Raxton em um homem metálico com superforça e uma pele dourada quase indestrutível! De posse desses poderes, Raxton decide iniciar uma carreira criminosa com o nome de Magma.

Sua carreira criminosa começa com o pé esquerdo, já que ele é derrotado pelo Homem-Aranha antes de cometer o primeiro crime! Preso pelo roubo da liga metálica, ele começa o entra-e-sai da cadeia que caracteriza os inimigos de segunda linha do aracnídeo...

Com o tempo, a liga que cobria o corpo de Raxton começou a emitir calor de forma incontrolável. Raxton tentou numerosas vezes reverter o processo (normalmente com a ajuda de sua irmã), mas era atrapalhado pelo Aranha, que queria que o Magma se entregasse às autoridades para ser curado. A situação persistiu por bastante tempo, até que Raxton finalmente achou a cura e, após uma estadia na prisão, acabou se regenerando!

Desde então, Raxton, diferente da maioria dos inimigos do Aranha, tem levado uma vida honesta, trabalhando para a irmã. Embora seja ocasionalmente jogado contra o Homem-Aranha devido à manipulação de algum vilão (normalmente o Duende Verde), os dois se consideram aliados e já trabalharam juntos diversas vezes.

Mestre dos Robôs
Primeira Aparição: Amazing Spider-Man #37

O Prof. Mendel Stromm, inventor brilhante, teve a péssima idéia de ser sócio de Norman Osborn. Embora tenham sido as criações de Stromm que geraram a fortuna de Osborn (e acabaram transformando-o no Duende Verde), este era ambicioso demais para dividir os lucros com seu sócio e denunciou Stromm por roubo na primeira vez que este pegou fundos da empresa sem autorização. Stromm passou dez longos anos na cadeia e jurou vingar-se de Osborn quando saísse.

Uma vez livre, ele e seu assistente Max Young construíram uma panóplia de robôs destruidores (inclusive um esquisito robô amebóide) e os lançaram contra as empresas de Osborn. Isso atraiu a atenção de ambos Osborn (na época já transformado no Duende Verde) e o Homem-Aranha, que destruiu os robôs de Stromm e desbaratou seus planos. Logo depois de haver subjugado Stromm, porém, o Aranha foi surpreendido por um atirador (o próprio Norman Osborn) que tentou matar Stromm. O herói conseguiu bota-lo para correr (embora não tenha descoberto quem ele era), mas a tensão foi demais para Stromm, que sofreu um ataque cardíaco fulminante e faleceu logo a seguir.

Mas essa não seria a última vez que o Aranha teria problemas com Mendel Stromm. Antes de morrer, Stromm construíra uma cópia robótica sua, que recebeu seus padrões mentais e, disfarçado como o irmão de Mendel Stromm, voltou a construir robôs criminosos. Até que o Homem-Aranha o descobriu e transformou-o em sucata...

Seu assistente Max Young também decidiu seguir seus passos como construtor de robôs criminosos. Totalmente ensandecido (ele chegou mesmo a pensar que era o próprio Stromm!), ele acabou sendo mandado para um hospício pelo Aranha.

Mas nem assim o aracnídeo conseguiu se livrar de Mendel Stromm. Este, como vários outros vilões, voltou da morte durante a Saga do Clone por cortesia de seu antigo inimigo Norman Osborn. Aparentemente, Stromm tinha testado em si mesmo uma versão primitiva da fórmula que transformara Osborn no Duende Verde e, como Osborn, ganhou capacidades regenerativas que o preservaram mesmo após a morte (!). Porém, diferente de Osborn, seu corpo já tinha decaído demais e Stromm acabou se tornando uma criatura deformada que precisava de um traje especial para manter-se vivo, o Ogro. Ele trabalhou para Osborn durante a Saga do Clone, atazanando a vida do novo Homem-Aranha Ben Reilly. Porém, após ser derrotado por Reilly, ele foi morto novamente por Osborn. Ao menos por enquanto...

Lápide
 Primeira Aparição: Web of Spider-Man #36

Lonnie Thompson Lincoln, conhecido como Lapide, é um delinqüente desde a mais tenra infância. Embora fosse de etnia negra, ele é um albino. Sentindo-se deslocado das outras pessoas por sua aparência, com o tempo ele desenvolveu um grande desprezo pelos outros seres humanos. Com ajuda de seu grande porte físico e sua brutalidade, ele iniciou uma carreira meteórica no crime organizado. Logo ele era o assassino mais bem pago da Filadélfia.

O Lápide tem uma estranha relação de amor e ódio com Joe Robertson do Clarim Diário. Robertson fora seu colega na escola, onde Lápide o intimidara a não publicar matérias incriminatórias a seu respeito no jornal da escola. Essa intimidação chegou ao auge quando Robertson, já adulto e como jornalista profissional, testemunhou um assassinato cometido pelo Lápide mas não teve coragem de denunciá-lo.

Anos depois, o Lápide retorna à vida de Robertson ao se tornar o executor particular do Rei do Crime. Robertson cria coragem, resolve enfrentá-lo e é seriamente ferido. Então o Homem-Aranha resolve levar o Lápide à justiça. No combate entre os dois, o Lápide obtém uma vantagem inicial, devido a sua força e brutalidade, mas os poderes do Homem-Aranha fazem a diferença e o Lápide é facilmente derrotado. Ele é preso, mas, ironicamente, Robertson também é e os dois acabam na mesma penitenciária. Os dois acabam fugindo (Robertson contra a vontade) e se refugiando em uma fazenda, aonde Robertson finalmente confronta seus medos e vence o Lápide, retornando à cadeia a seguir. O Lápide escapa e volta à carreira criminosa.

Mais tarde, Robertson, já inocentado, confrontou o Lápide em uma fábrica de produtos químicos. Robertson baleou Lápide e este caiu em uma câmara de testes de um gás experimental. O resultado, bastante óbvio para uma história em quadrinhos, foi que o Lápide finalmente desenvolveu poderes (força, invulnerabilidade, o pacote completo) que o permitiam enfrentar o Homem-Aranha... E deixou de ser um dos vilões mais interessantes que surgiram nos últimos anos para se tornar mais um vilão de segunda linha.

A carreira de Lápide é uma prova cabal de que às vezes menos é mais. Enquanto o Lápide era somente um criminoso comum e brutal, que impunha respeito com sua presença (e seu magnífico visual, principalmente desenhado por Sal Buscema no auge de sua carreira!) e as histórias giravam em torno de seu bizarro relacionamento com Joe Robertson (um coadjuvante até então muito pouco utilizado), ele era um personagem interessante. Ao tornar-se mais um supervilão que troca sopapos com o Homem-Aranha ele perdeu aquilo que o tornava único e rapidamente desapareceu da série.

Fraude
Primeira Aparição: Defenders #51

Ex-técnico da NASA, Anthony Davis decidiu largar tudo para tornar-se um supervilão cuja principal arma eram... Anéis! Ele usava anéis de todos os tipos e tamanhos para imobilizar e incapacitar seus adversários (em teoria eles eram armas mortais também, mas Davis nunca chegou nem perto de ameaçar qualquer herói com seu poderoso armamento).

Depois de um início de carreira indistinto, o Fraude logo notou que seu equipamento não o tornava páreo para nenhum super-herói digno de nota e decidiu pedir ao Consertador (sempre ele!) para aperfeiçoar suas armas. Foi seu grande erro.

Quando voltou à oficina do Consertador para buscar seu novo equipamento, o Fraude não encontrou o velho inventor, mas um outro supervilão que também viera buscar seu equipamento. Davis foi rapidamente surrado pelo recém-chegado, que prendeu ao seu uniforme uma bomba (falsa, na verdade...) e o obrigou a lutar contra o Homem-Aranha, que o surrou facilmente (a ponto do pobre Fraude precisar de um sério tratamento dentário a seguir...) e o botou em cana. Quem era o poderoso supervilão que obrigou o Fraude a passar essa vergonha? Ninguém menos que o medíocre Besouro...

Depois dessa humilhação, o Fraude não ficou vivo muito tempo, sendo liquidado pelo Carrasco do Submundo.

Mas esse não foi o final da carreira do vilão! Um segundo Fraude surgiu tempos depois mas teve uma carreira muito curta, aparentemente largando essa vida de vilão ordinário antes que precisasse também se valer de um bom dentista...

Tempos depois, Leila (viúva de Davis) decide vingar a honra de seu falecido marido. Ela se infiltra no Sindicato Sinistro, posando como namorada do Bumerague, e por muito pouco não consegue matar o Besouro (que é salvo, para sua eterna humilhação, por seu velho inimigo Homem-Aranha), provando assim quem era realmente o gênio do crime na família...

A incursão criminosa de Leila acaba se pagando mais tarde, quando a moça encontra seu marido vivinho da silva! Aparentemente Davis fora revivido como um ciborgue a serviço da organização criminosa I.M.A.! Decidido a afastar sua esposa da vida criminosa, ele foge com ela para um local ignorado, onde ambos poderiam construir vida nova. Ei, quem disse que vilões vagabundos não têm finais felizes?

A Legião dos Perdedores (Urso, Gibão, Mancha e Canguru)

Primeiras Aparições: Gibão: Amazing Spider-Man #110, Urso: Amazing Spider-Man #139, Mancha: Spectacular Spider-Man #98, Canguru II: Spectacular Spider-Man #242
Também conhecida como A Legião dos Babacas, o grupo de vilões formado por Urso - um ex-profissional de luta livre contratado pelo Chacal para desafiar o Aranha e que adotou esse nome por ter recebido do vilão um traje semelhante a esse animal - Gibão - um desastrado criminoso com força e agilidade superiores ao da maioria dos humanos normais (ou, pelo menos, assim ele pensa), e que se veste como o animal do qual adotou o nome - Canguru - a segunda versão. O primeiro, Frank Oliver, podia saltar como um verdadeiro canguru e morreu anos atrás. Seu herdeiro prefere compensar a falta de poderes comprando seus equipamentos do mal pela Internet - e Mancha, um ex-pesquisador a serviço do Rei do Crime que, quando conduzia uma série de experimentos visando duplicar os poderes do Manto, adquiriu uma variação dos poderes do vigilante. Antes humano, agora Jon Osterman tem a incrível capacidade de abrir buracos dimensionais onde quiser, bastando tirar uma das manchas de seu corpo e posicioná-las onde quiser, formam um dos grupos de vilões mais ridículos da história dos quadrinhos. Seu objetivo comum: Destruir o Homem-Aranha, vingando-se do herói que prendeu cada um deles pelo menos uma vez. Isso e roubar um banco foi o que motivou a formação do grupo que não durou mais de uma noite.
No dia em que formaram seu grupo criminoso, o bando teve seu primeiro confronto com o Homem-Aranha, que se deixou capturar e ser levado para a base deles. Base que na verdade não passava do apartamento alugado do Urso. Lá, o grupo não chegou a um acordo sobre o que fazer com o aracnídeo e acabaram brigando entre si. Ao final, o Urso e o Gibão decidiram devolver o dinheiro roubado e libertar o aracnídeo, que apensa fingia estar desmaiado. O Mancha e o Canguru foram presos e Urso e Gibão decidiram que seria melhor se passassem a ser heróis. Com isso, surgiu a lenda do Urso das Trevas e Gibão, o Símio Prodígio. Como heróis, a dupla não se saiu melhor do que quando vilões.

Ameaça

Lily Hollister é filha de Bill Hollister, um candidato ao cargo de prefeito de Nova York e melhor amiga de Carlie Cooper. Enquanto namorava Harry Osborn, ela encontrou uma porta escondida em seu armário e encontrou uma antiga anotação de Harry, que detalhou a localização de um dos esconderijos secretos do pai dele (Duende Verde/Norman Osborn). Quando ela entrou no esconderijo, acidentalmente quebrou algumas taças cheias de um novo tipo de soro do Duende que entrou em contato com sua pele, transformando-a.
Lily rouba algumas armas que pertenciam ao Duende Verde e dá de cara com Loteria. Isso mais tarde acaba levando ao primeiro confronto entre ela e o Homem-Aranha. Durante o confronto, Ameaça usa o plando para matar uma mulher e quem leva a culpa é o Homem-Aranha.
Ameaça começou a vandalizar as campanhas para prefeitura de Nova York e sabotando a campanha de Bill Hollister para protegê-lo do oponente na campanha, Randal Crowne. Após isso, Ameaça enfrenta e tenta matar Norman, mas ele sobrevive.
Durante a Invasão Skrull (Invasão Secreta), Ameaça matou um dos invasorese vai atrás da Loteria, acreditando que ela é a namorada do Homem-Aranha. A luta entre elas acaba cruzando caminho com alguns Skrulls. Seu planador acaba explodindo, ela sobrevive mas fica severamente ferida.
Identidade Revelada
Ameaça aparece na festa da campanha eleitoral onde derrota Homem-Aranha (que levara um tiro no braço). Ao se transformar de volta em Lily, ela revela a Harry que ela é a Ameaça e aceita a proposta de casamento de Harry.
No dia da eleição, Ameaça ataca dois policais que prenderam Carlie por um crime que ela não cometeu. Homem-Aranha entra em cena e uma nova batalha começa. Homem-Aranha seria morto se Harry, que estava trajando o uniforme de Duende Verde não tivesse interferido na luta e derrotado Lily com um soro tranquilizante, fazendo com que ela revertesse para sua forma humana. O que faz com que todos em rede mundial e internacional vejam que Ameaça é a filha do candidato a prefeito Bill. Alguns dias depois, Norman a visita na cadeia pois soube do noivado dela com Harry.
Ela foi solta e começa a trabalhar com Norman, o que faz com que Harry suspeite que os dois então tendo um caso. Mais tarde, Lily descobre que engravidou de Norman. Ela e Norman armam um plano para fazer de Harry um herói, o Filho da Pátria, que morreria numa tragédia, fazendo que Norman e seus Vingadores Sombrios ganhassem suporte e simpatia da população. Ela revela a Harry que está grávida, mas dizendo que o filho era dele. Com isso Harry aceita o convite de Norman para trabalhar com os Vingadores na esperança de encontrar uma cura para ela e para "seu futuro filho". No entanto, Lily revela o plano todo para Harry.
Usando a armadura do Filho da Pátria, Harry enfrenta seu pai (que estava trajando a armadura do Patriota de Ferro). Ela e Homem-Aranha interferem na batalha.
Origem das Espécies
Lily aparece na cafeteria de Harry e dá a luz a um bebê menino, que é sequestrado por Doutor Octopus e seu grupo de vilões. O Homem-Aranha parte para o resgate do bebê. Quando ele consegue recuperar a criança, ela é sequestrada pelo Lagarto. Apesar de ter pego o menino, Lagarto alega que fez isso apenas para devolver a criança para o Homem-Aranha. Quando ela fica sabendo que o bebê está salvo, ela foge pois não se sente no direito de criar a criança. Mais tarde, Homem-Aranha consegue provar através de um teste de paternidade que Harry é o pai, e deixa as crianças sob seus cuidados.
Poderes e habilidades
Ameaça é capaz de mudar da sua forma humana à sua forma mais evoluída (melhorada) à vontade, mas é preciso um esforço visível e é bastante desconfortável para ela.
Ela está armada com uma variedade de dispositivos portáteis incendiários em sua mochila e usa um Planador Duende Mark 7 como meio de transporte pessoal, até que foi destruído por Norman Osborn. Ela também usa Abóboras Bombas de concussão e incendiárias. Ela originalmente usava uma carapaça à prova de balas com uma túnica de sobreposição e boné. Com sua nova forma, estreou no arco Filho da Pátria, vestindo uma roupa que se encaixa adequadamente a seu corpo cujo material é desconhecido, juntamente com um capacete que tem os furos para comportar os seus chifres.
A exposição a uma versão experimental do soro do Duende deu à Ameaça grande força física. Ela chegou a ser capaz de superar Norman Osborn em uma luta física, indicando que ela ganhou força ainda maior do que ele tinha. Isto é ainda reforçado quando Ameaça quase abate de vez um já gravemente ferido Homem-Aranha (embora o Homem-Aranha não estava lutando em plena capacidade, devido a uma ferida de bala que ele adquiriu, pouco antes do encontro com Ameaça).

Beladona

Beladona é uma personagem fictícia da Marvel Comics, vilã da saga dos quadrinhos do Homem-Aranha. Ela tinha como intenção matar Roderick Kingsley, influente empresário e concorrente de suas empresas de moda. Beladona chegou a contratar um segundo Gatuno e conseguiu esconder sua identidade, até que o Aranha a desmascarou e ela nunca mais apareceu, tal como o outro Gatuno. No entanto, Roderick Kingsley, que não era nenhum santo, apareceria várias vezes, inclusive empresariando Mary Jane.

Halloween

Jason Macendale
O original Jack O'Lantern foi desonrado ex-agente da CIA Jason Macendale, que assumiu a identidade depois de vários anos trabalhando como freelance mercenário. Macendale foi principalmente um inimigo do Homem-Aranha e durante seu tempo sob o pseudônimo, formou um relacionamento de trabalho com o Duende Macabro. No entanto, o homem Macendale finalmente aprendi foi Duende Macabro (Ned Leeds) descobriu-se que um peão lavagem cerebral do Hobgoblin real, Roderick Kingsley.
Quando Hobgoblin perigo a vida de Jack O'Lantern para prosseguir o Homem-Aranha em batalha, os dois antigos aliados tiveram uma amarga queda para fora. Macendale jurou vingança e contratou os serviços do Foreigner assassino para matar Ned Leeds e deliever o traje Hobgoblin e armamento para Macendale. Macendale tornou-se então Hobgoblin, embora com pouco de sorte e passou a maior parte de sua posse como o Duende Macabro doentes mentais depois de um trato com um demônio desfigurou-o e levou-o à loucura, e com o resto da comunidade super-vilão evitando-lhe a sua incapacidade de viver até o legado do seu antecessor assassinado. No final, Macendale foi morto por Quim, que saiu da aposentadoria para matar Macendale quando ele outed Ned Leeds como "Duende Macabro".
Durante a mini-série Guerras Secretas quarto, um homem que dizia ser Jason Macendale foi preso por cometer crimes sob o pseudônimo de Jack O'Lantern. Esta versão do Macendale, não mostrando nenhum sinal do extenso membros substituição cybornetic Macendale o real teve, foi preso por agentes da SHIELD. Durante o interrogatório, "Macendale" alegou ter levado uma "vida dupla", tanto quanto manter o Jack O'Lantern persona vivo enquanto ele estava ativo como Duende Macabro, indo tão longe a ponto de pretender que ele Mad Jack também. Apesar do fato de que estas alegações foram refutadas como mentiras (na realidade Macendale estava mentalmente doente para a maior parte de seu tempo como Hobgoblin), SHIELD concedido "Macendale" sua liberdade, quando ele se ofereceu para dar o nome do procurado muito após financiadores do penal cientista super-"O funileiro", que fornece um bom número de super-vilões do Universo Marvel com armas e trajes.
Com as revelações de que Nick Fury e mover SHIELD contra o funileiro e seu anti-Doctor apoiadores Doom Latervian foi parte de uma grande conspiração do Império Skrull para desacreditar Nick Fury, pode-se sugerir que esta versão do Macendale era uma impostora Skrull.
Jack O'Lantern II
Um segundo Jack O'Lantern foi introduzido em Captain America # 396 v2, que lutou Capitão América e Homem-Aranha como Jack O'Lantern sob a trabalhar para o Caveira Vermelha.
Esta versão do personagem foi submetido a muita controvérsia, devido ao fato de que, vários anos após sua introdução ele foi rebatizada "Mad Jack" e foi muito destaque nas páginas de Spectacular Spider-Man, durante o final de 1990. Esta versão do personagem foi finalmente revelado para ser a dupla de ex-Mysterio Daniel Berkhart e primo Mysterio, Maguire Beck.
Não foi até os Vingadores one-shot Nova Most Wanted, um compêndio de caráter, que o segundo Jack O'Lantern foi confirmado como uma entidade separada do Mad Jack. O personagem foi dado o nome de Steven Mark Levins, em especial, disse. No entanto, o nome do personagem não seria utilizado na história, até Ghost Rider vol. 5 # 10 (2007).
Biografia de personagem
Esta encarnação de Jack O'Lantern era um criminoso profissional, e um parceiro de Blackwing. Paralelamente Blackwing, ele procurou Skullhouse e primeiro lutou Capitão América. [1] Com Blackwing, então era admitido como membro provisório da banda frouxamente unidas de agentes Red Skull chamada Skeleton Crew [2].
Logo depois, Jack O'Lantern lutou Crossbones e Diamondback, e capturou Diamondback [3]. Diamondback tentou escapar, e Jack O'Lantern lutou ela no ar. [4] Ele foi finalmente derrotado em combate pela Falcon, e levado para o Vault.
Trabalhou também como um impulsionador do gângster do Golem e, nessa qualidade, lutou contra o vilão Hood quando ele interferiu em manobras Golem.
O Levin Jack O'Lantern mais tarde, lutou Union Jack ao lado com Shockwave e Jackhammer para atacar o túnel Tâmisa .
Depois de sua derrota, Levins foi recrutado para servir como parte do esquadrão de caça-herói Thunderbolt durante a história da Guerra Civil. Ao perseguir o Homem-Aranha 'através dos esgotos de Manhattan ao lado do bobo da corte em Civil War # 5, Levins foi morto pelo Justiceiro, que atirou Levin na cabeça matando-o instantaneamente. [7] No entanto, a morte não seria o fim da história de Levin. Seu corpo decapitado foi reanimado no vol Ghost Rider. 5 º, n º 8, tendo sido possuído por um fragmento da alma de Lúcifer, e agora exibe a habilidade de separar, levitar e explodir a cabeça (agora substituída por uma abóbora vida real), entre outras competências. No entanto, o Motoqueiro Fantasma é capaz de exorcizá-lo rasgando seu coração em seu peito, fixando-a em chamas, e colocá-lo de volta em seu peito fazendo-a explodir por dentro.
O personagem foi devolvido à vida depois da morte, onde ele foi morto entre os personagens vistos em Erebus por Hércules.
Poderes e Habilidades
Levins modelou seu traje e equipamento após aqueles criados por Jason Philip Macendale, Jr., o anterior Jack O'Lantern. Levins usava uma armadura completa feita de malha de metal coberto de painéis multi-segmentado Kevlar, incorporando uma concha rígida, articulada que pode resistir a 7 quilos de ogivas bazuca antitanque. Ele usava um capacete à prova de balas com uma hora, três internos, fornecimento de ar comprimido. O capacete é equipado com um intensificador de imagem infravermelha telescópica para ver no escuro e de varredura de 360 graus dispositivo para ver todos em torno de si. A base do capacete é equipado com uma fina rede de furos que mantém a baixa temperatura, de chama de baixa densidade ("fase-fogo"), que toca o capacete o tempo todo. O fornecimento de ar se resfria o interior do capacete. O capacete é acolchoado para proteger a cabeça de uma lesão.
Levins está armado com pulso-blasters que pode fornecer um choque elétrico dentro de uma faixa de 35 pés (11 m). Ele também usou vários tipos de granadas, incluindo anestesia, granadas de gás lacrimogênicas (gás lacrimogêneo), alucinógenos, e regurgitante, granadas de fumaça e granadas de concussão. As granadas são em forma de esferas ou abóboras. Ele pode disparar granadas de pequenos dispositivos de pulso. Ele também pode liberar "ghost-grileiros", que são grossos, filmes semi-transparente que adere a uma vítima.
Levins passeios em cima de um hovercraft um homem com um motor eléctrico alimentado por uma bateria de alta densidade de lítio recarregável.
Mad Jack
Ex Mysterio Daniel Berkhart foi abordado por Norman Osborn, que lhe forneceu uma versão do traje Jack O'Lantern, sob o pseudônimo de "Mad Jack". Sob as ordens de Osborn, Berkhart seqüestrado John Jameson e expô-lo a entorpecentes que o transformou em um peão mente controlada, transformando-o em seu super-alter-ego alimentado persona-lobo "Homem-Lobo". Jameson foi então enviado para atacar seu pai J. Jonah Jameson, de aterrorizar a ele e vaca-lo em ser subserviente para um programa de Osborn para comprar o Clarim Diário. Durante este tempo, ele também perseguiu a tia da esposa do Homem-Aranha, Mary Jane, o que implica que os dois tinham um relacionamento passado que Berkhart procurou reavivar.
relação de trabalho Berkhart com Osborn eneded quando o Duende Verde participou de um ritual mágico, que lhe rendeu completamente insano, Berkhart foi então abordado por Maguire Beck, o primo do sexo feminino de Quentin Beck, o Mysterio original. Maguire convencido Berkhart para ressume a identidade de Mysterio após o suicídio de sua prima de Quentin Tarantino e "Mad Jack" fantasiados identidade foi aposentado. No entanto, quando os dois tentaram eliminar o Homem-Aranha, Demolidor, J. Jonah Jameson, e vários outros inimigos mútuos, os dois reviveu o "Mad Jack" persona, com Maguire usando hologramas realistas e versões robóticas de Mad Jack e Berkhart si mesmo, para servir como proxies para ela enquanto ela colocou em segredo. No final, Maguire foi apanhada e exposta, porém, devido à sua utilização de andróides Berkhart, Demolidor e Homem-Aranha estava inseguro sobre se deve ou não Berkhart estava realmente envolvido. No entanto Berkhart fez finalmente escapar com um traje de Mysterio, na confusão no final.
Na minissérie Spider-Man/Black Cat: The Evil That Men Do, Francis Klum (que mais tarde se tornaria Mysterio) comprou armas Mysterio e chamariz para tornar-se ainda um novo Mysterio. O vendedor, o Rei do Crime, disse que havia adquirido o arsenal "de Jack O'Lantern"
Poderes e Habilidades
Berkhart usado as mesmas armas que as encarnações anteriores de Jack O'Lantern, juntamente com as armas químicas que causam psychodellic e alucinante alucinações. Seu cúmplice Maguire foi um desenhista profissional de dispositivos de efeitos especiais e ilusões de palco, um hipnotizador, mestre e qualificados em química e robótica, incluindo uma vida como gato robótico preto. Ela usou seu conhecimento avançado de imagens por computador e de realidade virtual para aperfeiçoar técnicas de Mysterio, permitindo que ela finja ser Mad Jack através de representantes, enquanto segura escondidos em seu covil secreto.
Jack O'Lantern IV
Um homem sem nome já foi pego pela polícia. Este homem mostrou-se capaz de se transformar em um vilão Jack O'Lantern cabeças usando os poderes de um demônio místico. A polícia interrogou o homem, mas ele foi liberado mais tarde por Norman Osborn, que queria que este Jack O'Lantern em seu exército .

Gog

Gog é um personagem fictício dos quadrinhos da Marvel Comics. Criado por Roy Thomas e Gil Kane, ele apareceu pela primeira vez em The Amazing Spider-Man #103, em Dezembro de 1971.
Descrição
Gog é um monstro alienígena reptiliano gigantesco e muito forte, com inteligência que lhe permite entender os humanos e realizar complexas tarefas.
Em sua primeira aventura ele enfrentou o Homem-Aranha, que fazia parte como Peter Parker de uma expedição à Terra Selvagem, financiada por J. Jonah Jameson e guiada por Ka-Zar e Zabu. Era acompanhado também de sua namorada à época, Gwen Stacy.
Gog estava perdido na floresta, em meios aos destroços de uma nave alienígena e ainda pequenino, quando foi encontrado por Kraven, que conquistou a sua amizade e o usou para tentar dominar a Terra Selvagem. Foi Kraven quem o chamou de Gog, em referência ao Gog bíblico.
Depois de outra batalha com Ka-Zar, Gog seria encontrado pelo Doutor Octopus, que o colocou como membro do Sexteto Sinistro.

Joystick

Joystick (Janice Olivia Yanizeski) é uma personagem do Universo Marvel, inimiga dos Vingadores e do Homem-Aranha. Ela aparece na série dos Thunderbolts e agora é uma vilã reformada.
História
Janice vivia com os pais no estado do Arizona e se tornou jogadora compulsiva. Viciada em adrenalina, contraiu várias dívidas de jogo, sem que sua família soubesse. Desapareceu de casa e quando se voltou a saber dela, já usava um bastão de energia e manoplas.
Janice enfrentou El Toro Negro e passou a lutar frequentemente contra o Homem-Aranha. Ela também já se juntou aos Mestres do Terror e foi inimiga de pessoas como Justin Hammer, a H.I.D.R.A, o Aranha Escarlate, o Duende Verde (Phill Urich) entre outros.
Atualmente ela faz parte do grupo de ex-vilões Thunderbolts, mas muitos se perguntam até onde ela consegue chegar.
Poderes e habilidades
Joystick pode usar suas manoplas e seu bastão para manipular energia e assim conseguir ser mais rápida e mais forte do que qualquer pessoa normal.

Tarântula Negra

O Tarântula Negra é o codinome de Carlos LaMuerto. Ele é um vilão das histórias da Marvel Comics, que tem a agilidade super-humana e a força, capazes de pressionar mais de 25 toneladas. Segundo o artigo da wiki em inglês, o vilão é apresentado como um líder do crime organizado da Argentina.
Sua pele é quase invulnerável e seus olhos são capazes de projetar rajadas de energia pura;mas requerem vários minutos para recarregar. É altamente hábil em artes marciais. Pode também curar seus ferimentos.
No Universo Marvel houve outros personagens que usaram o nome de "Tarântula":
Clay Riley, um vilão do Velho Oeste que apareceu em "Ghost Rider #2" (Abril de 1967);
Anton Miguel Rodriguez,um supervilão sul-americano de uniforme vermelho e agulhas venenosas nas botas. Ele apareceu inicialmente em "Amazing Spider-Man #134", (Julho de 1974).

Duende Cinza

Duende Cinza é o codenome de Gabriel "Gabe" Stacy. Ele é um Vilão do Universo Marvel que aparece nas histórias do Homem-Aranha. Sua primeira aparição foi em Amazing  Spider-Man #509
História
Gabriel é irmão gêmeo de Sarah Stacy e filho de Norman Osborn e de Gwen Stacy. Foi confirmado isso a partir de uma coleta de DNA de Gwen.
Ele, assim como a sua irmã, cresceu rapidamente sem alteração do fluxo temporal e se tornou adulto muito rápido. Após descoberto, foi pego por seu pai e lavado a Ponte do Brooklyn, onde seu pai mentiu sobre a história deles e sobre sua mãe e fez com que odiassem o Homem-Aranha.
Gabriel modificou uma roupa de Duende Verde para ele usar e se tornou o Duende Cinza. Agora ele quer vingança e não vai deixar o Aranha em paz.
Poderes e Habilidades
Ele possui as mesmas armas e poderes que o duende Verde e o Macabro. Usa um planador Morcego e as bombas abóboras.

Cabelo de Prata

Silvio Manfredi, ou Cabelo-de-Prata é um vilão das histórias em quadrinhos do Homem-Aranha, criado por Stan Lee e John Buscema.
Historia
Ainda jovem, Sílvio Manfredi veio da Itália e envolveu-se com a Maggia (versão da Marvel para a Máfia), logo passando a líder da organização. Entretanto, foi preso por sonegar Imposto de Renda e passou 30 anos atrás das grades. Ajudado por Dominic Tyrone, empreendeu uma guerra contra as quadrilhas para retomar o seu lugar. Na época, passou a ser chamado de Cabelo-de-Prata e traiu Tyrone. Numa aventura do Homem-Aranha, quase morreu ao tentar utilizar a fórmula da juventude, regressando quase à não-existência, mas conseguiria reverter o processo, ficando trinta anos mais jovem. Tornando-se líder da H.I.D.R.A., foi deposto após uma derrota nas mãos da SHIELD e sofreu um acidente, caindo de considerável altura durante o confronto com o terceiro Duende Verde e o Homem-Aranha. Seu ex-sócio Dominic Tyrone, atentou contra sua vida e isso desativou o efeito do soro, fazendo ele voltar aos oitenta anos de idade. Neste estado, foi quase morto por Manto e Adaga, mas seu cérebro, parte do crânio e principais órgãos foram transplantados para o corpo de um ciborgue.
Novamente em confronto com Manto e Adaga, foi morto e retornaria tempos depois, quando o Resposta o reviveu a pedido do Rei do Crime, que pretendia controlá-lo. Num confronto envolvendo o Aranha, Manto e Adaga, o Rei e Resposta, o Cabelo-de-Prata recuperou o controle sobre si e foi novamente dado como morto durante a Guerra de Gangues, quando o mercenário Halloween o explodiu com uma bomba-abóbora. Retornaria tempos depois, planejando roubar o sangue do herói aracnídeo para voltar à ativa. Hoje, está quase fora de ação, mas ainda é um dos poderosos chefões de Nova Iorque.

Os Executores

Os Executores (The Enforcers, no original) é um grupo de vilões do Universo Marvel. São compostos por inimigos do Homem-Aranha: Montana, Touro (Ox) e Dan Pomposo (Fancy Dan). Foram criados pelo escritor-editor Stan Lee e pelo desenhista e co-roteirista Steve Ditko na Amazing Spider-Man #10 (março de 1964). Na história original foram capangas do Big Man (Homenzarrão ou Chefão no Brasil), identidade criminosa de Frederick Foswell.

O Olho

O Olho (Orb, no original) é um personagem fictício da Marvel Comics, um supervilão, primeiramente um adversário do Motoqueiro Fantasma. Criado pelo escritor Len Wein, o desenhista Ross Andru e o ilustrador Don Perlin, o personagem teve sua primeira aparição em Marvel Team-Up #15 (novembro de 1973), que corresponderia no Brasil a Super-Heróis Marvel#13 (julho de 1980), pela RGE. Na história na qual estreou tornou-se também inimigo do Homem-Aranha e parte de sua trajetória foi contada. O Olho é na verdade Drake Shannon, um exímio motociclista que era sócio de "Crash" Simpson, pai de Roxanne Simpson, namorada de Johnny Blaze, o Motoqueiro Fantasma.
Poderes
O Olho adquiriu artefatos através de uma organização não mencionada na sua primeira aparição. Mas depois foi revelado que era o grupo conhecido por Os Supremos, que resolveu fazer de Drake seu agente. possui um capacete em formato de um grande olho e com ele consegue emitir ondas de um raio hipnótico, tornando qualquer um seu escravo, consegundo controlar as pessoas até mesmo a distância. Detinha também uma arma laser (destruída pelo Motoqueiro Fantasma).

Os uniformes do Homem-Aranha

O Homem-Aranha tem um dos uniformes mais distintivos dos quadrinhos. Mas esse está longe de ser o único que ele utilizou! Ao longo dos anos, Peter Parker vestiu uma série de uniformes, fosse por razões narrativas (mais raramente) ou comerciais (quase todas as vezes...). Seria impossível detalhar todos os uniformes (e variações) que ele já usou, mas podemos tentar destacar os mais marcantes:

O improvisado
O primeiríssimo "uniforme" que Peter usou não passava de uma máscara (ou seria uma meia?) na cabeça que ele botou para lutar com o lutador "Crusher" Hogan em sua primeiríssima aparição pública. O motivo? Ele tinha medo de passar vergonha se perdesse! Sua vitória fácil não só lhe valeu o dinheiro do prêmio como um convite para aparecer na TV. Decidido, porém, a se manter anônimo, Peter resolveu criar um traje especial e descartou sua máscara improvisada.

Primeira aparição: Amazing Fantasy 15.





O clássico
Foi este uniforme que o herói criou para aparecer na TV e veste, com algumas pequenas variações até hoje. O design, criado por Steve Ditko, é extremamente distintivo e torna quase impossível confundir o Homem-Aranha com outro super-herói. Algumas características são dignas de menção:

A complexidade do uniforme - maior parte dos uniformes da Marvel são bastante simples e diretos, provavelmente por influência de Jack Kirby, que criou a maior parte deles, mas o uniforme do Aranha é extremamente complexo, com os padrões de teia desenhados por quase todo o corpo (dez entre dez desenhistas consideram essa a parte mais complicada do trabalho...). Ditko adorava esses designs mais complexos, mas é provável que, se fizesse a mínima idéia da longevidade de sua criação, tivesse elaborado um uniforme mais simples. O padrão exato das teias no uniforme acabou sendo estabelecido por seu sucessor, John Romita, que também definiu diversos outros elementos do uniforme.

A "cobertura integral" - o uniforme do Homem-Aranha foi o primeiro, e até hoje é um dos raros e únicos, a cobrir todo o corpo do herói, inclusive os olhos! Além de fazer bastante sentido em termos de história (um super-herói que deseja permanecer anônimo deve ocultar o máximo possível sua identidade!), a opção ainda cria um ponto extra de identificação com o leitor. Por baixo de seu traje, o Homem-Aranha poderia ser jovem ou adulto, branco ou negro, até mesmo homem ou mulher (usando enchimentos sob o uniforme, a terceira Mulher-Aranha, Mattie Franklin, assumiu a identidade de Homem-Aranha por um curto período de tempo enquanto Peter Parker estava afastado!). Sem dúvida esse é um dos fatores que contribuiu para a duradoura popularidade da série.

O esquema de cores - embora hoje em dia todos pensem no uniforme do Homem-Aranha como "vermelho e azul", ele foi pensado originalmente como vermelho e... Preto! O que aconteceu foi precisamente o mesmo que fez com que o capuz do Batman (negro durante sua primeira aparição e eventualmente "convertido" para azul) mudasse de cor. Na época, com uma limitada paleta de cores disponível, o azul "chapado" era utilizado para determinar a reflexão de luz no uniforme, assim várias seções da parte preta do uniforme ficaram azuis. Com o tempo, Ditko (que não tinha arte-finalista para fazer esse trabalho por ele) foi colocando cada vez menos preto no uniforme, que ficava com áreas azuis ainda maiores. Logo o uniforme ficou vermelho e azul mesmo, e assim continua apesar dos esforços ocasionais de alguns artistas (como Erik Larsen e John Byrne) que tentam restituir o negro do uniforme a seu devido lugar. Sem sucesso.

O símbolo da aranha no peito - outro elemento que mudou bastante desde sua primeira aparição. A aranha das costas chegou à sua versão final (que parece mais um carrapato gigante do que uma aranha...) bem rápido, ainda nas primeiras histórias de Ditko, mas a do peito variou bastante ao longo dos anos. Nas primeiras versões as "pernas" da aranha apontavam todas para baixo, mas eventualmente chegou-se a um visual mais harmonioso, com metade das pernas apontando para cima e metade para baixo. O tamanho do símbolo também varia muito, de acordo com o artista.

A máscara com os "olhos" - elemento muito distintivo do uniforme, faz com que o Aranha seja um dos pouquíssimos super-heróis que não mostra sequer os olhos quando está de uniforme! Muitos artistas fazem uso de sutis variações no tamanho e formato dos "olhos" (na verdade as lentes da máscara) para mostrar as emoções do herói, o que é, definitivamente, uma parte essencial do charme dele! A necessidade de maior expressividade fez com que eles fossem aumentando paulatinamente de tamanho ao longo dos anos: Ditko os desenhava bem pequenos, enquanto Todd McFarlane e os artistas que  ele inspirou os desenham ocupando quase toda a máscara! O habitual costuma ser um meio-termo entre essas duas versões. A máscara é também a peça do uniforme com maior número de "substituições" improvisadas. O Aranha já precisou atuar com a cabeça coberta por uma máscara de teia, uma máscara sem as lentes nos olhos (tirada de uma loja de fantasias), uma das máscaras da Gata Negra (absolutamente ridícula no rosto de Peter Parker) e até um saco de papel na cabeça! Isso se dá porque nas HQs Peter inteligentemente não costuma ficar dando mole por aí sem máscara. É até comum ele precisar entrar em ação usando a máscara com suas roupas civis! No filme, porém, a necessidade de mostrar o rosto do ator Tobey Maguire faz com que o Aranha "cinematográfico" atue sem máscara por boa parte do tempo...

A teia sob os braços - ao ser criado por Steve Ditko, o uniforme clássico tinha uma espécie de "asas" de teia ligando os braços do uniforme ao corpo. Nunca foi explicado se eram apenas decoração ou se o Aranha as usava para ajudar na hora de pular de um lado para o outro, mas o certo é que elas foram encolhendo e até desaparecendo com o tempo. No final de seu período na série, Ditko por vezes nem as desenhava mais! Escritores posteriores as desenhavam ou não, de acordo com sua preferência. Como elas não fazem parte do uniforme do filme, é pouco provável que os artistas mais novos ainda as desenhem, mas alguns "veteranos" (como os Romitas, Byrne e até Todd McFarlane e Erik Larsen) ainda o fazem.

Extras ocasionais - não é incomum o Aranha usar alguns elementos extras (geralmente feitos de teia mesmo) em seu uniforme. Por exemplo, uma "mochila" de teia para carregar suas roupas civis ou luvas com isolamento para lutar contra o Electro. Seria impossível listar todos esses extras neste artigo.
Primeira aparição: Amazing Fantasy 15.

Uniformes anti-Electro
O super-vilão conhecido como Electro, além de seus poderes elétricos, tem a honra de ter sido responsável pela criação do maior número de uniformes "especiais" do Homem-Aranha até hoje. Pelo menos duas vezes Peter Parker foi obrigado a adotar uniformes especiais isolados para se proteger contra os poderes de seu adversário. A primeira delas improvisando um uniforme a partir de um colchão de ar velho (!), a segunda com um traje bem melhor acabado.
Em ambos os casos o Aranha venceu, provando que a roupa certa pode realmente ser um fator decisivo para o sucesso!

Primeira aparição (versão 1): Spectacular Spider-Man 66.
Primeira aparição (versão 2): Amazing Spider-Man 425.









O uniforme negro
 O único uniforme a realmente desafiar a supremacia do uniforme clássico é o famoso uniforme negro, que teve uma origem bastante convoluta. Aparentemente a idéia de se dar um uniforme negro para o Homem-Aranha veio de um fã, que escreveu para a Marvel sugerindo que o herói utilizasse um traje assim para uma missão noturna. O então editor-chefe Jim Shooter gostou da sugestão e tentou fazer com que o referido fã colaborasse no desenvolvimento dessa história, mas o projeto não foi em frente.
Mais tarde, Shooter criou a ambiciosa minissérie Guerras Secretas (Secret Wars no original), o primeiro megacrossover dos quadrinhos. Durante a criação desta, Shooter decidiu que boa parte dos personagens envolvidos deveriam sofrer mudanças significativas (por exemplo, a Mulher-Hulk substituiria o Coisa no Quarteto Fantástico), que entrariam em vigor logo no momento da publicação da primeira edição da minissérie, com a intenção de fazer com que os fãs acompanhassem a publicação para saber como essas mudanças aconteceram (no Brasil, por questões comerciais, a série foi publicada muito antes que os títulos normais chegassem a esse momento cronológico). Para o Homem-Aranha, Shooter decidiu reutilizar a idéia do uniforme negro.
Quem não gostou nada disso foi o então escritor de Amazing Spider-Man, Roger Stern (responsável por uma das melhores fases do personagem até hoje). Ele decidiu se afastar da série depois dessa imposição (e do afastamento simultâneo do artista John Romita Jr.), deixando o caminho livre para a nova equipe criativa de Tom deFalco e Ron Frenz. Todos achavam que a nova equipe estava sendo "jogada aos tubarões", uma vez que a mudança do uniforme era impopular dentro da própria Marvel, particularmente no departamento de marketing, que há anos "vendia" ao público o Aranha com seu visual clássico, e a reação inicial dos fãs ao anúncio (antes da publicação em si) foi bastante negativa. As considerações comerciais levaram Jim Shooter a decretar que a mudança seria revertida tão logo Guerras Secretas terminasse, fazendo com que o uniforme negro já nascesse condenado.
 Então veio a surpresa. O uniforme (criado por Mike Zeck, o artista de Guerras Secretas) era excelente e fez um enorme sucesso entre os leitores! A primeira aparição da roupa teve vendas astronômicas (e ainda hoje é uma das revistas em maior demanda daquele período, tendo sido reimpressa diversas vezes desde então!), que continuaram sólidas nas edições subsequentes. O uniforme negro juntava boa parte dos méritos do clássico, como a "cobertura integral" e a máscara com "olhos expressivos", com um esquema de cores incomum nas HQs da época (as técnicas de cor tinham avançado muito desde então) e um design simplificado, sem as teias que os desenhistas odiavam, e de grande impacto. Tão eficiente foi esse design que sofreu apenas duas modificações até hoje, um pequeno ajuste na "aranha" do uniforme (feito por Rick Leonardi em uma das edições da Amazing e eventualmente incorporado à "primeira" aparição do mesmo em Guerras Secretas) e o posicionamento dos lançadores de teia, que se situavam no dorso da mão do Aranha - o que não faria sentido para o personagem, que precisa agarrar na teia para se balançar - e foram depois restituídos a sua posição habitual, no pulso.
Além disso, em sua versão original ele também tinha alguns "superpoderes" próprios, como a capacidade de gerar sua própria teia e de assumir a aparência de roupas civis.
Apesar desse sucesso todo, o uniforme, como mencionado, já nascera condenado. DeFalco idealizou a explicação de que o uniforme seria um simbionte alienígena que estava se apossando do corpo de Parker! Este resolve então se livrar do simbionte, que revela ser vulnerável a ataques sônicos. Eventualmente o simbionte se uniria a Eddie Brock, criando o vilão chamado Venom, mas isso é outra história.
O retorno ao uniforme clássico gerou uma enorme discussão nos EUA, com proponentes de ambos os uniformes pressionando a Marvel. Esta optou por uma solução "salomônica": A Gata Negra fez uma versão em tecido normal do uniforme negro e deu de presente ao Aranha, que começou a alternar o uso dos dois uniformes. Geralmente utilizando o clássico de dia e o negro de noite. Essa situação durou um certo tempo, com a vantagem pendendo para o uniforme negro, até que a pressão do departamento de marketing chegou a tal ponto que foi decidido abandonar o uniforme negro de vez, usando como justificativa a aparição do vilão Venom.
Mas a versão não foi esquecida e os escritores do Aranha já o fizeram "tirar o pó" do uniforme um punhado de vezes desde então. Aliás, este é o uniforme que o Aranha usa nas edições sendo publicadas atualmente nos EUA, sem dúvida por influência do filme. Mas ainda assim é um sinal da duradoura popularidade daquele que deveria ser um uniforme temporário!

Primeira aparição: Amazing Spider-Man 252.

O espetacular Homem-Vergonha
Ao se livrar do simbionte alienígena com a ajuda de Reed Richards, Peter Parker se viu, literalmente, de cuecas no meio do Edifício Baxter. Claramente ele não poderia voltar para casa assim! O sempre solícito Johnny Storm (Tocha Humana) "gentilmente" arranjou-lhe então um uniforme substituto...
...que nada mais é que um macacão de reserva do Quarteto (sem botas, para o Aranha poder manter sua aderência às paredes) com um saco de papel na cabeça! Para "coroar" sua obra, Storm ainda inclui um papel escrito "me chuta" colado nas costas do pobre do Aranha, que não repara nele até chegar em casa. Sendo que, obviamente, ele precisa entrar em ação no meio do caminho...
Parte da ótima fase do personagem nas mãos da equipe deFalco/Frenz, que primava pelo bom humor, essa história é lembrada até hoje pelos fãs, que fizeram esse "uniforme" entrar definitivamente para a história do personagem, apesar de sua curtíssima duração (somente umas poucas páginas!).
Não foi a primeira nem a última vez que o Aranha precisou entrar em ação com um saco de papel enfiado na cabeça, mas foi sem dúvida a mais humilhante!

Primeira aparição: Amazing Spider-Man 258.

O Aranha Cósmico
Depois do humilhante uniforme anterior, nada mais justo que passarmos para o momento em que o Aranha estava no auge de sua força!
Durante o crossover conhecido como Atos de Vingança (Acts of Vengeance no original), o Aranha recebeu por um curto período de tempo os poderes do Capitão Universo (entidade do Universo Marvel que surge ocasionalmente para dar poderes cósmicos a pessoas que são confrontadas com ameaças terríveis). Durante o seu combate final com o robô conhecido como Tri-Sentinela, o Aranha manifestou todo seu poder cósmico, transformando seu uniforme em um híbrido entre sua roupa tradicional e o traje que o Capitão Universo costuma manifestar em seus "hospedeiros".
Uma vez derrotada a ameaça, o Aranha voltou a seus poderes e uniforme normais.
Não foi a única vez que o Aranha foi "possuído" por entidades que alteraram sua aparência. Em outras histórias ele assumiu a aparência do Lagarto, Hulk, Carnificina e até a Fênix, entre outros, com alterações correspondentes a seu uniforme. Sempre de forma temporária.

Primeira aparição: Amazing Spider-Man 329.

A Armadura Aranha
Em uma outra história, o Aranha se viu envolvido em uma complexa disputa entre criminosos, envolvendo o Rosa, que culminaria em um grande confronto entre os bandidos. Decidido a encerrar a disputa mas sem disposição de levar uma bala perdida no processo, o Aranha decidiu criar uma armadura protetora que o permitisse entrar no meio do tiroteio sem correr o risco de levar um "pipoco".
A "armadura aranha" não era de metal, e sim de uma "variante sólida" de seu sempre útil fluido de teia. Ela cumpriu satisfatoriamente seu papel, sendo completamente destruída durante o confronto, mas permitindo ao Aranha sair ileso.
Criada durante uma fase particularmente ruim da revista Web of Spider-Man (talvez o pior dos títulos do aracnídeo em toda sua história...), ela parece ter sido idealizada mais por razões comerciais do que narrativas, visto que o Aranha nunca precisara de uma armadura antes - mesmo enfrentando inimigos muito mais perigosos que criminosos armados! Talvez por isso, ela nunca mais apareceu desde sua primeira e única aparição.

Primeira aparição: Web of Spider-Man 100.

O Aranha Escarlate
Durante a tristemente famosa Saga do Clone foi revelado que o clone de Peter Parker sobrevivera e adotara o nome de Ben Reilly, vivendo afastado de Nova York durante muitos anos. Ao retornar à cidade, ele decide "voltar à ativa" usando a alcunha de "Aranha Escarlate" e um uniforme improvisado particularmente horroroso.
Quase nada funciona nesse design. O uniforme não tem nada da simplicidade e "aerodinâmica" dos melhores uniformes do aranha. Ele é cheio de "penduricalhos", com lançadores de teia e cinto externos, bolsinhas nos calcanhares e um inexplicável agasalho com capuz (por que diabos um sujeito mascarado precisa de um capuz?!?).
Dizem que o uniforme teria sido criado propositadamente ridículo para justificar a mudança posterior, quando Reilly tornou-se oficialmente o Homem-Aranha, mas isso nunca parece ter sido confirmado por fontes oficiais.
Talvez o único mérito desse uniforme foi incluir dois apetrechos novos que Ben Reilly reutilizaria durante seu curto período como Homem-Aranha "oficial: A "teia de impacto" (uma teia diferente, disparada como uma "bola", que envolve o inimigo no impacto) e os "ferrões" (pequenos dardos tranqüilizantes disparados pelo lançador de teia). Curiosamente, Peter Parker não fez muito uso desse equipamento depois de reassumir seu "posto" como Homem-Aranha.

Primeira aparição: Web of Spider-Man 118.

O Clone-Aranha
Eventualmente foi revelado que Ben Reilly seria o verdadeiro Homem-Aranha (não, isso não durou!), o que leva Peter a se aposentar e Reilly a tornar-se o novo Homem-Aranha. Ele decide aposentar seu uniforme de Aranha Escarlate (felizmente!) e adotar um novo, mais similar ao visual clássico.
O novo uniforme mantém os lançadores de teia externos e tem uma insígnia de aranha que envolve a frente e as costas do uniforme. Se ficasse aí não estaria mal, mas o criador do uniforme, o desenhista Mark Bagley, errou a mão ao substituir as luvas e botas vermelhas do uniforme clássico por pequenas "seções" vermelhas nas pernas e dedos do Aranha. O resultado não é nada harmonioso e não chegou a convencer os leitores, com o novo uniforme sendo descartado juntamente com Ben Reilly quando Peter Parker voltou a ser o único e verdadeiro Homem-Aranha.
Eventualmente ele seria adotado pela filha do Homem-Aranha de um universo alternativo, a Garota-Aranha, cujas aventuras são publicadas até hoje pela Marvel. Provando que esse era realmente um uniforme de menina...

Primeira aparição: Sensational Spider-Man 0.






O uniforme da Zona Negativa
Ao partir para uma missão na Zona Negativa, o Homem-Aranha tem seu uniforme afetado durante a transição, assumindo cores no "espectro negativo" do habitual (basicamente o azul e vermelho são substituídos por cinza e preto, respectivamente).
Apenas uma curiosidade para animar uma trama desinteressante, este uniforme merece destaque apenas por ter sido a óbvia inspiração para o "uniforme negro" do filme Homem-Aranha 3, que é muito mais parecido com este do que com o uniforme negro original dos quadrinhos! O visual foi criado por John Romita Jr.

Primeira aparição: Peter Parker: Spider-Man 90.





Crise de Identidade

Acusado de matar um criminoso sufocando-o com sua teia, o Homem-Aranha é procurado pela polícia e uma infinidade de aventureiros fantasiados. Para poder obter as provas de sua inocência em paz e ciente de que assumir uma identidade nova com os mesmos poderes que tinha antes não enganaria ninguém, Peter Parker decide adotar quatro identidades novas ao mesmo tempo durante a saga batizada como "Crise de Identidade" (não confundir com o megacrossover DC homônimo), cada uma com seu respectivo (e pouco
memorável) uniforme.
As quatro identidades são:

Sombra
Durante a missão na Zona Negativa mencionada acima, o Aranha conhece o herói local denominado Dusk, que usava um uniforme negro que lhe concedia poderes especiais. Porém este morre em combate, fazendo com que o Aranha assuma sua identidade (e uniforme) para derrotar o vilão Blastaar. O uniforme especial de Dusk permitia ao Aranha se esconder nas sobras e planar. Na identidade de Dusk, o Aranha fingia ser um mercenário misterioso. Esta identidade simbolizava o lado misterioso do personagem.

Primeira aparição: Peter Parker: Spider-Man 90.



Vespa
Usando um uniforme espalhafatoso desenhado por Mary Jane e incorporando os "ferrões" criados por Bem Reilly e um jato pessoal criado por seu amigo Hobie Brown (o anti-herói conhecido como Gatuno), que o permitia voar, o Homem-Aranha assume a identidade de Hornet, herói tecnológico. Esta identidade simbolizava o lado tecnológico do personagem.

Primeira aparição: Sensational Spider-Man 27.

Ricochete
Botando um uniforme moderninho, com direito a uma jaqueta de couro, e usando principalmente sua agilidade e uns discos de arremesso como equipamento extra, Peter Parker torna-se Ricochete, herói jovem e piadista que só um imbecil não perceberia que é na verdade o Homem-Aranha. Esta identidade simbolizava o lado bem humorado do personagem.

Primeira aparição: Amazing Spider-Man 434.







Prodígio
Adotando uma postura séria e heróica, uma armadura dourada à prova de balas (sabe-se lá de onde o sempre falido Peter Parker tirou o dinheiro para isso..) e usando sua força e pujança física como principais armas, o Aranha se transforma em Prodígio, um herói no estilo "clássico". Esta identidade simbolizava o lado heróico e responsável do personagem.
Primeira aparição: Spectacular Spider-Man 256.
Embora criada claramente com propósitos comerciais, a trama de Crise de Identidade foi bem sacada e explorou muito bem as várias facetas do personagem. O troca-troca de identidades também foi bem explorado pelos escritores da época, com uma boa dose de humor. A saga também foi curta o bastante para não irritar os leitores, algo que maior parte das sagas anteriores e posteriores do personagem teria feito bem em imitar...
Eventualmente essas quatro identidades seriam assumidas por um grupo de heróis adolescentes, os Slingers, que protagonizariam uma série de curta duração, inédita no Brasil.






O Aranha de Ferro
Mais recentemente, após uma trama estúpida demais para merecer ser descrita aqui, o Homem-Aranha recebe uma armadura especial de seu amigo Tony Stark, o Homem de Ferro, feita sob medida para explorar ao máximo suas capacidades. Visualmente o design, criado por Chris Bachalo e desenvolvido por Joe Quesada, tem diversas falhas. Para começar, o esquema de cores (vermelho e dourado, como a armadura do Homem de Ferro) não ajuda. Ele funciona no Homem de Ferro porque na maior parte das armaduras deste apenas a máscara e os braços e pernas (mas não mãos e pés!) são dourados, com o vermelho como cor dominante. Na armadura do Aranha, a máscara, vermelha com os "olhos" em dourado, funciona, mas a imensa aranha dourada na frente estraga a composição. Pior, ela impede que os braços e pernas sejam dourados como na armadura do ferroso, o que faz com que os elementos dourados dela sejam braceletes e polainas (!), transformando o Aranha em uma improvável combinação da Mulher Maravilha com o Tio Patinhas!
Para agravar, Quesada teve a "brilhante" idéia de incluir na armadura três braços extras, ao invés dos quatro que se esperaria para completar os oito membros de uma aranha (sabe-se lá qual membro Quesada achava que deveria ser o oitavo...), dando a eles uma feia aparência assimétrica e assegurando que o terceiro braço extra sempre apareceria na posição mais ridícula e improvável possível. Uma decisão inexplicável que arrasaria de vez com qualquer chance desse uniforme se tornar tão memorável quanto os melhores do personagem.
A armadura em si, porém, tem capacidades ainda maiores que o antigo traje simbiótico, dando ao Aranha a capacidade de planar e incluindo os mencionados braços extras, rádio, visores infravermelhos, sistema de camuflagem, suprimento de oxigênio, capacidade de mudar de aparência para parecer um traje comum, máquina de cafezinho e mais um milhão de outras coisas. Mais do que qualquer outra coisa, essa armadura prova de que a tradicional afirmação dos fãs de que Stark deveria criar armaduras especiais para todos os Vingadores faz muito sentido...
Criada desde o princípio com o intuito de ser um traje temporário, a armadura não fez grande sucesso porque tornava o Aranha um personagem poderoso demais (razão pela qual a Marvel sempre ignorou essa queixa específica dos fãs...). Junte a isso o visual tenebroso e temos um uniforme que não deixará saudades.

Primeira aparição: Amazing Spider-Man 529.

Outros uniformes
Para além dos uniformes usados por Peter Parker e Bem Reilly nas HQs, há uma série de trajes usados por outros "homens-aranha" da Marvel (como o Homem-Aranha 2099) e pelo herói em outras mídias (como o uniforme usado no desenho Homem-Aranha: Ação sem Limites, que chegou a ter uma versão em quadrinhos.
Conclusão
Um dos personagens de visual mais distintivo dos quadrinhos, o Homem-Aranha tem a honra de já ter tido dois uniformes bastante diferentes mas igualmente marcantes (o clássico e o negro), coisa que poucos personagens de quadrinhos já conseguiram.
Além desses, o Aranha já teve uma série de outros (mencionados acima) com diversas qualidades e defeitos, mas que não foram tão marcantes. Um bom uniforme de super-herói é capaz de se impor em qualquer situação (como fez o negro durante certo tempo) e fato destes não terem conseguido é um sinal claro de suas deficiências.
Resumindo,o que é o Homem-Aranha ?, não tem como responder essa pergunta em uma só palavra,porque o Homem-Aranha é um herói com uma tragetória enorme e com histórias supreendentes elaboradas (no início) pelo brilhante Stan Lee e seu grande parceiro Steve Ditko.
Como eu ja disse,o aracnídeo é, portanto, um dos super-heróis mais humanizados das histórias em quadrinhos, o que o levou a um sucesso estrondoso ( resultando os mais de 50 anos) e a uma competição direta de popularidade com ícones do nível de Superman e Batman.

Em outras mídias

Séries de desenhos animados

A primeira aparição de Homem Aranha para uma mídia mais popular foi em sua série animada, Spider-man (1967-1970). É a série animada em que tem a famosa música "Spider-Man, Spider-Man, does whatever a spider can...", que foi tocada nos créditos finais do filme de 2002.

Em 1981, mais duas séries animadas, produzidas pelos estúdios da Marvel: Spider-Man (26 episódios), e o mais popular Spider-Man and His Amazing Friends (24 episódios), no qual o herói contracenava com Homem de Gelo e Estrela de fogo. Fato curioso: o estúdio da Marvel também realizou a produção de Caverna do Dragão em 1984, e várias músicas de Spider-Man and His Amazing Friends foram reutilizados
em Caverna.

Spider-Man The Animated Series (1994-1998), outra série animada que reacendeu a mídia de Homem-Aranha. Nessa série o Aranha é representando no auge da sua carreira, já um jovem adulto formado na faculdade, diferente do que ocorre nas séries animadas mais recentes, que o retratam ainda no inicio de sua carreira como herói. Total de 65 episódios.

Spider-Man Unlimited (1999): série animada de 13 episódios, na qual o Aranha vai parar na Contra-Terra. Essa série é parcialmente inspirada em Homem-Aranha 2099.

Spider-Man: The New Animated Series (2003): série animada gerada por computador, de 13 episódios. A continuidade é baseada no filme de Homem-Aranha de 2002.

The Spectacular Spider-Man (2008): este novo desenho apresenta o Aranha como adolescente, e tem um aspecto mais cartoon em relação às séries anteriores. Está em exibição no Brasil pela Cartoon Network e foi cancelada na segunda temporada.

Ultimate Spider-Man (2012): Esta série assim como sua antecessora apresenta um Homem-Aranha jovem, só um pouco mais maduro, num estilo quase cartoon e com histórias engraçadas. Nesta nova animação, Peter é chamado pela S.H.I.E.L.D. para se tornar espetacular(ultimate na versão original) A Pré-Estreia VIP no Brasil ocorreu no dia 6 de julho de 2012 na Disney XD, o mesmo dia do lançamento do filme O Espetacular Homem-Aranha nos cinemas. Sua estreia ocorreu no dia 14 de julho, na estreia do bloco Marvel Universe.

Aparições em outros Desenhos Animados

Homem-Aranha participou de alguns episódios da serie animada he Avengers: Earth's Mightiest Heroes (no Brasil, Os Vingadores: Os Super-Heróis mais Poderosos da Terra) com destaque para o episódio (Novos Vingadores)onde ele junto com outros heróis derrotarão Kang e no final acabou sendo recrutado como membro reserva dos vingadores,ele também participou da batalha final contra Galactus no final da serie.
Participou do especial Phineas e Ferb: Mission Marvel onde junto com o Homem de Ferro, Thor e Hulk vão para Danville após Dr. Doofenshmirtz acidentalmente remover seus poderes e imobilizá-los. Agora cabe a Phineas e Ferb se unirem aos Super-Heróis da Marvel para ajudá-los a recuperar seus poderes e derrotar os vilões Marvel.

Séries de televisão live-action

Em 1977, Nicholas Hammond estrelava como Peter Parker na série live-action O Homem Aranha.
Em 1978, a empresa japonesa Toei criou uma série Tokusatsu chamado Spiderman (Supaidaman, no original). Apesar de uniforme idêntico, Spiderman tinha uma história e modus operandi totalmente diferente de sua contraparte original, a começar que sua identidade era Takuya Yamashiro. Homem-Aranha utilizava robô gigante (mecha) e combatia monstros.

Filmes

Por incrível que pareça, a primeira adaptação do Homem-Aranha nos cinemas não foi americana. O filme turco de 1973 chamado 3 Dev Adam apresenta Capitão América, o herói mexicano El Santo e Homem-Aranha. O Aranha, curiosamente, é apresentado como vilão neste filme de baixo orçamento e sem licença da Marvel.

Primeira Trilogia (2002–2007)

O Homem-Aranha foi adaptado pelas telas em três filmes dirigidos por Sam Raimi e protagonizados por Tobey Maguire.

Homem-Aranha (2002), no qual Peter Parker ganha poderes após ser picado por uma aranha geneticamente modificada, e enfrenta o vilão Duende Verde (Willem Dafoe).

Homem-Aranha 2 (2004), no qual a vida de Peter vira um caos, e o cientista Otto Octavius (Alfred Molina) acaba por se tornar o vilão Doutor Octopus, após um experimento fracassado.

Homem-Aranha 3 (2007), no qual Peter tem sua vida alterada após um extraterrestre se unir a seu uniforme, e enfrenta o criminoso Homem-Areia/Flint Marko (Thomas Haden Church), assassino de seu tio Ben, bem como seu amigo Harry Osborn, o novo duende verde (James Franco), quer vingar a morte de seu pai, e Eddie Brock/Venom (Topher Grace), um repórter rival que se une ao extraterrestre.

Nova Quadrilogia (2012–presente)

Em 2010 a Columbia Pictures e a Marvel anunciaram que Tobey Maguire e Sam Raimi estavam fora da continuação "Homem-Aranha 4".E em 2012 a página oficial do facebook do filme O Espetacular Homem-Aranha divulgou uma nova série. No dia 17 de Junho de 2013, a Sony confirmou que a nova série será uma Quadrilogia, e não uma Trilogia.

O Espetacular Homem-Aranha (2012) é um reboot dirigido por Marc Webb, com Andrew Garfield no papel de Peter Parker. Neste filme Peter ganha seus poderes ao ser picado por uma aranha geneticamente modificada assim como na versão de Sam Raimi e está tentando descobrir a verdade sobre o desaparecimento de seus pais com um antigo amigo deles o Dr. Curt Connors, o que levará a um conflito com seu alter ego o Lagarto. Peter mostra ser um adolescente muito incomodado e inseguro, mas, tudo isso muda quando ele começa a se aproximar de Gwen Stacy porém é forçado a se distanciar dela no final quando o capitão Stacy pede a Peter que prometa ficar longe de Gwen.

O Espetacular Homem-Aranha: A Ameaça de Electro (2014) é a continuação do filme O Espetacular Homem-Aranha de 2012. Sinopse: É ótimo ser o homem aranha. Para Peter Parker, não há nada melhor do que se balançar entre arranha-céus, ser um herói e passar tempo com Gwen. Mas ser o Homem-Aranha tem um preço: apenas ele pode proteger os nova-iorquinos dos vilões que ameaçam a cidade. Com o surgimento de Electro, Peter precisa confrontar um inimigo mais poderoso do que ele. E quando seu velho amigo Harry Osborn retorna à cidade, Peter percebe que todos os seus inimigos têm uma coisa em comum: a Oscorp.

Nota Final

Ficha do Herói

Nome Verdadeiro: Peter Parker.
Ocupação: fotógrafo freelancer e Homem-Aranha.
Identidade: secreta
Situação legal: cidadão dos Estados Unidos, sem ficha criminal.
Local de nascimento: Nova York
Estado Civil : solteiro.
Parentescos conhecidos : Richard (pai, falecido), Mary (mãe, falecida),Benjamim (tio, falecido), May (tia), vários clones (falecidos, a maioria).
Filiação: Os Vingadores.
Base de Operações: Nova York
Primeira aparição: Amazing Fantasy 15.
Altura: 1,78 m             
Peso: 75 kg
Olhos: castanhos claros.
Cabelos: castanhos.
Poderes/Habilidades: o Homem-Aranha possui força, reflexos e equilíbrio sobre-humanos.Pode escalar qualquer superfície e tem um sentido que o alerta sobre perigos.
Equipamento:Peter Parker criou seus própios lançadores de teia, que podem disparar vários tipos de teia sintética. Ele já usou um sinalizador, um cinto de utilidade e um carro.